04/07/2023
Ah, a vida de viajante!
Desde que comecei as viagens a trabalho, descobri uma encantadora vida sobre 4 rodas, acompanhada de boa música, boa leitura para passar o tempo em hotéis, salas de espera um mundo de possibilidades a minha frente, sempre.
Éramos Deus e eu na estrada todos os dias, dias e noites incontáveis e que não passavam, por vezes a dor da saudade e os problemas traziam solidão e tristeza, mas a vida tinha sempre que continuar.
É uma rotina intensa, sempre em hotéis, a cada semana um novo quarto, uma nova vista, enfim, uma aventura contínua.
Apesar das constantes mudanças de local, há algo que sempre me encantou em cada cidade que visitei e visito.
São novas paisagens, oportunidade de conhecer diferentes culturas e pessoas interessantes e interagir com elas.
Mas é claro que nem tudo são flores. A vida de viajante de segunda a sexta-feira pode ser desafiadora.
Por mais que eu estivesse rodeada por novidades, era inevitável sentir falta da minha casa, de meus amados filhos que ficavam chorando a cada partida, da minha rotina e das pessoas que amo.
Foram muitas as vezes em que o cansaço bateu e a saudade apertou e nesses momentos aprendemos a valorizar ainda mais o que temos em casa.
Diante de tudo, acabei aprendendo a me adaptar e a encontrar conforto em pequenos detalhes, como ter um cantinho só meu no hotel que já se tornou minha casa temporária, isso acontecia com mais frequência em cidades onde eu ficava por mais de 1 mês, a rotina já incluía escolher o quarto que eu mais gostava e ficar com ele durante toda a estadia, isso tornava tudo mais íntimo e mais facilmente aceitável.
Curitibanos, onde as fotos foram tiradas, foi uma cidade especial nessa jornada.
Fiquei mais de dois meses por lá, o que é uma eternidade para alguém acostumado a uma rotatividade constante.
O hotel onde me hospedei se tornou meu refúgio, um lugar acolhedor para voltar todas as noites.
Criei laços com a equipe do Tortatoo hotel, que se tornaram quase como uma família para mim durante esses períodos do ano em que minha rota sempre acabava em Curitibanos.
A cidade me envolvia com seu charme interiorano, e cada esquina se tornou familiar.
Foi uma experiência única, onde pude vivenciar a sensação de pertencimento mesmo em um lugar temporário.
Essa vida de viajante pode ser cansativa, mas é uma jornada cheia de aprendizados e experiências enriquecedoras.
No final das contas, essas viagens a trabalho me proporcionam um crescimento pessoal e profissional que não seria possível de outra forma.
I love my Job!
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