18/05/2021
Até dia 18 de maio vote no trabalho mais original e com maior potencial de estímulo à discussão pública sobre o que é importante fazer para que a alimentação saudável, justa e sustentável seja uma realidade! Foi difícil para o júri selecionar apenas 3 trabalhos (texto + fotografia) e agora é a sua vez de participar através do seu voto.
O trabalho mais votado irá determinar qual das concorrentes irá entregar as recomendações dos jovens e das jovens portuguesas à Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia para uma alimentação mais justa, saudável e sustentável.
Autora: Ângela Rafaela Camelo Oliveira
O Poder do Marketing na Sustentabilidade
O marketing é a arte de criar valor, é a magia que acende sempre que somos expostos a ideias, produtos/serviços que nos agregam. É através dele que criamos as nossas perceções do que é ou não imprescindível para a nossa vida.
Durante anos, o marketing baseou-se na ideia de persuadir as pessoas a comprarem desenfreadamente, porém, os tempos mudam e estamos num ponto crucial para a nossa própria existência. Se queremos continuar a fazer parte da história do mundo, temos que agir em conformidade, o consumismo já não faz sentido!
A publicidade é uma ferramenta que tem o poder de normalizar certas situações, nomeadamente, a forma como nos alimentamos, quer seja em anúncios, em programas televisivos ou em filmes/séries. É comum assistirmos a anúncios que normalizam o consumo de certos alimentos e que promovem um estilo de vida que já não é compatível com a situação atual do planeta.
O maior investidor publicitário no ano de 2020, segundo a Media Monitor, totalizando um valor de 334,5 milhões de euros, foi uma empresa de superfícies de retalho alimentar. Estes dados permitem perceber que as grandes empresas do setor alimentar são dos principais responsáveis para construir uma perceção positiva em relação à forma como nos alimentamos, de uma forma saudável, justa e sustentável. Ao longo dos anos, temos observado que a pressão feita pelos consumidores tem sido grande em relação a estas preocupações, porém as campanhas de greenwashing continuam a estar presentes.
Segundo a Accenture, os consumidores estão cada vez mais preocupados com a proveniência dos ingredientes e das matérias-primas, as políticas laborais e o impacto ambiental dos produtos. Os consumidores exigem cada vez mais transparência às marcas. As lojas de alimentos biológicos registaram um aumento de vendas de mais de 40%, em 2020, em França. Portugal segue a tendência internacional, de acordo com a Ecovia Intelligence, com um aumento da procura deste produtos. Em 2019, as Bio Cantinas chegaram a Portugal, oferecendo refeições biológicas e vegetarianas, criando uma consciencialização ambiental em toda a comunidade educativa.
A sustentabilidade é um caminho, e como tal, cada um tem o seu ritmo, contudo, só através da consciencialização ambiental é que é possível educarmos as pessoas para esta urgência. No entanto, essa consciência só é ativada se a população tiver as necessidades básicas asseguradas. Não podemos, nem devemos, exigir que todas as pessoas se comportem da mesma forma. A sustentabilidade está assente em três pilares: ambiental, económico e social. Ainda existe um longo caminho a ser feito para que haja cada vez menos pessoas em situação de pobreza, sendo-lhes retirado um direito de escolha alimentar.
É importante que o marketing seja usado de uma forma positiva, principalmente no setor alimentar. O marketing verde tem de começar a ganhar espaço nas empresas! Apesar dos consumidores terem um grande poder na hora de consumirem, cada compra representa um ato de apoio ou protesto a determinada empresa. os governos ainda constituem o maior poder, portanto, é essencial que sejam aplicadas medidas e estratégias mais sustentáveis!
Saiba mais sobre o projeto em: http://actuar-acd.org/.../alimentacao-saudavel-justa.../
Projeto em parceria com: ACTUAR FIAN Portugal EAPN Portugal
Projeto financiado por: Plataforma Portuguesa das ONGD