08/06/2018
Na segunda metade do século XIX, em virtude da guerra de unificação italiana, a Itália se encontrava em grave crise social e econômica, e os agricultores empobrecidos já não conseguiam garantir a subsistência. Nesta época, o governo imperial do Brasil decidiu empreender a colonização de áreas desabitadas do sul do país, incentivando a vinda de imigrantes da Itália.
Em 1875, chegaram os primeiros colonos, em sua grande parte oriundos da região do Vêneto, após enfrentarem a árdua travessia do Oceano Atlântico, que durava cerca de um mês, em navios superlotados e onde as mortes por doenças e más condições gerais eram comuns.
Inicialmente, os imigrantes aportavam no Rio de Janeiro, onde permaneciam em quarentena na Casa dos Imigrantes. Embarcavam em um v***r até o sul, chegando a Porto Alegre, onde eram encaminhados ao antigo Porto Guimarães, hoje o município de São Sebastião do Caí. Em seguida, subiam a serra, atravessando a região ainda praticamente selvagem, até chegarem ao seu destino. Depois, distribuíram-se nos lotes rurais a eles atribuídos pelo governo.
Um ano depois, já se encontravam, no local, cerca de 2 000 colonos.
Apesar de algum auxílio oficial, as condições iniciais eram muito difíceis.
Os ítalo-brasileiros são considerados a maior população de oriundi (descendentes de italianos) fora da Itália. Eles mantêm os costumes tradicionais italianos, assim como parte da população brasileira, que acabou por absorvê-los por causa do impacto da imigração italiana no Brasil.
Hoje fazemos o caminho inverso.
Alguns a procura de suas origens mas grande parte, também, a procura de melhores condições de vida.