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Neste próximo dia 22/05 estarei na UNA/Catalão, falando sobre a Teoria dos Elementos Finitos (FESA/CAE), com uma abordag...
20/05/2019

Neste próximo dia 22/05 estarei na UNA/Catalão, falando sobre a Teoria dos Elementos Finitos (FESA/CAE), com uma abordagem bem diferente, contando a história de “Como tudo começou...”, os primeiros trabalhos realizados no Brasil, as primeiras empresas que investiram nessa tecnologia e por aí vai.

Segue o link:

Quarta, 22 de maio de 2019, 18h30-22h

19/10/2018

Neste mês de outubro está fazendo um ano que fomos para a Inglaterra participar do International Greenpower 2017, representando o Brasil com um carrinho projetado e construído aqui no Brasil, com o apoio de empresas como CAOA, EDAG, Multicorpos e Barracuda.
Apesar de todas as dificuldades para levar o carro e equipe para a Inglaterra, o evento com 76 participantes de vários países do mundo, o LION II que projetamos e construímos terminou a última parcial de treinos livres em 7°, ficando em 22° lugar na geral, com uma velocidade média no circuito oval de Rockingham de aproximadamente 60 milhas/hora.
O Brasil, pela sua primeira participação, obteve um resultado muito positivo, elogiado por todos que estavam presentes no local.
Por fim, a equipe brasileira por mim liderada e composta por um grupo de alunos da escola St. Paul e dos engenheiros Pascoal Palladino, Marcio Santos e João Veloso, conseguiu o reconhecimento internacional ao receber o prêmio “Greenpower Engineering Award – 2017”, pelo carro mais bem projetado e melhor construído do evento.
Parabéns Brasil!
Wellington Ortiz Jr.

NOVOS RUMOS PARA A MOBILIDADEEstamos chegando a um ponto que creio seja mais uma mudança importante nos rumos do modo de...
13/06/2016

NOVOS RUMOS PARA A MOBILIDADE
Estamos chegando a um ponto que creio seja mais uma mudança importante nos rumos do modo de vida da humanidade em termos de mobilidade de pessoas e transporte de cargas.
Assim como um dia, a carruagem sem cavalos proposta por Daimler mudou a história e o comportamento da humanidade em termos de movimentação de pessoas e o transporte de cargas, mesmo a contragosto e ferrenhos protestos dos criadores de cavalos e sistemas de limpeza de estrumes das vias públicas pelo fim das suas atividades, estamos chegando a uma nova mudança que nos trará um rumo novo, uma mudança no nosso modo de vida.
Da mesma forma que em algum momento da história uma mente brilhante descobriu novos meios de comunicação à distância, usando o mesmo aparelho de telefone, porem longe da descoberta de Graham Bell, ou seja, hoje no nosso dia a dia, nos comunicamos com dezenas de pessoas, em qualquer lugar do mundo usando um aparelho que nasceu para ser um telefone e até tem essa função disponível, mas é pouco usado ou pelo menos, pouco usado frente aos demais ditos aplicativos que transitam voz e dados com muito mais eficiência. Assim, não se pode mais evoluir um telefone pois o Smartfone dispensou essa evolução, tornando-a desnecessária.
Do mesmo modo que o computador acabou com o reinado e a história das maquinas de escrever pois, não tinham mais como evoluir e qualquer evolução, por mais brilhante que fosse, seria inútil frente ao poder de escrita e manipulação de documentos proposta pelos computadores.
Em algum momento entre 2020 e 2030, creio, estaremos vivendo algo semelhante porem no universo da mobilidade de pessoas, principalmente no contexto urbano. Em algum momento desta década, querer comprar um carro flex, por exemplo, será o mesmo que tentar comprar uma super TV com tubo ou o mais moderno aparelho de VHS já produzido. Absolutamente não existirão mais.
Vejo os rios de dinheiro que as grandes montadoras estão gastando para atender aos severos níveis em termos de emissão de poluentes na queima de combustíveis fosseis, buscando números desafiadores para eficiência energética e consumo de combustível e todo este desenvolvimento irá ser absolutamente interrompido com a introdução e fabricação em larga escala de veículos elétricos e híbridos, já anunciada, por inúmeras marcas ao redor do mundo.
Não haverá mais razão para termos grandes motores do ciclo Otto ou Diesel, como única fonte propulsora de um veículo leve, com eficiência abaixo de 30%, depositando na atmosfera um volume considerado de gases poluentes, mesmo que a níveis baixos pelos severos controles legais, para transportar um número médio pouco acima de uma pessoa por veículo.
Na minha visão, estamos muito perto dessa grande mudança e deveremos estar preparados para ela. Assim, veículos leves, pequenos e eficientes para o transporte de pessoas e cargas leves, consumindo apenas eletricidade gerada pela queima de hidrogênio de pequenos motores atuando como geradores embarcados, ou pela obtenção através das energias do sol e do vento, farão parte do nosso dia a dia, automaticamente quebrando alguns paradigmas.
Quando falo em quebra de paradigmas, refiro-me não somente ao tipo de propulsão, mas principalmente ao modelo de transporte na relação homem x máquina do futuro.
Nesse novo conceito, o veículo será mais interativo com o meio, tirando grande parte da condução dos ombros do motorista, pois terá autonomia de direção, controle de velocidade e distância segura com os demais veículos da via, totalmente controlado por sistemas de navegação. Estaremos assim, muito próximos a um transporte realmente seguro, que independerá da habilidade de seus condutores.
Além disso, poderão também compartilhar energia quando veículos estiverem na mesma rota e destino.
Para os saudosos como eu que gostam de trocar marchas, segurar o volante com as duas mãos e sentir o ruído de um motor V8 como uma canção, terão que mudar seus conceitos a menos do belo ruído dos motores, que poderão ser apreciados, de modo virtual, gerados pelos aparelhos de som de dentro dos veículos.
Que venha o futuro, será emocionante e com certeza, estaremos bem preparados para recebê-lo.

