Luma Borges de Melo - Psicóloga

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Andar em bando sempre foi algo mal interpretado, principalmente quando se trata de mulheres. Durante muito tempo (vulgo ...
06/03/2026

Andar em bando sempre foi algo mal interpretado, principalmente quando se trata de mulheres. Durante muito tempo (vulgo até hoje) disseram que mulheres juntas eram sinônimo de fofoca, intriga, disputa. Era preciso nos separar para nos enfraquecer.

Entendi que andar em bando é um ato político.! É o que nos mantem vivas.

Não falo de multidão vazia, daquelas que se vai pq todos estão, falo de comunidade, de mulheres que se reconhecem nas suas faltas, nas suas histórias e também nas suas forças. Mulheres que se escutam sem precisar disputar quem sofreu mais, que se olham e dizem, com o olhar “eu entendo um pouco do que você sente.”

Existe algo profundamente revolucionário quando uma mulher não precisa mais enfrentar o mundo sozinha. O bando protege, o bando sustenta, o bando lembra quem somos quando a gente esquece.

Durante séculos fomos ensinadas a competir pela atenção, pelo amor, pelo lugar possível dentro de um mundo que quase sempre foi organizado por e para os homens, mas quando mulheres começam a andar juntas, algo nessa lógica se rompe.

No bando, uma cuida da outra, uma levanta a outra, uma segura quando a outra cansa. E isso não é fraqueza, é estratégia de sobrevivência.

Talvez por isso um bando feminino assuste tanto, porque mulheres em comunidade deixam de pedir permissão para existir, elas criam outras formas de viver.

Andar em bando, no fundo, é lembrar de algo ancestral de que nenhuma de nós foi feita para caminhar só.
E quando mulheres caminham juntas, não é só um grupo que se forma é um território novo que nasce.


Por aqui, sigo me juntando aos bandos que me acolhem e me sustentam, e tu?

É bom demais ver e sentir quem a gente ama feliz ne? 🤌🏽Hoje, duas das mulheres da minha vida celebram mais um ano VIVAs....
21/11/2025

É bom demais ver e sentir quem a gente ama feliz ne? 🤌🏽

Hoje, duas das mulheres da minha vida celebram mais um ano VIVAs. Malu, minha filha, que chega aos 10 anos, e minha mamis, meg, que chega aos 59. E eu fico aqui, no meio desse encontro tão raro, honrada por estar entre as duas pontas do fio que me sustenta.
Malu, com seus dez anos cheios de encanto, descobertas e essa delicadeza firme que ela tem, escolheu a borboleta lilas como tema do seu aniversário, eu não sabia o que aquilo significava, e sabe o que descobri, que aquela tema escolhido de forma tão assertiva falava para e sobre ela.
A borboleta se transforma,cresce em silêncio e encontra no próprio mistério a coragem para abrir as asas. A cor lilas nasce da uniao de duas cores, traz harmonia, criatividade, paz. Tu juntou os dois e celebrou. ✨ bem que o chatGPT falou que o significado podia ser de intuição, de sensibilidade, de uma alma que já nasceu profunda.. hehhe
Filha, tu me lembra todos os dias que a vida continua, se renova, se recria no tempo que é pra ser.
Você me lembra que a vida presta, e muito!
Do outro lado, minha mãe, que há 59 anos vem abrindo caminhos para que todas nós pudéssemos passar. Você é a raiz, a força, o cuidado que me ensinou a ser quem eu sou. É a história que veio antes de mim, que me formou e que agora chega até a sua neta como um presente (como ela costuma falar) que atravessa gerações. Você me lembra todos os dias que existe amor suficiente para sustentar qualquer dor, qualquer mudança, qualquer recomeço. E aqui estou eu, entre o passado que me sustenta e o futuro que me fascina. Ser filha e ser mãe ao mesmo tempo me dá essa sensação, de continuidade. Somos, 3..6 mulheres ligadas por um fio que nenhum tempo rompe.
Hoje, ao celebrar vocês duas, celebro quem me ensinou a voar e quem me ensina a voar diferente.
Que a borboleta lilas abençoe com suas transformações silenciosa, sua força suave e sua sabedoria intuitiva. Que ela nos lembre que somos movimento, cura e amor atravessando o tempo.

