Mariana Torres Coaching

Mariana Torres Coaching Elevate Your Life, One Coaching Session at a Time!

Eu gostava de Setembro antes de Setembro depender de mim.Antes de ter filhos em idade escolar.Antes de trabalhar na educ...
03/09/2026

Eu gostava de Setembro antes de Setembro depender de mim.

Antes de ter filhos em idade escolar.
Antes de trabalhar na educação.
Antes de o recomeço de tanta gente pousar nas minhas mãos.

Setembro ainda tem luz dourada, livros novos e promessas escritas na primeira página.

Mas agora também tem chá frio, horários impossíveis, mensagens que chegam antes de eu acordar e aquela estranha sensação de estar a preparar o início de toda a gente enquanto tento não chegar atrasada à infância dos meus filhos.

Escrevi sobre o mês que deixou de ser uma promessa e passou a ser uma responsabilidade.

Está no **Vida real, sem manual**.

Link na bio.

Tenho saudades da mulher que seria se ninguém precisasse de mim.Escrever esta frase custa-me.Porque eu gosto de ser nece...
26/08/2026

Tenho saudades da mulher que seria se ninguém precisasse de mim.

Escrever esta frase custa-me.

Porque eu gosto de ser necessária.

Gosto que os meus filhos me procurem.
Gosto que confiem em mim.
Gosto de ser aquela que resolve.

Mas às vezes imagino uma mulher que tem a minha cara, a minha idade, o meu corpo — e de quem ninguém precisa.

Ninguém lhe pergunta onde estão as meias.
Ninguém espera uma resposta.
Ninguém tem fome.
Ninguém precisa que ela decida, antecipe, organize, resolva.

E penso:

quem seria eu se não estivesse permanentemente ocupada a ser alguma coisa para alguém?

Talvez seja esta uma das perguntas mais incómodas da meia-idade.

Porque passamos tantos anos a saber exactamente aquilo de que todos precisam que, quando alguém pergunta “e tu, o que queres?”, às vezes há um pequeno silêncio.

Escrevi sobre esse silêncio.

Sobre maternidade. Trabalho. Carga invisível. Sobre o estranho vício de sermos indispensáveis.

E sobre uma pergunta que me assustou mais do que estava à espera:

quando finalmente ninguém precisar de mim, ainda vou saber o que fazer comigo?

Texto novo no Vida real, sem manual.

“Tenho saudades da mulher que seria se ninguém precisasse de mim.”

Link na bio.

Envia a uma mulher que passa a vida a resolver tudo para toda a gente.

Até que ano querem que voltemos?Tenho lido sobre o novo Movimento Mulheres Conservadoras Portugal e sobre este regresso ...
15/08/2026

Até que ano querem que voltemos?

Tenho lido sobre o novo Movimento Mulheres Conservadoras Portugal e sobre este regresso à conversa dos «valores tradicionais», da família e do lugar da mulher.

E há uma pergunta que não me sai da cabeça:

tradicionais de quando?

Porque eu também acredito na família. Muito.

Mas não romantizo um tempo em que tantas mulheres ficaram não porque eram mais felizes, mas porque partir era quase impossível.

Talvez os casamentos durassem mais porque as portas abriam menos.

E talvez seja perigoso termos chegado tão longe que já nos esquecemos de quanto custou chegar aqui.

Escrevi sobre isto. Sobre as nossas avós. Sobre casamento. Divórcio. Os meus filhos. E sobre a diferença enorme entre ficar porque queremos e ficar porque não podemos sair.

“Até que ano querem que voltemos?”

Está no Vida real, sem manual. Link na bio.

E deixo só esta pergunta:

Se a porta estivesse aberta, temos a certeza de que todas teriam ficado?

Achei tudo um bocadinho ridículo.O trânsito. A corrida aos óculos. A histeria coletiva. A sensação de pré-apocalipse org...
13/08/2026

Achei tudo um bocadinho ridículo.

