Luma Borges de Melo - Psicóloga

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(Lembranças de um dia especial. 24out.)Fiz 36. Abrindo espaço, fortalecendo laços e ao lado de boas companhias. Se sou s...
01/11/2026

(Lembranças de um dia especial. 24out.)

Fiz 36.
Abrindo espaço, fortalecendo laços e ao lado de boas companhias. Se sou sortuda? Gosto de pensar que nada é por acaso nessa vida, caminhar deixa rastros daquilo que se quer. Eu quero muito sorrir, abraçar e ser amada, e eu fui, e eu sou. 🤍

Estamos meu bem por um triz, pro dia nascer feliz ⭐️❤️Sou uma criança dos anos 90. Quando eu tinha apenas um ano de idad...
25/10/2026

Estamos meu bem por um triz, pro dia nascer feliz ⭐️❤️

Sou uma criança dos anos 90. Quando eu tinha apenas um ano de idade, meu pai me deu de presente de aniversário uma carta.

O Brasil vivia uma recessão, estávamos na era Collor, e o povo ia às ruas. Na carta, meu pai me contava o que acontecia no país e escreveu algo que eu só compreenderia muitos anos depois: não há nada mais poderoso e revolucionário do que um povo unido nas ruas, movido por um mesmo propósito.

Eu ainda não sabia ler. Não compreendia o país, a política ou a democracia. Mas aquela carta já me apresentava a um mundo no qual as escolhas individuais nunca estão completamente separadas da vida coletiva.

Hoje, eu voto pela minha história, pela democracia e por tudo aquilo em que acredito. Voto por um país em que a fome não determine o destino de ninguém, em que a dignidade não seja privilégio e em que milhares de brasileiros possam seguir contando suas histórias de superação da pobreza.

Mas voto também pelas pessoas que caminham ao meu lado. Porque, com o tempo, aprendi que tão importante quanto saber pelo que se luta é reconhecer com quem se escolhe lutar.

A vida não nos poupa das guerras. Algumas são travadas nas ruas, outras dentro de casa, e muitas acontecem silenciosamente, na luta diária por uma vida digna. Nem sempre escolhemos as batalhas que enfrentamos, mas podemos escolher os valores que nos sustentam e as pessoas com quem dividimos as trincheiras.

No fim, não é só sobre vencer uma guerra. É sobre olhar para o lado, em meio à luta, e reconhecer quem está ali com você. Quem não solta a sua mão quando o caminho aperta. Quem compartilha dos seus princípios e não abandona aquilo em que acredita quando defender esses valores deixa de ser conveniente.

Aos 36 anos, volto à carta que recebi aos 1 e entendo um pouco mais do que meu pai queria me dizer.

A democracia se constrói coletivamente. A história também.

Hoje, meu voto é memória, escolha e compromisso com o país que desejo e com as pessoas com quem escolho caminhar para construí-lo.

Voto 13!
LULA PRESIDENTE.

É preciso estar atenta e forte ❤️
17/10/2026

É preciso estar atenta e forte ❤️

A vida presta e tem gosto salgado e cheiro de mar 🤍
27/09/2026

A vida presta e tem gosto salgado e cheiro de mar 🤍

Muitas vezes desse sofá eu escuto: “Eu só queria que essa dor  acabasse.” E me pego pensando no que significa esse acaba...
22/09/2026

Muitas vezes desse sofá eu escuto: “Eu só queria que essa dor acabasse.” E me pego pensando no que significa esse acabar.
A gente aprendeu tudo errado sobre dor, porque quando alguma coisa dói, logo queremos que ela deixe de existir. A gente precisa entender, resolver, superar, perdoar, seguir, tudo nessa ordem. Como se a vida fosse uma sequência de acontecimentos que precisam ser rapidamente encerrados para que a gente possa voltar a funcionar.

Quem foi que disse que uma dor acaba quando a gente decide que ela acabou? Sentimos dor quando perdemos alguém, quando terminamos um relacionamento que imaginávamos para sempre, quando nossos filhos crescem e já não precisam da gente do mesmo jeito, quando deixamos uma casa, quando um amigo vai embora ou quando olhamos para uma fotografia e percebemos que aquela versão da nossa vida não volta mais.

