05/10/2024
Sobre o Vídeo BLAW no Pérolas do Oceano - RTP Africa
É com indescritível apreço que assisto repetidamente a este vídeo.
Está perfeitamente ajustado a minha retórica quotidiana sobre a necessidade da inclusão e de luta contra a indiferença, o status quo, que é problemático.
Mina Couto faz menção a necessidade de tratar a inclusão “com algum cuidado” por forma a salvaguardar “a inclusão de todos” e “não de uma elite” apenas. Remata “esta sociedade é uma fábrica de exclusão”. É como se uma parte da população é tratada como seres humanos e a outra como CIDADÃS DE SEGUNDA CLASSE.
A exclusão verifica-se nos programas e projetos. Ela verifica-se, também, na família, na comunidade, na educação e formação, na saúde, na banca e finanças, no desporto e na cultura, na comunicação social, bem como em todos os domínios da vida política e pública, em particular no trabalho e emprego, nas posições de chefia, de liderança.
O Sr. Paulo Reis faz uma excelente exposição “Liderança é tradicionalmente exercida por homens”. Acrescenta que “é difícil atingir os lugares de topo”. Deste modo, a oratória de Sr. Reis está totalmente alinhada a retórica do fenómeno “the leaky pipelines” ou simplesmente “The higher you go, the fewer women there are", conforme se retira da citação de Wangari Maathai (primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel).
A EY identifica a liderança, como uma área onde é necessário investir para tornar possível a concretização de integração transversal da perspetiva do género.
Importa destacar a corrente pró-feminismo com diferencial de engajamento de homens, sempre que há deficiências ou dificuldades na constatação de uma relação mais equilibrada e mais justa.
É por isso que o engajamento dos homens em posição de liderança torna-se imprescindível para mudar o “status quo” e inverter a ordem prevalecente do desequilíbrio de género, em benefício da dignidade e direitos humanos das raparigas e mulheres.
Agregando homens comprometidos e recetivos ao género, o BLAW visa suprir necessidades específicas das mulheres, na sua pluralidade, concorrendo assim para a remoção dos fatores de discriminação estruturantes, no domínio do trabalho, emprego e empreendedorismo.
Contamos com Mia Couto e Sr. Paulo Reis e outros “like-minded men”, para a construção e valorização de uma verdadeira Cultura da Igualdade de Género no País livre de Opressão, Misoginia e Sexismo para com as mulheres, e elevar a bandeira da igualdade de género em Moçambique, com equidade e justiça para todos/as.
Acresce, dizer, outra particularidade sobre o vídeo. Ele foi partilhado hoje, exatamente dia 4 de Outubro, dia da Paz. E a Paz é INCLUSÃO.
Agradeço de novo à liderança da EY e New Faces New Voices pela confiança.
À igualdade entre homens e mulheres, entre rapazes e raparigas.
À equidade entre as pessoas!
À justiça entre os seres humanos.
À saúde do Be Like a Woman
Por: Celma Celma Elizabeth Menezes