05/05/2016
Trabalho de otimização e análise estrutural do trailer Trailerbrás
25/04/2016

Trabalho de otimização e análise estrutural do trailer Trailerbrás

07/04/2016

Creio que essa história seja muito interessante principalmente para os engenheiros automobilísticos que se formaram pela FEI / SBC após 1988, pois foi sem dúvida, uma das coisas que pude realizar e que tenho o maior orgulho de ter feito.
Tudo começou no início de agosto de 1987, onde, no final da tarde de uma sexta-feira, recebi um telefonema do Eng. Fernando Bressiani, um ex-professor a quem devo bastante, referência no campo de ruídos e vibrações, que naquele momento ocupava o cargo de chefe da cadeira de “Mecânica I” da FEI, chamando-me para uma reunião emergencial ainda para o final daquele dia e eu claro, prontamente o atendi, chegando à faculdade por volta das sete horas da noite.
O motivo desta reunião era porque ele precisava de um professor de Carroceria para o curso de Mecânica Automobilística, só que haviam dois problemas sendo, o primeiro é que a primeira aula seria para a manhã do sábado, ou seja, menos de 12 horas após o meu aceite e o segundo, esse sim me deixou muito triste e preocupado, era que segundo ele, haviam doze alunos para aquela turma, apenas dois inscritos para a turma seguinte e nenhum inscrito para a próxima, indicando que, assim como o curso de Ar Condicionado, o curso de Automobilística, até então único no Brasil com formação comercial, não militar, estava para ser extinto por falta de alunos.
Em contrapartida à péssima notícia e a situação que ele estava me expondo, apenas pedi que me desse liberdade e “carta branca” para que eu fizesse qualquer coisa que achasse importante ser feito. A partir daquele momento e para meu espanto, ele disse sim, desde que não precisasse de dinheiro e desejou-me boa sorte. Deste modo, na manhã do sábado, cheguei cedo à FEI como o novo professor de Carroceria, chefe da cadeira de Mecânica Automobilística e com um monte de ideias e coisas para serem feitas, que foram aparecendo durante aquela longa madrugada, praticamente em claro.
Minha primeira ação foi encontrar-me com os professores que já estavam lá, com o objetivo de motivá-los, pois eram excelentes profissionais na indústria, professores capacitadíssimos, como meu amigo Daro Marcos Piffer, Edson Esteves, Paulo José Adamo, Oswaldo Garcia, Valberto Ferreira da Hora, entre outros, que mais tarde também fizeram parte desta história, e eu sabia que não teríamos sucesso, se não tivéssemos uma equipe unida, de ponta e todos eles eram de ponta, apenas desmotivados pelo momento trágico que passava o curso naquele momento.
Minha segunda providência era o de ocupar alguns espaços vagos no corpo docente, em cadeiras inexistentes, com pessoas de alto nível técnico e com o mesmo foco que eu tinha, ou seja, fazer o melhor para a sobrevivência do curso, um ícone como formação de profissionais para o campo da mobilidade. Assim, com um convite sem muito a oferecer, trouxe para o time, meus grandes companheiros de outras jornadas, profissionais do mais alto nível, atuantes e respeitados na indústria, cada um no seu campo de atuação, como Rubens Okazaki, Ricardo Bock e a presença voluntária de Paulo Roberto dos Santos, em aulas spot de Design de Veículos.
