19/08/2026
Há mais de mil e quinhentos anos, alguém pousou a mão sobre uma tijoleira ainda fresca.
Não sabemos quem era. Talvez um romano, talvez um escravo, um homem ou uma mulher que, por um breve instante, deixou a sua marca na argila. A mão desapareceu, a vida passou, os séculos correram — mas a impressão ficou.
Junto às termas públicas das Ruínas Romanas da Quinta do Ervedal, essa pequena marca atravessou o tempo para nos lembrar que, por detrás das grandes construções, existiram pessoas. Uma mão anónima, um gesto quase involuntário, tornou-se hoje uma mensagem com mais de mil e quinhentos anos: “Eu estive aqui.”
Quinta do Ervedal — onde as pedras guardam histórias e as mãos desafiam o tempo.