Sentir dor é também uma experiência de estar vivo e é justamente por isso que a gente tem tanta dificuldade com ela.
Vivemos numa sociedade que parece vender soluções para tudo aquilo que nos incomoda. Trabalhe mais, compre, treine, medite, tome alguma coisa, converse com alguém, troque de relação, mude o cabelo, mude de cidade. Faça qualquer coisa, mas não fique muito tempo diante daquilo que dói.

Na clínica, eu vejo como isso pode ser cruel. Porque algumas dores não precisam imediatamente de uma solução, precisam de tempo, de palavra. Precisam, às vezes, de alguém que consiga permanecer ali sem dizer: “vai passar”.
Há coisas que passam, que mudam de lugar, que deixam marcas. E há coisas que só conseguimos compreender muito tempo depois, quando a vida nos permite olhar novamente para aquilo que aconteceu.

Assisti outro dia uma live de Viviane Mosé onde ela fala sobre a dor e a memória. E essa ideia tem ficado comigo, aquilo que vivemos não desaparece simplesmente porque o acontecimento terminou, as vezes a história acabou, mas alguma coisa dentro de nós ainda está tentando entender o que aconteceu.

(Continua nos comentários)

Neste final de semana, estive cercada de amigas.Mulheres diferentes, vivendo coisas diferentes. Uma começando, outra rec...
14/09/2026

Neste final de semana, estive cercada de amigas.

Mulheres diferentes, vivendo coisas diferentes. Uma começando, outra recomeçando. Uma apaixonada, outra se despedindo. Uma fazendo planos, outra tentando lembrar quando foi a última vez que fez alguma coisa só porque queria. E entre uma conversa e outra, umas cervejas, uma risada, uma confidência, fui percebendo como nossas histórias podem ser tão diferentes e, ainda assim, tocar nos mesmos lugares.

A mulher que diz que está tudo bem, mas está cansada, a que não sabe se quer continuar, mas tem medo do que acontece se parar, a que queria mudar de trabalho, de cidade, de relação, de vida mas não sabe nem por onde começar. Tem a que percebeu que passou tanto tempo cuidando de todo mundo que já não sabe responder quando alguém pergunta: “e você, o que quer?”

Fiquei pensando na frase da Vera Iaconelli. “Cada mulher que dá um passo em direção ao próprio desejo oferece uma chance para as demais.”

Talvez seja isso que acontece quando estamos entre mulheres.

Uma conta que pediu demissão e a outra diz: “eu também estou pensando nisso.” Uma termina uma relação e a outra começa a admitir que também não está feliz. Uma decide viajar sozinha e a outra percebe que talvez não precise esperar alguém para viver o que deseja.

E no final das contas, não é sobre ensinar umas às outras como viver e sim sobre testemunhar possibilidades. E por isso o Entre Nós faça tanto sentido para mim, porque nem sempre precisamos de uma resposta. Às vezes, precisamos de alguém que nos ajude a escutar a pergunta que estamos evitando.

O que eu quero?
O que já não quero?
Que vida tenho sustentado?
E quanto de mim ainda cabe nela?

Talvez estar entre mulheres seja também isso de uma lembrar à outra que existem outros jeitos de viver.

Aconteceu.!Estar entre mulheres é algo que guardo na memória desde o tempo em que sentar na calçada ainda era possível. ...
10/09/2026