Viva. Sempre Vivas. 🤍🤍
20/11/2025

ps: lembrar de fazer foto com a filha e não só da filha! 🤞🏽

O tempo não falha, o tempo cura, recoloca, reorganiza.O tempo guarda aquilo que a gente não sabe carregar e devolve, no ...
16/11/2025

O tempo não falha, o tempo cura, recoloca, reorganiza.
O tempo guarda aquilo que a gente não sabe carregar e devolve, no momento justo, aquilo que já estamos prontos para receber.

Assistir seu Gilberto é ver o tempo caminhando em forma de gente, é sentir que existe algo sagrado na maneira como ele canta as palavras, como susurra cada silêncio, cada sorriso.
Como se o mundo diminuísse a velocidade para que ele pudesse nos mostrar que a vida tem outro compasso.

Gilberto Gil canta que ele é tambor de todos os ritmos, o tempo é um mestre generoso. Quem sabe ouvi-lo, vive melhor.

Gil é uma entidade viva, atravessada pelo tempo e atravessando o tempo. Um presente deixado pra nós.

Obrigada pela sua existencia 🤍

Tô aprendendo que na vida a gente primeiro vive, depois entende, e só então, se quiser, posta.Os 35 não vieram como eu p...
31/10/2025

Tô aprendendo que na vida a gente primeiro vive, depois entende, e só então, se quiser, posta.

Os 35 não vieram como eu planejei e talvez seja essa a beleza da coisa, ele veio do jeitinho que eu merecia, manso, cheio de colo, de cuidado e de dengo. Veio me lembrando que nem sempre é sobre fazer, mas sobre deixar acontecer.

A gente chega numa idade em que entende que viver é mais sobre presença do que sobre performance, que o que é verdadeiro não precisa ser perfeito, só sentido.

Fiquei pensado que amadurecer talvez seja ir sentido, se reconciliando com o tempo, o tempo das coisas, o tempo das pessoas e o tempo que a gente mesma precisa pra viVer!

A pressa já não me seduz como antes. Hoje eu quero a conversa demorada, o abraço inteiro, quero viver os dias sem precisar provar nada pra ninguém, nem pra mim.

Talvez crescer seja isso: parar de correr atrás do que se foi e começar a cuidar do que ficou pra conseguir sustentar o que ta por vir.

(A)brigada por cada pessoa que me dedicou um tempo e aqueles que eu ainda não ganhei chêro, cuida! To em celebração até fechar o ciclo escorpianico 😜

Oi filha, hoje tu completa 18 anos e eu to num misto de sentimentos que mal cabem em mim. Felizmente hoje tive analise, ...
18/09/2025

Oi filha, hoje tu completa 18 anos e eu to num misto de sentimentos que mal cabem em mim. Felizmente hoje tive analise, hehe e minha analista me apresentou uma outra perspectiva: a de que não é só a Maria que alcança a maioridade, mas a minha maternidade também. E o que isso siginifca? Como isso é compreendido? - confesso que nem sei se tem resposta agora pra isso..

Engravidei quando quase ninguém ao meu redor vivia essa experiência, vivi uma maternidade solitária, cheia de desafios, marcada por escolhas que precisei fazer muito antes da hora. Quando completei 18 anos, vc já tinha 1 ano, minha maioridade foi acompanhados de uma criança que explorava o mundo com liberdade, curiosidade e muita coragem.

Sabe o engraçado dessa historia é que, olhando agora, percebo: foi você quem me autorizou a ser também tudo isso. Na medida em que vc descobria o mundo, eu me permitia descobri-lo junto. Aos 18 anos, me constituía como mãe, mas também como mulher que ousava viver, que se atreveu a experimentar mesmo no meio da dor e da responsabilidade.

A maternidade nunca deixa de nos atravessar — sigo me constituindo como mãe até hoje, e seguirei enquanto tiver vida. Mas os 18… esses só se vive uma vez. Aproveita!

Por isso, hoje não celebro apenas a sua maioridade, celebro também essa travessia, essa história compartilhada entre nós, esse laço que fez da minha juventude um lugar de entrega, reinvenção e muitas reinvidicaçoes.

