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O IMPÉRIO DA EXPERIÊNCIAHá uma tendência recorrente no desenvolvimento de projetos turísticos: começar pela arquitetura,...
12/08/2026

O IMPÉRIO DA EXPERIÊNCIA

Há uma tendência recorrente no desenvolvimento de projetos turísticos: começar pela arquitetura, pelas áreas, pelo número de quartos, pela piscina, pelo investimento previsto.

Só depois se pergunta mais importante:

Qual o mercado que pretendemos atraír?
Por que escolheria este lugar?
Que experiência vai viver?
E, sobretudo, o que vai recordar quando regressar a casa?

Na Grous Partners, acreditamos que a ordem deve ser exatamente a inversa.

Um projeto de investimento em turismo deve começar pela definição do mercado, pela compreensão das motivações de quem queremos receber e pela identificação da experiência que aquele lugar pode proporcionar. E só depois se deve desenhar a infraestrutura capaz de suportar essa experiência.

Porque um quarto não é apenas um quarto. Uma cozinha pode ser o lugar onde desconhecidos cozinham juntos. Um jardim de inverno pode tornar-se o espaço onde alguém passa uma manhã inteira sem sentir necessidade de fazer mais nada. Uma varanda pode transformar-se na memória mais forte de uma estada.

E uma casa de campo pode deixar de ser apenas alojamento para se tornar um lugar de pausa, encontro, intimidade ou descoberta.

É esta lógica que procurámos representar na nossa campanha mais recente.

Começamos pelo resultado: hóspedes a acordar devagar, a cozinhar juntos, a conversar, a celebrar a companhia um do outro. E depois fazemos o caminho inverso: antes desses momentos, houve anfitriões que imaginaram que tipo de lugar queriam criar.

Houve uma definição de posicionamento. Houve escolhas sobre o mercado, a experiência, a operação e o modelo de negócio. Só depois vieram arquitetos, engenheiros, obras e equipamentos.

Esta sequência é importante.

Porque a infraestrutura turística não deve determinar a experiência, mas antes, deve ser desenhada para a tornar possível.

Na prática, isto significa que antes de decidir quantos quartos construir, devemos perceber quem queremos receber. Antes de desenhar uma sala comum, devemos perceber que tipo de interação queremos estimular. Antes de escolher materiais ou equipamentos, devemos compreender que atmosfera queremos criar. Antes de decidir onde colocar uma piscina, whirlpool bath ou barbecue, devemos perguntar se ela acrescenta realmente alguma coisa à experiência.

O verdadeiro ativo de um projeto turístico não é apenas o edifício, mas antes a memória que esse lugar consegue criar.

Os hóspedes podem esquecer a dimensão do quarto. Podem esquecer a marca das torneiras. Podem até esquecer o nome de alguns espaços, mas dificilmente esquecem a sensação de acordar perante uma paisagem extraordinária.

Uma conversa inesperada. Um jantar preparado em conjunto.

O silêncio.

A luz.

A forma como se sentiram naquele lugar.

É por isso que acreditamos que a viabilidade de um projeto turístico não pode ser analisada apenas através de métricas financeiras ou construtivas.

Tem também de responder a três perguntas simples:

Para quem estamos a criar este lugar?
Que experiência queremos tornar possível?
Que memória queremos que fique depois da partida?

Só depois faz sentido começar a desenhar.

Na Grous Partners, trabalhamos precisamente nesse momento anterior.

Ajudamos os promotores a transformar uma intenção num conceito claro, uma propriedade num projeto coerente e um investimento numa experiência capaz de permanecer na memória de quem a vive.

Criamos lugares onde o tempo abranda e a vida recupera o seu significado.

Ouro desperdiçado!Durante muitos meses do ano, o país oferece temperaturas amenas, boa luminosidade, segurança, paisagem...
21/07/2026

Ouro desperdiçado!

Durante muitos meses do ano, o país oferece temperaturas amenas, boa luminosidade, segurança, paisagem, gastronomia, cultura e condições excecionais para permanecer com qualidade fora dos períodos de maior pressão turística.

Mas continuamos, demasiadas vezes, a pensar o turismo a partir do calendário escolar, que é relevante para muitas famílias, mas não define todos os mercados.

Há segmentos importantes que podem viajar precisamente quando as famílias com filhos em idade escolar não viajam. Reformados ativos, profissionais independentes, casais sem filhos pequenos, solo travellers, trabalhadores remotos, criativos, investigadores, pequenos grupos de bem-estar ou pessoas em transição de vida têm maior flexibilidade para escolher março, abril, maio, outubro ou novembro.

