23/10/2025
Pesquisas recentes mostram que a Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, possui capacidade de sequestro de CO₂ anual entre 1,5 e 7 toneladas por hectare, mesmo em condições de seca. (INSA & OCA) A vegetação e o solo funcionam como reservatórios signif**ativos de carbono, contribuindo de modo relevante para mitigar o aquecimento global.
Outro estudo da UNESP revelou que, em anos chuvosos, a Caatinga responde por quase 50% da remoção de carbono do Brasil, apesar de ocupar cerca de 10% do território nacional. Isso mostra que, além de biodiversidade, valor cultural ou estético, há importância climática concreta neste bioma que precisa ser reconhecida.
Essa capacidade de capturar carbono abre oportunidades reais para projetos de crédito de carbono no bioma. Propriedades rurais, comunidades locais ou iniciativas de restauração/ecologia (manejo sustentável) podem gerar créditos valorizados ao preservar ou restaurar a vegetação nativa da Caatinga. Para isso, é essencial mensurar rigorosamente o carbono armazenado, garantir permanência, evitar emissões de vazamento (“leakage”) e incorporar benefícios sociais e ecológicos.
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