19/05/2024
MÃES ATÍPICAS
Um poeta já falou “mulher já nasce mãe” refletindo a respeito, não é difícil entender, não só pela possibilidade de gerar alguém dentro dela, mas pelas emoções extraordinárias e complexas de amor, preocupações e uma entrega total incondicional, que aliás, estão em seus DNA’S e que já fazem parte dom de ser mulher, imaginem então ser uma Mãe Atípica ou ainda melhor, mães incansáveis, mulher menina que apouco ainda brincava de casinha, veio a puberdade, passou pela adolescência e muitas ainda nela estão, sonhadoras, tantos projetos de vida vislumbrando em suas mentes, quantos sonhos a sonhar; mas a notícia esperada é revelada, “seu filho é especial” lágrimas são inevitáveis, pensamentos ficam perdidos, lamentos que a vida não ha preparou para isto, e ninguém naquele momento nem o mundo consegue determinar qual futuro está reservado para uma sua criança especial; respira profundamente, busca forças no criador, entende que desistir não existirá em seu vocabulário, superação é um novo roteiro que nasce, pesquisar, estudar e entender o inimaginável para amenizar o bem estar da criança, ali sai de sena a mãe típica e nasce a Incansável mãe ATÍPICA, a maioria perde sua identidade e passa a ser conhecidas apenas como a mãe de uma pessoa especial, bom fosse se a consciência coletiva entendesse que elas precisam de solidariedade, de atenção e da compreensão dos colegas e principalmente das chefias no ambiente de trabalho, e que seu maior desejo é simples, que seus filhos (as) sejam aceitos e abraçados naturalmente.
Para essas mães o impossível é possível, como dizia Carlos Drumont de Andrade “... Mãe não tem limite…” Mas a história não precisa ser tão dramática e triste. O ditado popular já diz que onde nasce um filho, nasce também uma mãe. E essa criatura é divina e tem o dom de se reinventar todos os dias, com muito amor, dedicação e com uma pitadinha de criatividade.
Texto: Meu querido amigo Miltinho.