Aromas e Boletos

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Aromas e Boletos 🍄 Micologia desde 2012
Kits, micélio, formação e árvores micorrizadas
Cultivo doméstico e produção profissional

↓ Encontra a solução certa Como fazemos?

Através das mais modernas técnicas de desenvolvimento de micélios, substratos e micorrizas, desenvolvemos e comercializamos todos os produtos e serviços para produção de cogumelos exóticos e silvestres. Para isso, temos uma equipa altamente motivada e especializada nas diversas áreas de intervenção. Recorrendo a processos de transformação simples dos cogumelos, elaboramos produtos originais de excelência como cogumelos desidratados com algas, mel , sal , azeites e vinagres, todos aromatizados com os mais saborosos cogumelos exóticos e silvestres e ainda o nosso risoto de cogumelos com algas. Dispomos de um laboratório com a mais moderna tecnologia para desenvolvimento do micélio de cogumelos, substratos, para a investigação e inovação. Na área da floresta e, sendo operadores registados pelo ICNF, comercializamos árvores como castanheiros, pinheiros, sobreiros e azinheiras, entre outras, que além de produzirem fruto, produzem também cogumelos silvestres como o Boletos edulis, Trufa negra e lactárius deliciosus. Na área da investigação, inovação e desenvolvimento, trabalhamos para inovar quer na área da produção de cogumelos, quer na área agro-alimentar.

20/10/2026

Sabias que existem fungos que ajudam a água a congelar. ❄️

Parece improvável, mas o segredo está à escala molecular.

Um estudo publicado na Science Advances, em março de 2026, identificou proteínas de fungos da família Mortierellaceae que facilitam a formação de gelo. A água pode permanecer líquida abaixo de 0 °C. Estas proteínas ajudam a iniciar a cristalização — não produzem frio nem congelam água quente. Os investigadores confirmaram esta atividade ao introduzir os genes fúngicos em leveduras de laboratório. Uma descoberta que mostra quanto ainda temos por conhecer sobre os fungos.
Já imaginavas esta ligação entre micologia e gelo?
Partilha com alguém que goste de descobrir o lado menos conhecido da natureza.

19/10/2026

Um bloco branco já está pronto para produzir? No shiitake, nem sempre. 🍄

Num bloco de shiitake, a colonização completa é seguida duma fase de maturação antes da frutif**ação.
Durante essa evolução, a superfície do substrato vai desenvolver relevos e uma película castanha. Esse escurecimento faz parte do desenvolvimento normal e que é a fase de maturação — mas a cor, por si só, não confirma nem exclui uma possível contaminação.
Antes de avançar, relaciona:
▪ Os critérios da estirpe e do protocolo utilizado;
▪ A evolução da superfície do bloco;
▪ Os registos e as condições de incubação.
Não existe um calendário único que sirva para todos os lotes. A decisão deve acompanhar o processo, além do número de dias.
Visualiza o vídeo para veres as fases ilustradas. Na tua produção, que sinais acompanhas antes de iniciar a frutif**ação?
Guarda este guia e partilha com outro produtor de shiitake.

15/10/2026

Uma preparação de cogumelos. Três formas de transformar um prato. 🍄

Pleurotus eryngii finamente picados, chalota e tempo de frigideira: uma base simples pode dar outra dimensão à tua cozinha.

Chama-se duxelles. Os cogumelos são cozinhados com os aromáticos até perderem o excesso de líquido, formando uma mistura concentrada que conserva a textura do picado. Tem em a tenção que este cogumelo não liberta muita humidade!

Para preparar:

🔪 Pica finamente os eryngii limpos e a chalota.

🍳 Amolece a chalota em manteiga ou azeite. Junta os cogumelos e cozinha com a frigideira destapada, mexendo para evitar que se agarrem.

🌿 Quando o excesso de líquido tiver evaporado e os cogumelos estiverem cozinhados, ajusta o sal, a pimenta e o tomilho.

Depois, escolhe o destino:

🍞 Tosta: espalha sobre pão tostado e termina com ervas frescas.

🥞 Recheio: usa num crepe salgado, evitando uma mistura demasiado húmida.

🍝 Molho: junta caldo ou natas e ajusta a consistência para envolver uma massa.

Uma técnica, várias possibilidades para dar protagonismo aos teus cogumelos.

Qual vais experimentar primeiro: tosta, recheio ou molho?

Guarda esta ideia e partilha com quem gosta de cozinhar.

As imagens são meramente ilustrativas.

Colheste mais cogumelos. Mas o teu processo ficou mais eficiente? 🍄Os quilos por bloco são um dado útil, mas não bastam ...
14/10/2026

Colheste mais cogumelos. Mas o teu processo ficou mais eficiente? 🍄

Os quilos por bloco são um dado útil, mas não bastam para comparar duas produções. O tamanho do bloco, a quantidade de matéria seca e o período de colheita influenciam a leitura dos resultados.