Minha filha, que seus 18 anos permitam que voce siga com ainda mais liberdade, coragem e ousadia — do mesmo jeito que você ensinou àquela jovem mãe que aprendia a viver contigo.

Te amo, meu amor.
Teamo da mais sincera forma.
Seja feliz, seja amada e viva na prosperidade, ser expectadora da tua historia é uma honra 🤍

*Escolhi essa foto porque te viVer é o meu maior presente - conseguimos chegar aos 18 - e é so o começo.
** E a escolha da musica é pra que o mundo saiba que sim, continuarei te amando mesmo quando você duvidar disso.

Tem dias em que sair de casa é um ato revolucionário. Outros em que pedir ajuda já é coragem o suficiente. Tem dias em q...
07/08/2025

Tem dias em que sair de casa é um ato revolucionário. Outros em que pedir ajuda já é coragem o suficiente. Tem dias em que apenas falar — do que nos doeu, do que nos parou, do que quase nos matou — já é um movimento de vida.
Essa semana, Entre Nós, escutamos uma mulher, marcada por uma experiência violenta, falando sobre sua caminhada para continuar vivendo. Ela não contou a história para nos impressionar, nem para inspirar, mas para testemunhar que sobreviver também é linguagem. E que, quando o desejo começa a reaparecer, mesmo que em doses mínimas, a vida começa a se movimentar outra vez.
Ouvimos outra mulher falar do quanto precisou de coragem para entrar em movimento, e assumir seu desejo, e ali entedemos que coragem, não é ausência de med, é o que se move com o medo, quando o desejo pulsa, quando ele fala mais alto que a paralisação e que isso não significa realizar o desejo a qualquer custo. Significa não trair o que é essencial para si, mesmo diante dos riscos.
Entre Nós, percebemos que coragem não tem fórmula e sim forma e que cada mulher encontra a sua, querendo ou não.
Descobrimos que a dor não precisa ecoar sozinha, ela pode encontrar escuta, afeto, tempo, ela vira palavra e se transforma, como num gesto de quem resgata a própria narrativa e com isso reinscreve sua própria existência.
E talvez, por isso criar espaços de fala, como o Entre Nós, seja tão necessário.
Porque quando uma mulher fala, ela se move. Se mover é existir e existir exige coragem. 🧶🌱

09/07/2025

Gratidão ao Jornal Jangadeiro e ao jornalista Fayher Lima pelo espaço e escuta sensível diante de um tema tão urgente e invisibilizado: o tráfico humano.
Falar sobre os impactos dessa violência na vida das vítimas é uma forma de romper o silêncio e ampliar a consciência coletiva.

Seguimos na luta por dignidade, escuta e cuidado.

📎 Assista à matéria completa:
https://www.instagram.com/p/DL3OAeHNl4z/?igsh=MXJwdTl6bDFzcWx1OQ==

O livro já estava lançado.Mas eu ainda estava me lançando.“Além da culpa, a travessia da mulher livre.”Escrevi. Publique...
03/07/2025

O livro já estava lançado.
Mas eu ainda estava me lançando.

“Além da culpa, a travessia da mulher livre.”

Escrevi. Publiquei. Falei.
Mas havia algo que ainda faltava atravessar com o corpo. Como se as palavras que eu tinha escrito pedissem agora uma vida que as confirmasse.

E então, viajei.

Me permiti estar onde meu corpo nunca havia pisado. Me permiti escutar perguntas que nunca me deixaram fazer:
— E se eu fosse feliz?
— E se eu me deixasse ir?
— E se a culpa não fosse mais minha guia?

A culpa, é um afeto complexo. Muitas vezes, ela aparece não como sinal de responsabilidade real, mas como herança inconsciente — aquilo que o supereu cobra em nome de um Ideal impossível.

A mulher que se lança no mundo costuma encontrar esse fantasma. A culpa de não ser perfeita. De desejar algo além do cuidado com os outros. De se colocar em primeiro lugar. De sair do papel esperado.

A culpa é o que prende.
O desejo, o que move.

