17/09/2026
Uma das coisas que mais aprendi no trabalho com pessoas e organizações é a não assumir demasiado depressa que percebi o que alguém quis dizer.
Ouvimos palavras que conhecemos e, quase sem dar por isso, preenchêmo-las com o nosso próprio signif**ado.
“Autonomia”
“Colaboração”
“Responsabilidade”
Numa conversa de coaching, numa reunião de consultoria ou dentro de uma equipa, isto pode levar-nos facilmente a interpretar antes de compreender.
Por isso, muitas vezes, as perguntas mais simples são também das mais importantes:
- O que quer dizer com isso?
- Como é que isso se vê na prática?
- O que mudaria se isso estivesse realmente a acontecer?
Nas organizações, isto aparece de muitas formas. Uma delas é nos valores.
Muitas empresas têm os seus valores definidos e publicados. Às vezes até bem escritos. Mas, se esses valores não forem traduzidos em comportamentos concretos, no que signif**am na prática e na forma como a empresa espera que sejam vividos, cada pessoa pode estar a trabalhar com uma interpretação diferente da mesma palavra.
Não oiçam apenas as palavras. Procurem perceber o que realmente querem dizer.