28/08/2026
Durante anos, muitos proprietários habituaram-se a esta ideia:
“Se um português não pagar, aparece um estrangeiro.”
O problema é que o mercado não funciona por frases feitas.
O comprador internacional não desapareceu.
Mas está diferente.
Está mais atento ao custo total da compra, mais sensível à fiscalidade, mais dependente de financiamento em muitos casos e, sobretudo, mais seletivo.
Isto muda uma coisa essencial para quem quer vender:
não basta olhar para a valorização média de Lisboa e concluir que qualquer preço será aceite.
Hoje, definir bem o preço exige perceber:
* quem está realmente a comprar,
* quanto consegue pagar,
* quanto tempo os imóveis estão no mercado,
* e que ajustamentos acontecem até ao fecho.
Porque uma casa não vale apenas “o que o mercado subiu”.
Vale aquilo que a procura real está disposta a pagar no segmento onde vai competir.
Se está a pensar vender, talvez a pergunta certa não seja:
“Quanto subiu o mercado?”
Mas antes:
“Quem pode comprar a minha casa, em que condições, e por quanto?”
Se quiser, ajudo-o a fazer essa leitura com mais clareza, rigor e contexto.
Já ouviu esta frase antes: “se um português não pagar, aparece um estrangeiro”?
Faz-lhe ainda sentido hoje?