O trânsito. A corrida aos óculos. A histeria coletiva. A sensação de pré-apocalipse organizado.

Depois olhei para cima.

E calei-me.

O Sol e a Lua, naquela espécie de dentada perfeita, fizeram-me sentir uma coisa que não estava à espera: paz.

A paz de perceber o quão pequena sou.

E, estranhamente, o quanto isso descansa.

Talvez nem tudo dependa de nós.
Talvez nem tudo tenha de ser resolvido hoje.
Talvez desaparecer por momentos não seja desaparecer de vez.

Escrevi sobre isto no Substack.

Sobre eclipses, recomeços, reinvenções e essa mania que temos de achar que o universo inteiro depende das nossas decisões.

“Eclipsei-me.”

Está no link da bio.

As fotografias guardam o sol ☀️ A memória guarda o resto.Guarda as birras, as cedências, o calor, a areia que insiste em...
03/08/2026

As fotografias guardam o sol ☀️

A memória guarda o resto.

Guarda as birras, as cedências, o calor, a areia que insiste em viajar connosco, o cansaço e as gargalhadas que chegam quando já ninguém as esperava.

Talvez seja por isso que as férias nunca são perfeitas.

E ainda bem.

A felicidade raramente é arrumada, silenciosa ou fotogénica.

Escrevi sobre essa mentira das férias perfeitas, sobre a maternidade que não entra no feed e sobre as memórias que nenhuma fotografia consegue contar.

O texto já está na minha Substack.

🤍 Link na bio.

Há palavras que nunca são um elogio.“Mudaste.”“Estás fria.”“Estás difícil.”“És egoísta.”Curiosamente, quase todas começa...
21/07/2026

Há palavras que nunca são um elogio.

“Mudaste.”
“Estás fria.”
“Estás difícil.”
“És egoísta.”

Curiosamente, quase todas começam a aparecer quando uma mulher deixa de fazer tudo para agradar aos outros.

Não porque ela tenha mudado para pior.

Mas porque os limites costumam incomodar quem beneficiava da ausência deles.

Qual foi o rótulo que mais ouviste?

Quero ler as respostas. 👇

20/07/2026

Às vezes dizem que eu mudei. 
A verdade é que deixei de negociar a minha paz. 
Deixei de correr atrás. 
Deixei de implorar por lugares onde nunca fui prioridade. 
Não me tornei fria. 
Tornei-me inteira. 
E quem nunca precisou de se reconstruir dificilmente percebe a diferença. 

💭Qual foi a coisa que deixaste de aceitar e que mudou a tua vida?

Há livros que chegam cedo de mais.E há livros que esperam, em silêncio, até termos coragem de os abrir.Fechei Strangers ...
19/07/2026

Há livros que chegam cedo de mais.

E há livros que esperam, em silêncio, até termos coragem de os abrir.

Fechei Strangers numa varanda em Agadir e pensei que, há cinco anos, nunca o teria conseguido terminar.

Não porque a história fosse mais triste do que a minha.

Mas porque ainda não existia distância suficiente entre a mulher que eu era e a mulher que me tornei.

Escrevi sobre esse encontro inesperado. Entre um livro, um divórcio e a estranha forma como o tempo não apaga a dor… apenas lhe muda o lugar.

Está na Vida Real, Sem Manual, link na bio.

Photo dump de uma semana que passou demasiado depressa.✔️ Surf✔️ Camelos✔️ Piscina até fechar✔️ Panquecas todos os dias✔...
18/07/2026

Photo dump de uma semana que passou demasiado depressa.

✔️ Surf
✔️ Camelos
✔️ Piscina até fechar
✔️ Panquecas todos os dias
✔️ Amigos feitos em cinco minutos
✔️ 30 mil passos
✔️ Zero descanso
✔️ 100% memórias

A verdade é que as melhores férias raramente são as mais tranquilas.

São as que ficam connosco muito depois de desfazer a mala.

🇲🇦

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