Para avaliar um lote, acompanha:

▪ Massa seca inicial do substrato: permite calcular a eficiência biológica.

▪ Produção por colheita: distingue o rendimento da primeira frutif**ação do total do ciclo.

▪ Duração do ciclo: quanto tempo ocupa cada bloco o espaço produtivo?

▪ Perdas e quantidade comercializável: nem tudo o que colhes se traduz em venda.

▪ Trabalho, energia e restantes custos: produzir mais pode exigir mais recursos.

Como calcular a eficiência biológica?

Massa de cogumelos frescos colhidos ÷ massa seca inicial do substrato × 100.

Um exemplo meramente ilustrativo: 800 g de cogumelos frescos obtidos a partir de 1 kg de substrato seco correspondem a 80% de eficiência biológica.

Isso não signif**a 80% de lucro, nem representa uma meta universal.

Ao comparar lotes, mantém a mesma base de cálculo e identif**a a espécie, a estirpe e o período considerado.

Uma produção bem gerida acompanha rendimento, qualidade e custo em conjunto.

Na tua unidade, que indicador pesa mais: quilos por bloco, duração do ciclo ou custo por quilo vendido?

Guarda esta publicação para a próxima avaliação dos teus lotes.

Cogumelos, castanhas e um toque de limão: o outono servido à colher. 🍄🌰A nossa proposta para um jantar diferente: polent...
11/10/2026

Cogumelos, castanhas e um toque de limão: o outono servido à colher. 🍄🌰

A nossa proposta para um jantar diferente: polenta cremosa com boletos e castanhas. Uma base suave, cogumelos cheios de aroma e a frescura da raspa de limão a completar o prato.

Ingredientes para 4 pessoas

• 200 g de polenta instantânea
• 15 g de boletos secos
• 400 g de cogumelos frescos, como Pleurotus ostreatus ou shiitake
• 150 g de castanhas cozidas e descascadas
• 300 ml de água quente para hidratar os boletos
• Caldo de legumes, na quantidade indicada na embalagem da polenta
• 1 chalota e 1 dente de alho
• 2 colheres de sopa de azeite
• 25 g de manteiga
• 2 ramos de tomilho
• Raspa de ½ limão
• Sal e pimenta

Como preparar

1. Aproveita o aroma.
Hidrata os boletos até f**arem macios — cerca de 30 minutos como referência. Retira-os, pica-os e coa o líquido de hidratação.

2. Prepara os cogumelos.
Aquece o azeite e cozinha os cogumelos frescos em pequenas porções, até f**arem cozinhados e dourados. Junta a chalota picada e deixa amolecer. Acrescenta o alho e os boletos reidratados e cozinha mais 3–4 minutos.

3. Junta o outono.
Adiciona as castanhas partidas, o tomilho e 3–4 colheres do líquido coado dos cogumelos. Deixa fervilhar durante 2 minutos.

4. Faz a base cremosa.
Prepara a polenta conforme a embalagem, substituindo parte do caldo pelo restante líquido coado dos cogumelos. No final, incorpora a manteiga e ajusta o sal e a pimenta.

5. Termina com frescura.
Serve os cogumelos e as castanhas sobre a polenta. Finaliza com a raspa de limão e algumas folhas de tomilho.

O pequeno toque que muda o prato: usa apenas a parte amarela da casca do limão. Acrescenta aroma e frescura sem esconder os cogumelos.

Guarda a receita para o próximo jantar e partilha com alguém que gostaria de provar. 🍽️
Bom apetite!

Deitas fora a água dos cogumelos secos? Podes estar a deitar fora parte do sabor. Ao hidratares boletos secos ou outros ...
11/10/2026

Deitas fora a água dos cogumelos secos? Podes estar a deitar fora parte do sabor.

Ao hidratares boletos secos ou outros cogumelos, obténs dois ingredientes: os cogumelos e um líquido aromático que pode enriquecer o prato.

O segredo está em prepará-lo bem:

💧 Hidrata os cogumelos em água quente até amolecerem, seguindo as indicações da embalagem.

🥄 Retira-os com cuidado, sem agitar o depósito que f**a no fundo.

☕ Coa o líquido por um filtro de café de papel ou um pano fino limpo, deixando o sedimento no recipiente.

🍲 Aproveita-o na cozedura de um arroz, molho ou polenta, substituindo parte da água ou do caldo.

Guarda esta dica. Logo vamos mostrar uma receita que aproveita os cogumelos e o seu líquido aromático.

10/10/2026

Uma embalagem pode crescer. E um painel acústico também. 🍄

O micélio está a transformar a forma como pensamos os materiais. Em diferentes países, já existem aplicações comerciais que aproveitam esta rede de filamentos para ligar matérias vegetais e criar novas peças.

