JanusTree - Liliana Pereira

JanusTree - Liliana Pereira Clareza e estrutura para pessoas, equipas e organizações em momentos de mudança, crescimento e transição.

DESAFIOS

Quer concretizar uma grande mudança que lhe trará mais sucesso pessoal, profissional ou no seu negócio? Está a lutar com o stress, com a gestão de tempo, quer um maior equilíbrio na sua vida? Quer melhorar as competências de comunicação e de relação com os outros, liderar melhor a sua equipa? Quer elevar o seu negócio de forma a ir de encontro a novas exigências, a novos mercados, a satisfazer ainda mais os seus clientes?

Há escolhas que, por fora, parecem iguais, mas nascem de lugares muito diferentes.Podemos sair porque estamos cansados, ...
01/09/2026

Há escolhas que, por fora, parecem iguais, mas nascem de lugares muito diferentes.

Podemos sair porque estamos cansados, porque já não gostamos, porque aquilo deixou de nos dar energia ou simplesmente porque já não queremos estar ali.

E podemos sair porque escolhemos um caminho diferente.

A diferença, para mim, está no foco.

Quando o foco está apenas em deixar alguma coisa para trás, é fácil escolher o que vem a seguir só porque parece diferente. E, muitas vezes, acabamos por repetir os mesmos padrões noutro contexto.

Quando o foco está no que queremos construir, procurar ou viver a seguir, aquilo que deixamos para trás deixa de ser o centro da decisão.

Passa a ser uma consequência daquilo que escolhemos.

Uma empresa implementa um novo software para automatizar parte do trabalho do dia a dia.Passam meses, ou anos, a definir...
28/08/2026

Uma empresa implementa um novo software para automatizar parte do trabalho do dia a dia.

Passam meses, ou anos, a definir requisitos, desenvolver software, configurar, testar, migrar dados e a dar formação aos utilizadores.

Chega o dia de entrada em produção e o sistema funciona.

Mas, nas semanas seguintes:

Há pessoas que continuam a usar folhas Excel paralelas. Outras registam apenas parte da informação. Alguns passos são contornados porque “assim é mais rápido”. Os responsáveis continuam a pedir relatórios manuais. E aparecem dúvidas sobre quem faz o quê no novo processo.

Tecnicamente, a mudança aconteceu. Na prática, a nova forma de trabalhar ainda não está integrada.

Implementar um sistema, um software ou um novo processo é apenas uma parte do trabalho.

A outra é ajudar as pessoas a perceber o que muda, experimentar novas formas de trabalhar, ajustar hábitos, esclarecer dúvidas e ganhar confiança suficiente para deixar o que faziam antes. É envolvê-las na mudança.

Quando esta parte f**a para o fim, a organização acaba por ter um sistema novo e práticas antigas a funcionar ao mesmo tempo.

E isso cria o contrário do que se pretendia: mais esforço, mais confusão e mais resistência.

O objetivo nunca é ter um novo sistema ou processo. É conseguir os resultados que justif**aram a mudança. E esses resultados só aparecem quando a nova forma de trabalhar é realmente adotada.

Há equipas que estão cansadas, e não é só do volume de trabalho.É do esforço que é preciso fazer para conseguir trabalha...
20/08/2026

Há equipas que estão cansadas, e não é só do volume de trabalho.

É do esforço que é preciso fazer para conseguir trabalhar.

Quando a informação não circula, as decisões não são claras, as responsabilidades se confundem ou há tensão entre pessoas e áreas, tudo pesa.

O trabalho demora mais. As conversas f**am mais difíceis. As pessoas começam a proteger-se, a evitar pedir ajuda e a resolver sozinhas o que devia ser partilhado.

Esta fricção vai consumindo energia.

E, muitas vezes, o que parece “falta de motivação” ou “excesso de trabalho” é também um problema de funcionamento.

Uma das coisas que mais me interessa quando olho para uma equipa ou uma organização é perceber isto:

**o que é que está a tornar o trabalho mais difícil do que precisava de ser?**

Faz hoje 3 meses que a JanusTree foi fundada.A ideia já era antiga. Mas uma coisa é ter uma ideia. Outra é dar-lhe nome,...
21/07/2026

Faz hoje 3 meses que a JanusTree foi fundada.