Enfim as aulas começaram, as grades de matérias foram acertadas, mas faltava ainda alguma coisa para dar sustentabilidade e impulso à tudo aquilo que estávamos construindo e aí, tive a ideia que, somadas à outras ideias do grupo, possibilitou o nascimento da “Expo Mec-Aut / FEI”, que nada mais era do que a apresentação de um projeto de formatura, realizado ao longo do curso, onde cada professor seria o orientador de cada parte do veículo, como freios, suspensão, carroceria e etc., e esse projeto final, de um veículo completo num nível acadêmico, para cada grupo de quatro alunos em média, seria apresentado e avaliado não pelos professores, mas sim por uma plateia seleta, composta por profissionais convidados da própria indústria automobilística.
No final do primeiro ano, ou seja, metade de 1988, os projetos da primeira turma ficaram prontos e aí veio a grande pergunta: Será que os profissionais convidados irão aceitar a apoiar este evento? Só fazendo convites para ver o que irá acontecer e aí, sem nenhuma ajuda financeira da instituição, com um rateio entre os professores das despesas de um pequeno coquetel, onde os petit fours foram preparados por alguns professores e alunos do semestre posterior serviram como garçons, faltava então a presença da plateia julgadora que iria realizar a avaliação, dando notas para os projetos de formatura da primeira turma.
Fizemos um convide audacioso para um grande número de gerentes, diretores e até para o presidente da Ford naquela época, Sr. Luiz Carlos de Mello e para a minha surpresa, inesperadamente todos aceitaram o convite, realizaram as avaliações, elogiaram os projetos e as apresentações dos alunos e o evento foi um verdadeiro sucesso. Graças a presença destas figuras ilustres, vários jornais noticiaram o evento e o transformaram num verdadeiro acontecimento.
Já para a segunda turma, em função do sucesso da primeira, além dos profissionais da Ford, também participaram os profissionais da GMB e daí pra frente, a cada ano, novas industrias, outras montadoras e dezenas de autopeças também fizeram questão de participar, tornando o evento cada vez mais importante. Assim, dinheiro para os eventos começou a aparecer, investimentos para o aprimoramento das aulas também surgiram, equipamentos foram adquiridos e o nível do curso cresceu vertiginosamente. A cada semestre novas notícias surgiam e a conclusão é que aquele curso que estava condenado ao fim por falta de alunos, tornou-se grande novamente, vivo até hoje.
Deste modo, o curso de Engenharia Mecânica Automobilística da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial de SBC, voltou a ser importante novamente, bastante procurado, respeitado e fornecendo a cada semestre, um grupo competente de profissionais da mobilidade, assumindo postos importantes na indústria automotiva nacional.
Com isso, quando encontro um engenheiro formado pela FEI em Engenharia Automobilística depois de 1988, vem à minha cabeça que aquele profissional simplesmente não existiria se eu não tivesse tido a coragem e ao mesmo tempo a falta de juízo, ao aceitar aquela missão dada a mim, na noite daquela sexta-feira.
Quero também fazer um agradecimento especial a todos aqueles que comigo, vivenciaram e ajudaram a construir aquele momento histórico que está registrado, pois também foi contado no livro “Mecânica Automobilística 40 anos”, publicado pela UniFEI, em novembro de 2003.