📦 Embalagens moldadas
O crescimento num molde permite obter formas para acondicionar e proteger produtos.

🔇 Painéis acústicos
Materiais à base de micélio já são utilizados em soluções para reduzir a reverberação em espaços interiores.

🎨 Design e experimentação
A escolha do molde, da matéria-prima e dos acabamentos abre possibilidades para desenvolver novas formas e objetos. O processo começa com a preparação do material. O micélio cresce e liga as partículas; depois, a peça é seca e finalizada para o uso pretendido.

Mas uma boa ideia precisa de ser testada. Resistência, humidade, durabilidade e produção em escala determinam onde cada biomaterial pode ser aplicado.

Na Aromas e Boletos, trabalhamos e acompanhamos estas possibilidades da micologia e partilhamos conhecimento para olhar para os fungos de outra forma.

Qual destas aplicações te surpreendeu mais? Partilha com alguém que gosta de design, ciência ou inovação.

10/10/2026

E se, em vez de fabricar uma embalagem, a fizéssemos crescer? 🍄

O micélio é a rede de filamentos dos fungos que em determinados processos, cresce entre partículas vegetais e liga-as, formando um material que pode adquirir a forma de um molde. É assim que se podem criar embalagens, peças decorativas e componentes para interiores. Não é preciso que nasçam cogumelos: aqui, o protagonista é o micélio.

Como funciona?

🌾 Preparar: escolher um substrato adequado, como fibras vegetais ou serradura, e controlar as contaminações.

🍄 Inocular: introduzir o micélio de algumas espécies específ**as e colocar a mistura num molde.

🌱 Deixar crescer: controlar as condições para que os filamentos colonizem e unam o material.

♨️ Finalizar: desmoldar, secar e, em muitos processos, aplicar um tratamento térmico para interromper o crescimento. O resultado depende da espécie, do substrato e dos acabamentos. Nem todos estes materiais resistem à água ou servem para o mesmo uso.

Na Aromas e Boletos, gostamos de mostrar o que a micologia torna possível, dentro e fora do prato.

Que objeto gostarias de ver feito com micélio: uma embalagem, um candeeiro ou um painel decorativo?

09/10/2026

🍄🤖 Um fungo ajudou a controlar um robô. E não é ficção científ**a.

Conheces o Pleurotus eryngii, também chamado cogumelo-rei?

O seu micélio ,a rede de filamentos que constitui o corpo do fungo, foi utilizado numa experiência que juntou micologia e robótica. Os investigadores captaram os sinais elétricos do micélio e usaram um sistema eletrónico para os transformar em comandos de movimento dos robôs.

O resultado? Um robô com rodas e outro com estrutura flexível conseguiram mover-se com base nesses sinais. Quando o micélio foi exposto a luz ultravioleta, a resposta elétrica também permitiu alterar o movimento dos robôs.

Isto não signif**a que o fungo tenha consciência ou esteja a “pensar” como nós. Nem que forneça a energia dos motores. Signif**a que a sua atividade biológica pode integrar um sistema tecnológico capaz de responder ao ambiente.

O estudo foi publicado na *Science Robotics*, em 2024. Ainda é uma prova de conceito, mas abre uma janela fascinante para a robótica biohíbrida: máquinas que combinam componentes vivos e artificiais.

Do cogumelo na cozinha ao micélio num robô. Já imaginavas esta ligação?

Partilha com alguém que gosta de ciência — o mundo dos fungos continua a surpreender-nos.

09/10/2026

Há cogumelos que criam a sua própria corrente de ar.

Sem asas. Sem ventoinhas. O segredo está na água.

Ao evaporar da superfície do chapéu, a água arrefece o ar à volta do cogumelo. Essa diferença de temperatura gera pequenas correntes que ajudam os esporos a sair de debaixo do chapéu e a iniciar a sua viagem.

Num estudo publicado na PNAS, em 2016, investigadores observaram este mecanismo em cogumelos como o shiitake e o Pleurotus ostreatus.

Nos ensaios, as correntes conseguiram elevar esporos 10 cm ou mais. À escala de um esporo, é uma viagem impressionante!

Não é vento meteorológico, nem uma decisão consciente: é a física da evaporação ao serviço da dispersão.

▶️ Vê o vídeo para descobrir como acontece.

Já imaginavas que um cogumelo podia pôr o ar em movimento?

Partilha com alguém que gosta de cogumelos — há um mundo invisível debaixo de cada chapéu.

Endereço

Rua Da Alegria, 15
Leiria
2410-067

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 12:30
14:00 - 18:30
Terça-feira 09:00 - 12:30
14:00 - 18:30
Quarta-feira 09:00 - 12:30
14:00 - 18:30
Quinta-feira 09:00 - 12:30
14:00 - 18:30
Sexta-feira 09:00 - 12:30
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Telefone

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