28/04/2026
Agrishow 2026: o que você precisa saber sobre a 31ª edição
Feira reúne 800 marcas e 50 países entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP)
Créditos Por Mariana Letizio — São Paulo/Globo Rural.
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A Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação chega à 31ª edição reunindo marcas nacionais e internacionais, além de delegações de cerca de 50 países. São mais de 520 mil metros quadrados dedicados a negócios, lançamentos e networking.
O evento é realizado em parceria entre Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e Sociedade Rural Brasileira (SRB). A feira contempla mais de 25 segmentos, incluindo máquinas e implementos, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, fertilizantes e defensivos.
Localização e ingressos
Durante os cinco dias, a visitação ocorre das 8h às 18h. A feira será realizada no Centro de Exposições, na Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, km 321, em Ribeirão Preto (SP).
Os ingressos podem ser adquiridos online ou na bilheteria. No local, o valor é de R$ 150 por dia. Já na compra antecipada pelo site oficial (agrishow.com.br), o ingresso custa R$ 85 por dia, com opção de meia-entrada conforme a legislação vigente. No momento da compra, é necessário selecionar a data da visita.
A meia-entrada é destinada a estudantes, idosos e pessoas com deficiência, mediante apresentação de documento com foto. Os ingressos são limitados por dia e estão sujeitos à disponibilidade.
O pagamento pode ser feito com cartão de crédito ou boleto bancário nas compras online, ou em dinheiro e cartão de débito na bilheteria física.
Estacionamento
A organização oferece estacionamento oficial em parceria com a VVR. Os valores variam conforme o tipo de veículo: R$ 75 para carros e R$ 120 para vans e ônibus.
Também há a opção de estacionar nos hotéis Mont Blanc e W Garden, além da Arena Eurobike. Esses locais contam com serviço de transfer direto para a feira.
Infraestrutura
Neste ano, a área de alimentação foi ampliada. Serão 12 pontos fixos com diferentes restaurantes, além de 13 opções volantes.
A organização também disponibiliza banheiros adaptados e pontos de hidratação distribuídos pelo espaço. Os visitantes contam ainda com áreas de descanso e opções de transporte interno.
Orientação via aplicativo
Os visitantes terão acesso a ferramentas digitais que facilitam a navegação e a consulta de informações sobre expositores e atrações. A organização oferece um aplicativo oficial, disponível na App Store e no Google Play.
Na plataforma, os usuários podem utilizar a Flora, assistente virtual baseada em inteligência artificial, que auxilia na localização por meio de um mapa interativo. É possível encontrar estandes, banheiros, praças de alimentação, além de acompanhar lançamentos, horários e demonstrações.
O aplicativo também conta com uma área de networking, que permite a interação entre visitantes e expositores por meio de chat e chamadas de vídeo.
Atrações
Além da exposição de máquinas e equipamentos, os espaços Agrishow Labs e Agrishow Pra Elas seguem como destaques. O primeiro promove a conexão entre startups e o público, enquanto o segundo reúne mulheres do setor para troca de experiências e apresentações.
O público também pode visitar o Pavilhão da Agricultura Familiar, voltado a produtores artesanais, e o Lounge dos Embaixadores, que reúne influenciadores do agronegócio.
Expectativa
Apesar da queda nos preços internacionais das commodities, do aumento dos custos de produção e dos juros elevados, fatores que dificultam a renegociação de dívidas pelos produtores, a Agrishow projeta alta expectativa de público. Considerada um dos principais eventos de tecnologia agropecuária da América Latina, a feira reforça, segundo a organização, seu compromisso com a pluralidade e a transformação do setor.
“Vivemos um momento geopolítico e econômico mundial complicado, e isso se reflete diretamente na economia, especialmente no agro. Houve aumento no preço de combustíveis, fertilizantes, entre outros insumos”, afirma João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow e 1º vice-presidente do Conselho de Administração da Abimaq.
Marchesan explica que, embora a safra de 2024/25 tenha batido recorde ao alcançar 350,2 milhões de toneladas, alta de 16,3% em relação a 2023/24, o agricultor atualmente opera com margens reduzidas. “Os custos estão elevados e os preços, baixos. Além disso, o crédito hoje tem juros muito altos, incompatíveis com o retorno da atividade. Há recursos disponíveis no mercado, mas com juros equalizados em torno de 14% ao ano”, destaca.
Ainda assim, ele ressalta que a feira apresenta tecnologias, como as voltadas à agricultura regenerativa, capazes de apoiar os produtores em diferentes contextos, considerando demanda, durabilidade e suporte.
“Cerca de 50% das máquinas no Brasil têm, em média, de 10 a 15 anos de uso. Ou seja, há uma defasagem importante, e esses produtores precisarão renovar seus equipamentos em algum momento”, explica.
A expectativa é superar os 197 mil visitantes registrados na edição anterior. Para isso, a organização investiu em infraestrutura. “Ampliamos a área asfaltada das ruas e avenidas internas, aumentamos a oferta de restaurantes e melhoramos o sistema de abastecimento de água”, afirma Marchesan.
Segundo Marchesan, o tema “A força de nossas raízes” propõe uma reflexão sobre passado, presente e futuro do setor.
“O agro está presente desde o descobrimento do Brasil. No início, importávamos tecnologia europeia e a aplicávamos de forma inadequada. Há cerca de 50 anos, começamos a mudar esse cenário com a chegada da Embrapa, o desenvolvimento de novas tecnologias e a adaptação de culturas, como a soja”, afirma.
Além das atividades de relacionamento, como a Rodada Internacional de Negócios e os pavilhões estrangeiros, que estimulam o intercâmbio comercial e tecnológico, o evento também contará com novos lançamentos.
“Cada empresa é responsável por seus lançamentos, mas sabemos que muitos estão voltados à agricultura regenerativa e à chamada agricultura 5.0, que são tendências do setor”, conclui.