28/05/2026
Hoje não quero “homenagear”.
Talvez agradecer seja mais o que quero. Talvez até haja uma outra palavra mais justa, mais humana, menos pedestal e mais caminho lado a lado.
Tenho o privilégio de acompanhar duas mulheres que recentemente concluíram uma maratona. Os míticos 42 quilómetros. Mas, honestamente, o mais impressionante nunca foi a distância.
Neste tempo em que treinámos, conversámos, ajustámos comportamentos e rotinas, gerimos cansaços, dúvidas e expectativas, fui alternando entre o papel de professor e uma coisa mais silenciosa, o de aluno.
Porque há aprendizagens que não aparecem em livros nem em certif**ações. Aparecem na forma como alguém insiste sem fazer barulho. Na disciplina quando ninguém está a ver. Na vulnerabilidade de admitir medo, desgaste ou incerteza. Na negociação constante entre sonhos pessoais, trabalho, relações, família, descanso e todas as peças da vida que raramente f**am quietas.
E vocês fizeram isso vezes sem conta.
A maratona acabou por ser apenas a manifestação visível de algo muito maior. Porque correr 42 quilómetros não é só calçar uns ténis e avançar. É construir recursos internos. É aprender a permanecer. É descobrir como continuar mesmo quando tudo convida a parar.
E tenho a sensação de que esses recursos não vão servir apenas para uma linha de meta. Vão aparecer em muitas outras maratonas da vida.
Por isso, mais do que parabéns, f**a o meu obrigado.
Pela confiança. Pelo espaço que abriram para eu ser professor.
E também amigo.
E, sem talvez se aperceberem, por tudo aquilo que me ensinaram pelo caminho. 🏃♀️✨
J