21/10/2026
Uma regra para descobrir de onde vêm as urgências.
Nas últimas semanas fizemos as contas às urgências: quem paga, quanto custa uma, quanto custam num ano.
Falta a pergunta que interessa: de onde vêm?
Nos comentários, a Bebiana Santos Bastos, que trabalha em compras, deixou uma das regras mais simples que conhecemos:
Nenhum transporte urgente sai sem um motivo registado.
Não precisa de sistema novo nem de aprovação de ninguém. Basta uma linha preenchida antes de o camião sair: que encomenda, quem pediu e porquê.
O transporte urgente é o único custo da urgência que já tem rubrica própria na contabilidade. Por isso é o sítio mais fácil para começar a puxar o fio.
Segundo ela, ao fim de três meses vê-se que metade das urgências tem sempre a mesma origem: o mesmo cliente, o mesmo comercial ou o mesmo fornecedor que falha na segunda semana do mês.
A partir daí, a conversa muda. Deixa de ser “temos custos de logística altos” e passa a ser “temos um problema de planeamento com aquele cliente”. O segundo problema tem solução. O primeiro não.
Experimentem durante um trimestre. Custa uma linha por camião.