E há ainda uma realidade muito interessante: muitos dos chamados “novos grisalhos” dependem indiretamente das férias escolares. Não para viajar nesses períodos, mas para ficarem com os netos. As suas viagens acontecem, muitas vezes, durante o período letivo, quando a família regressa à rotina e o país recupera tranquilidade.

É aqui que concentramos a nossa atenção: a meia-estação não deve ser vista como um intervalo entre épocas. Deve ser tratada como um produto turístico em si mesmo. Um tempo próprio, com públicos próprios, motivações próprias e propostas de valor específicas.

O futuro do turismo rural não passa apenas por vender melhor o verão. Passa por criar condições para receber melhor quem quer, ou só pode, viajar quando os outros não viajam.

Porque talvez o maior ativo turístico de Portugal esteja nos muitos meses em que alguns têm, finalmente, tempo para ficar.

Investir no campo pode ser o melhor investimento da próxima décadaDurante décadas, investir no campo foi, na maioria dos...
29/03/2026

Investir no campo pode ser o melhor investimento da próxima década

Durante décadas, investir no campo foi, na maioria dos casos, uma decisão emocional.

Recuperar a casa da família. Manter uma ligação à terra. Preservar uma memória.

Raramente era visto como uma decisão económica estruturada.

Hoje, esse enquadramento começou a mudar.

Não por romantismo, mas por transformação do próprio mercado.

O que está realmente a mudar?

Nos últimos anos, Portugal deixou de ser apenas um destino turístico europeu.

Passou a integrar o mapa de decisão de mercados internacionais com maior poder de compra - em particular dos Estados Unidos - e de novos perfis de viajantes que procuram algo diferente das cidades saturadas.

Mas o ponto mais relevante não é geográfico. É comportamental.

Uma parte crescente dos visitantes já não procura apenas “visitar um destino”.

Procura permanecer num lugar.

Ficar mais tempo. Compreender o território. Ter uma experiência que não seja replicável.

E essa mudança tem implicações diretas no tipo de oferta que passa a ser valorizada.

Por que é que o campo volta a fazer sentido?

Durante muitos anos, o turismo rural foi tratado como um segmento complementar.

Pequena escala. Baixa intensidade. Frequentemente associado a sazonalidade e margens reduzidas.

Hoje, essa leitura começa a ficar desajustada.

Porque o campo oferece silêncio, espaço, autenticidade, relação com a natureza, e isso passou a responder diretamente às motivações de uma parte relevante da procura.

E, em muitos casos, responde melhor do que a hotelaria tradicional.

Mas há uma nuance importante: não é o campo que cria valor. É a forma como o campo é interpretado.

A maioria dos projetos continua a partir de uma lógica imobiliária: Quantos quartos? Quantos metros quadrados? Quanto custa a obra?

Mas o valor económico destes projetos não nasce da construção. Nasce da experiência que é possível criar naquele lugar específico. E do tipo de estada que permite, da relação que estabelece com o território e da memória que deixa.

É isso que determina o preço que o cliente está disposto a pagar: o tempo que permanece; a probabilidade de regressar.

Nem todos os projetos fazem sentido

Esta é a parte menos falada, mas mais importante: nem todos os imóveis rurais devem ser convertidos em alojamento turístico.

Nem todos os territórios têm procura suficiente. Nem todos os projetos conseguem gerar uma experiência diferenciadora. Nem todos os investimentos são economicamente sustentáveis.

E é precisamente por isso que este tema exige mais do que entusiasmo.

Exige critério.

Então onde está a oportunidade?

A oportunidade não está em “investir no campo”, mas em perceber quando faz sentido fazê-lo.

E isso acontece quando três dimensões se alinham: o enquadramento territorial e urbanístico; a leitura real da procura; a capacidade de desenhar uma experiência coerente com o lugar.

Quando isso acontece, começam a surgir projetos de pequena escala com uma característica interessante: menos dependentes de volume e mais dependentes de valor por estada

Uma mudança silenciosa

O que estamos a assistir não é um boom. É algo mais lento e mais estrutural.

Uma mudança na forma como as pessoas viajam, como escolhem onde ficar e no tipo de experiências que valorizam.

E, nesse contexto, o campo começa a ocupar um novo lugar.

Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos
17/02/2026

Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos

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Avenida Remígio Falcão Barreto 43
Figueira Da Foz
3090-698

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