A ideia já era antiga. Mas uma coisa é ter uma ideia. Outra é dar-lhe nome, forma, responsabilidade e espaço real.

Nestes 3 meses, ficou tudo muito mais claro: o que é a JanusTree e quem eu sou dentro dela.

Os meus dias são muito diferentes agora. Têm mais incerteza, mais decisões, mais exposição e mais responsabilidade. Mas têm também mais sentido. Mais propósito. Mais verdade.

Gosto profundamente do trabalho que estou a construir.

Gosto das conversas, das perguntas, da escuta, das propostas de caminho, da estrutura que começa a aparecer onde antes havia dispersão.

3 meses a crescer.

Muitas vezes, numa sessão de coaching, faço uma pergunta e o cliente apressa-se a responder: “Não sei.”F**a desconfortáv...
20/07/2026

Muitas vezes, numa sessão de coaching, faço uma pergunta e o cliente apressa-se a responder: “Não sei.”

F**a desconfortável. Sente que devia saber. Que me devia responder. Que uma boa sessão precisa de uma resposta clara.

Mas o “não sei” pode ser excelente.

Nem todas as perguntas existem para ter uma resposta imediata. Algumas existem para nos fazer parar, abrir espaço e deixar aparecer o que ainda não estava pronto.

Muitas vezes, é no desconforto do “não sei” que começa a mudança.

Há reuniões que cansam antes de começar.Já sabemos que vão ser longas, que têm pessoas a mais e que trazem de volta assu...
17/07/2026

Há reuniões que cansam antes de começar.

Já sabemos que vão ser longas, que têm pessoas a mais e que trazem de volta assuntos que já deviam estar claros, decisões que f**aram suspensas e compromissos que ninguém acompanhou.

Quando não há acordos sobre como o trabalho avança, as reuniões tornam-se o sítio onde tudo se discute.

E a agenda enche-se.

E marca-se mais uma reunião.

O que se vê é uma sessão, uma conversa, uma síntese, uma ideia, uma sugestão de caminho, um workshop ou um relatório. Es...
14/07/2026

O que se vê é uma sessão, uma conversa, uma síntese, uma ideia, uma sugestão de caminho, um workshop ou um relatório. Essa é a parte visível.

Mas há uma parte que quase nunca aparece: o estudo, a preparação, a análise, a escuta acumulada, a leitura do contexto, a ligação de pontos, a simplif**ação e as escolhas que fui fazendo pelo caminho.

No trabalho com pessoas, equipas e organizações, aquilo que parece simples raramente nasce simples. Muitas vezes, a clareza que se vê no fim resulta de muitas camadas invisíveis.

De perguntas feitas, de padrões percebidos, de informação organizada, de hipóteses deixadas para trás, de silêncio suficiente para perceber o que importa.

E talvez seja por isso que valorizo tanto esta dimensão menos visível.

Porque quando algo parece simples, útil e claro, raramente é por acaso.

Num restaurante, duas pessoas podem estar a fazer o mesmo trabalho.Uma anota o pedido, confirma se está tudo bem, traz a...
09/07/2026

Num restaurante, duas pessoas podem estar a fazer o mesmo trabalho.

Uma anota o pedido, confirma se está tudo bem, traz a comida e sorri.

A outra faz isso tudo, mas repara um pouco mais.

Repara que a pessoa escolheu a mesa mais afastada. Que falou baixo. Que hesitou antes de pedir. Que disse para quem a acompanhava: “hoje preciso mesmo de tranquilidade”.

E então abranda. Dá-lhe tempo. Ajusta o tom. Talvez lhe sugira uma mesa ainda mais calma.

Não foi um gesto extraordinário.

Mas foi suficiente para aquela pessoa sentir: alguém reparou em mim.

No trabalho com pessoas e organizações, acontece o mesmo.

Presença não é apenas ouvir as palavras. É reparar no tom, na pausa, no corpo, no silêncio, no comentário lateral, na frase que quase passa despercebida.

Muitas vezes, o que mais importa não chega como pedido claro. Chega como sinal.

E quando alguém se sente visto, a relação muda.

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