E o livro nasceu desse conflito. Do que escuto no consultório. Do que vivi na pele. Do que, como tantas de nós, fui ensinada a calar.

“Além da culpa” não é um manual.
É um espelho. É um chamado. É um convite para que outras mulheres se reconheçam e, quem sabe, comecem a se atravessar também.

A liberdade, descobri, não é um destino. É uma escolha diária. Difícil, solitária, mas profundamente viva.

E naquele dia, de novo, eu escolhi o desejo.

Porque a mulher livre não é a que não sente culpa. É a que não obedece a ela.

————————————

Você sente culpa por querer tempo só pra você?
Por não dar conta de tudo?
Por desejar mais do que te ensinaram a querer?

Então esse livro é seu.✨

📸 .mussurana

Lembro da primeira vez que pisei nesse palco.Era um misto de: “o que eu tô fazendo aqui no meio desses artistas?” com “e...
02/07/2025

Lembro da primeira vez que pisei nesse palco.
Era um misto de: “o que eu tô fazendo aqui no meio desses artistas?” com “eu consigo. eu consigo.”

A dúvida e o desejo dividiam o mesmo corpo.
E talvez seja sempre assim: quando a gente se aproxima do que deseja de verdade, algo do medo também aparece. Porque o desejo, quando é nosso mesmo, desorganiza.

Eu era — e continuo sendo — a mulher que bate tambor, que segura a baqueta com força e com leveza. Eu sou batuqueira.

E estar ali, anos depois, em outro país, retornando àquele lugar de som, corpo e presença, foi dizer com o corpo aquilo que nenhuma fala daria conta:
“Eu tô aqui.”

O palco não foi só cenário. Foi altar. Foi memória. Foi passagem.Foi lembrança da que fui e renascimento da que sou.

O som que saiu do tambor naquela tarde disse mais de mim do que qualquer discurso.
Porque há coisas que só o corpo pode dizer.
O corpo fala, e às vezes ele grita. E o tambor, naquele dia, gritou por mim.

Senti medo.
Encarei o medo.
E isso foi bom.

Na psicanálise, o medo é reconhecido como afeto estruturante. Ele não é um inimigo, mas um mensageiro. Ele aparece quando algo está prestes a romper o roteiro que aprendemos a seguir.
Medo é aquilo que sentimos quando estamos diante do real — do que não tem manual.

E ao invés de evitá-lo, a clínica propõe escutá-lo.
De onde vem esse medo?
De quem ele é herança?
Será que é meu… ou é o eco da voz de alguém que me disse, um dia, que isso não era pra mim?

O medo, muitas vezes, é a tentativa do supereu de nos manter seguras. Mas seguras de quê? De quem? A que custo?

Porque o medo — esse medo que surge quando estamos prestes a conquistar algo —
costuma ser o último obstáculo entre nós e o nosso desejo.

E você?
O que será que o seu medo está tentando impedir você de viver?

Eu achava que ia me perder num país estranho. Mas foi dentro de mim que me perdi.. E talvez só se perca assim quem estev...
01/07/2025

Eu achava que ia me perder num país estranho. Mas foi dentro de mim que me perdi..

E talvez só se perca assim quem esteve tempo demais seguindo roteiros prontos, mapas que não foram desenhados por si.
Quando a gente se afasta daquilo que nos moldou — a filha que agrada, a mãe que cuida, a profissional que dá conta — algo começa a emergir.
Um traço bruto, verdadeiro, que sempre esteve ali.

A mulher que viaja sozinha começa, enfim, a escutar, e o que escuta já não é mais a mãe, o chefe, o parceiro, a amiga, o filho, a sociedade.
É uma voz que não precisa tradução.
É a dela. É a minha.

Tem coragem maior que essa?

Sozinha, eu não precisei sorrir por educação. Não precisei agradar.
Não precisei desempenhar nenhum dos papéis que a vida me acostumou a representar. Não fui filha. Nem mãe. Nem psicóloga. Nem amiga.

Só fui eu! Sem rótulo, sem legenda. E foi ali, nessa nudez simbólica, que percebi: eu estava vivendo exatamente o que escrevi no meu livro.

É, a liberdade assusta. E te faz sorrir. 😊

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