Aconteceu.!
Estar entre mulheres é algo que guardo na memória desde o tempo em que sentar na calçada ainda era possível. Eram nessas rodas com minhas tias, minha avó, minha mãe e minhas amigas que a vida ia ganhando contorno, eramos chamadas de fofoqueiras e eu lembro de isso não incomodar ninguém, pelo contrário, elas as gostavam de ser conhecidas como aquelas que sabiam de tudo. Minha avó, a mais desbocada, jogava no lixo todo o pudor possível da época e falava de s**o e sa*****em com a mesma naturalidade com que dava uma uma dica do que comer. Foi nesse lugar que eu me criei, eu vim da calçada, da rua, das rodas, dessas mulheres que, todas as noites, se reuniam para falar da vida e que, de algum modo, voltavam para suas próprias vidas depois de boas conversas e boas gargalhadas. Depois dessa roda, vieram muitas outras e hoje eu ouso entender que estar entre mulheres me fez caminhar até aqui.
O Entre Nós nasceu desse desejo. Eu achava que estava inventando alguma coisa nova, que tola. Era, na verdade, uma continuação de algo que eu já sabia, mesmo antes de saber nomear: estar entre mulheres é disruptivo, é rebelde, porque fomos ensinadas a caber a ocupar o espaço que nos foi dado, a disputar umas com as outras, desconfiar. Pouco nos ensinaram sobre criar espaço juntas e poder ver, na prática, mulheres da minha família fazendo isso foi um privilégio.
Talvez eu tenha passado a vida inteira tentando reencontrar aquela calçada e foi assim que chegamos à Entre Nós. O que aconteceu ali nesses dois dias é difícil de explicar para quem não viveu, talvez algumas coisas só possam ser compreendidas por quem estava naquela casa, mas eu acredito que nomear também é uma forma de fazer existir e encontrar palavras seja uma maneira de tornar possível que isso aconteça outras tantas vezes.
Mulheres aceitaram, por dois dias, não saber exatamente quem seriam naquele lugar e isso é enorme, de uma coragem gigante, principalmente para mulheres que passam boa parte da vida tentando controlar, cuidar, dar conta. Elas foram, sem saber e isso, por si só, já dizia muita coisa.

…
(Continua nos comentários)

Eu sei resolver.! Se alguém precisa eu dou um jeito, se aperta eu aguento, se faltar eu faço, se precisam de mim eu apar...
31/08/2026

Eu sei resolver.!
Se alguém precisa eu dou um jeito, se aperta eu aguento, se faltar eu faço, se precisam de mim eu apareço! Aprendi a ser uma mulher funcional, o que eu não sei mais é o que fazer quando ninguém esta me pedindo nada.

Existe uma diferença entre cuidar da própria vida e estar na própria vida! Pq vc pode ate dar conta, mas não consegue perceber o que vc sente enquanto ta dando conta.
Você pode até cumprir todos os papeis, mas não se reconhece quando eles silenciam.

Muitas mulheres quando finalmente tem um tempo pra si, nao sabem o que fazer com ele. Elas até desejam, mas passaram tanto tempo respondendo ao desejo do outro, as necessidades dos outros que a própria voz foi emudecendo.

Entre Nós é esse espaço que te permite experimentar algo que parece simples mas que se mostra tão dificil, não ser necessária!

Uma casa diante do açude, mulheres diversas, rede, comida, conversa, silencio, corpo, musica, tempo!
Tempo para descobrir o que acontece quando você não esta ocupada demais sendo mãe, filha, esposa, profissional, forte, disponivel. Tempo pra descobrir quantas mulheres existem em você!

Quantas mulheres cabem em uma mulher quando ela finalmente tem espaço pra escuta-las?

Bora descobrir!
Eu quero descobrir isso com você, ENTRE NÓS! ✨

Me chama!

05 e 06 de Setembro
Penedo - Maranguape

Entre Nós nasce da clinica, da escuta de mulheres, das muitas mulheres que encontro todos os dias e que tantas vezes não...
24/08/2026

Entre Nós nasce da clinica, da escuta de mulheres, das muitas mulheres que encontro todos os dias e que tantas vezes não conseguem dar noticia de si.
Criar um lugar onde você possa experimentar outras possibilidades de estar no mundo, não para descobrir uma versão definitiva de quem você é, mas pra ampliar repertório e perceber o que aparece quando você se permite ser outra, ou várias.

Você consegue imaginar se escolher por dois dias?
Se conseguiu, esse convite é seu!

Me chama pra gente viver essa experiência juntas 🤍

Se você chegou até aqui, talvez esse convite ja tenha começado antes mesmo desta leitura. O Entre Nós - Conexão nasceu d...
16/08/2026

Se você chegou até aqui, talvez esse convite ja tenha começado antes mesmo desta leitura.
O Entre Nós - Conexão nasceu da clínica, da escuta de mulheres que carregam muitas versões de si e poucas oportunidades de simplesmente existir.
Esta experiencia é para você que deseja compreender melhor sua história, ampliar a escuta de si e viver uma experiência de encontro e conexão com outras mulheres em um ambiente intimo e seguro.

Mais do que reservar uma vaga, representa a escolha de reservar um tempo pra si. Se este convite encontrou algo em você, vem viver essa experiencia Entre Nós 🤍

Para maiores informações entra em contato comigo.

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