13/02/2016

Ano de 1981, um evento muito importante para quem trabalhava na Ford Motors naquela época chamado “Design Review”, que acontecia todas às quintas-feiras pela manhã onde, assuntos importantes ou críticos eram escolhidos e os engenheiros responsáveis, os apresentavam para uma plateia seleta, composta de engenheiros, gerentes de engenharia, diretores, executivos de engenharia e até, algumas vezes, com a presença do próprio presidente.
Num desses eventos, um jovem engenheiro recém-formado, apresentava pela primeira vez, com muita emoção e nervosismo, um trabalho prático sobre a Teoria dos Elementos Finitos aplicado a um componente veicular. Não era o primeiro trabalho apresentado na Ford, pioneira no uso desta ferramenta, mas sem dúvida, o primeiro a ser apresentado num evento tão importante como este, visto e avaliado por um grupo seleto de profissionais da indústria automotiva brasileira.
Após a apresentação, com os recursos gráficos limitados pela época, o resultado foi que um suporte de mola auxiliar projetado em 1962 (data da liberação do desenho) para uso num veículo de 750 kgf de carga que ao longo do tempo, passou a ser utilizado num veículo de 1.000 kgf, poderia ser usado, ainda com margem de segurança, para o veículo de 4.000 kgf, foco do desenvolvimento da época.
Ou seja, a grande conclusão é que durante anos, utilizou-se um componente superdimensionado, com excesso de material, com sobre peso, mais caro que o necessário, que por ter passado com louvor em todos os te**es de campo na época, e por falta de recursos modernos, capazes de identificar o quanto superdimensionado o componente estaria, muito desperdício ocorrera durante todos os anos de seu uso.
Após o final da apresentação, um grande silêncio se propagou pela grande sala e após alguns minutos de reflexão, e claro de intenso suor do jovem engenheiro que havia acabado de detonar uma bomba, o executivo chefe, profissional fantástico, que vislumbrou e incentivou o uso desta ferramenta na indústria brasileira, Eng. Luc de Ferran, fez uma pergunta a todo o grande grupo de engenheiros que estavam presentes na manhã daquela quinta-feira, que foi mais ou menos assim .... “Exijo que todos vocês, engenheiros de desenvolvimento do produto desta empresa, façam o cálculo e me apresentem o mais rápido possível, o valor do cheque que colocamos dentro do porta luvas de cada carro que vendemos em todos estes anos de existência”.
A partir deste dia, muita coisa mudou na cabeça e no modo de trabalho dos profissionais que atuavam com desenvolvimento de veículos de produção em série no nosso pais e que ao longo destes anos, esta técnica nunca mais deixou de existir, apesar de existirem ainda, engenheiros que insistem em andar na contra mão.
Esse foi um dia, sem dúvidas, que ficou marcado para todos que estavam naquela sala e principalmente para aquele jovem engenheiro, que era eu.

03/11/2015

Há algum tempo, alguns amigos me pedem para que eu conte historias, entre outras, de como eram feitos os trabalhos de análise estrutural, com o uso da Teoria dos Elementos Finitos (FESA/CAE), no inicio do uso desta ferramenta na indústria automobilística Brasileira.
Resolvi então, atender a estes pedidos, visto que é uma historia muito interessante e que merece ser registrada e guardada, já que posso contá-la por inteiro, pois sou um dos engenheiros pioneiros no uso de Elementos Finitos na indústria automobilística Brasileira.
Por ser uma historia muito longa, muito rica, desde o inicio dos anos 80 até hoje, farei isso em etapas, em capítulos, pois eu vi tudo, vivi tudo, eu estava lá desde o inicio e posso contar com detalhes o que aconteceu nesta área, nesses anos.
Além da memória, tenho imagens de trabalhos realizados, alguns registros destes trabalhos, que pelos meus cálculos, passam de 1300, desde 1981 até 2015.
Muitos amigos que me acompanham até hoje, irão se enxergar nestas historias, pois muitos deles participaram comigo desta aventura com parcerias importantes e que desde já, gostaria de agradecer a todos eles pelas conquistas e momentos que passamos juntos, pois faria todo de novo.
Acompanhem, seguindo a pagina da ORTIZ CONSULT, creio que será uma viagem bem legal.

Trabalhos de Análise Estrutural (FESA)
14/10/2015

Trabalhos de Análise Estrutural (FESA)

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