30/04/2026
Os 3 KPIs operacionais que ligam o chão de fábrica ao EBITDA.
Na semana passada falámos dos KPIs que não servem para nada. Hoje vamos falar dos que servem.
Se pudesse escolher apenas 3 indicadores para gerir uma operação industrial, seriam estes:
OEE — Overall Equipment Effectiveness. Responde a uma pergunta simples: quando a máquina está ligada, está realmente a produzir bem?
Junta três coisas que normalmente andam separadas: o tempo que a máquina está disponível, a velocidade a que trabalha, e a qualidade do que sai. Quando se multiplicam os três, o número que aparece é quase sempre mais baixo do que as pessoas esperavam.
Já vi fábricas convencidas de que trabalhavam a 85% de eficiência. Quando medimos o OEE real, estavam nos 55%. A diferença eram paragens que ninguém contava, velocidades reduzidas que já eram "normais", e retrabalho que entrava na rotina.
Yield — Taxa de rendimento. Responde a outra pergunta simples: de tudo o que produzo, quanto é que sai bem à primeira?
Parece básico. Mas quando se começa a medir a sério, com o refugo, o retrabalho, as peças que voltam para trás, o número real assusta. Porque o custo não está só no material perdido. Está nas horas gastas a refazer o que devia ter sido feito bem à primeira.
OTIFQ — On Time, In Full, Quality. Responde à pergunta que o cliente faz todos os dias: recebi o que pedi, quando pedi, e como pedi?
Este é o indicador que liga a fábrica ao mercado. Quando o OTIFQ cai, os clientes não reclamam logo. Mas começam a procurar alternativas em silêncio. E quando se percebe, já é tarde.
Três KPIs. Três perguntas. Três ligações diretas ao resultado financeiro.
Não são os únicos que importam. Mas se a sua fábrica não mede estes três, está a gerir no escuro.
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