19/06/2026
O operador que sabe tudo mas não escreveu nada.
Há uma pessoa na sua fábrica que sabe tudo.
Sabe porque é que a máquina do fundo encrava às terças.
Sabe que o fornecedor Y atrasa sempre na segunda semana do mês.
Sabe o truque para a seladora funcionar quando a temperatura sobe.
Sabe onde estão as coisas que mais ninguém encontra.
Toda a gente lhe pergunta.
Toda a gente depende dela.
E toda a gente assume que ela vai estar lá amanhã.
Até ao dia em que não está.
Férias. Baixa. Mudança de empresa. Reforma.
E de repente, ninguém sabe porque é que a máquina encrava.
Ninguém sabe do truque da seladora.
Ninguém encontra nada.
E a fábrica, que "funcionava bem", começa a tropeçar em coisas que antes pareciam simples.
Não é um cenário hipotético.
Acontece todas as semanas em fábricas portuguesas.
O problema não é a pessoa ir embora. As pessoas saem. Isso é normal.
O problema é que o conhecimento nunca saiu da cabeça dela.
Ninguém lhe pediu para escrever.
Ninguém lhe pediu para ensinar.
Ninguém transformou o que ela sabia num método que ficasse na empresa.
E agora o que ela sabia foi-se com ela.
Quantas pessoas assim tem na sua operação? Uma? Duas? Cinco?
Se não sabe, esse é o primeiro sinal de que tem um risco que não está a medir.
O Diagnóstico LEME avalia esta dimensão, Pessoas e Conhecimento, entre outras 9.
Em alguns dias, mostramos-lhe onde estão os riscos que ninguém está a ver.