18/03/2022
📍 Goldratt diz que mais de metade do tempo é usado para apagar fogos. Este é, sem dúvida, um fator determinante que ajuda a explicar largamente os 𝟖𝟎% 𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐭𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐥 que está a ser perdido.
Para ter a certeza que faz sentido combatê-los, vamos usar alguns números.
Vamos supor que o meu número de horas produtivas (e dos meus gestores) está em 𝟑 𝐡𝐨𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐢𝐚́𝐫𝐢𝐚𝐬.
Se tiver uma equipa de 𝟓 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬, significa que preciso lidar não só com as minhas urgências (fogos), como com as dos meus gestores.
Se cada um deles tiver 1 fogo a cada 2 dias, eu, enquanto chefe terei 𝟑 𝐟𝐨𝐠𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝐝𝐢𝐚 para apagar.
Num cenário ideal em que necessito de apenas 30 minutos para apagar cada fogo…qual será o novo número de horas produtivas se eu, enquanto chefe, passar de 3 fogos por dia para 1 fogo a cada 10 dias?
A resposta é um 𝐚𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐬𝐞 𝟏𝐡𝟑𝟎 a mais de horas produtivas, por dia. Um acréscimo de 𝟓𝟎%!
Vejamos onde isto nos leva.
Vamos assumir que o custo de cada chefe é igual ao benefício que este traz para a empresa. Pelo menos, temos que garantir isso! De contrário, para quê contratar alguém?
Ou seja, se a despesa mensal por chefe é 𝟑𝟎𝟗𝟒 𝐞𝐮𝐫𝐨𝐬, a empresa espera que, como mínimo, esse chefe produza um benefício de igual valor. De contrário, estamos a perder dinheiro. ❌
Se assim for, pelo mesmo custo de 3094 euros, cada chefe tem agora uma 𝐫𝐞𝐧𝐭𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫, porque tem 1h30 a mais de tempo produtivo por dia.
Para o caso da empresa ter 𝟖 𝐜𝐡𝐞𝐟𝐢𝐚𝐬, a libertação desse tempo traduz-se num delta lucro líquido anual de 𝟏𝟔𝟖 𝐦𝐢𝐥 𝐞𝐮𝐫𝐨𝐬.
✔Certo, estou agora totalmente convencido que faz sentido reduzir o número e a duração dos fogos.
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