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A Rota dos Vinhos do DãoO rio Dão é um rio pacato que nasce discretamente na Barranha (Aguiar da Beira), desce suavement...
25/05/2021

A Rota dos Vinhos do Dão

O rio Dão é um rio pacato que nasce discretamente na Barranha (Aguiar da Beira), desce suavemente do planalto de Trancoso, evita Viseu e Tondela e desliza até à Aguieira para engrossar as águas do Mondego.

Pelo caminho deslumbra-se com a elegância do Palácio da Ínsua em Penalva do Castelo e com a tranquilidade dos Jardins de Santar, um e outro, como tantos mais, sinais das já longínquas riquezas originadas no Brasil.

E admira-se com o voluntarismo e a ambição das pacatas gentes beirãs que ao longo do seu percurso produzem vinhos de aromas complexos e delicados, que tão bem se combinam com uma gastronomia rica e se dissolvem numa harmonia perfeita com o delicioso Queijo da Serra da Estrela.

A Região do Dão deixa o turista intrigado: visita-se para conhecer as pessoas, viver a vida bucólica da região, experimentar os aromas do vinho do dão ou saborear os deliciosos pratos tradicionais ?

... em Portugal, evidentemente.

Turismo é ... reviver com orgulho o período áureo dos Descobrimentos portugueses.As especiarias orientais cativam os eur...
29/11/2020

Turismo é ... reviver com orgulho o período áureo dos Descobrimentos portugueses.

As especiarias orientais cativam os europeus há centenas de anos.
A pimenta-preta, a canela e a noz-moscada, são artigos de luxo, consumidos com parcimónia e pagos a preços elevados.
Mas com a queda de Constantinopla em 1453 as rotas comerciais do Oriente são fechadas e as poucas especiarias que chegam à Europa atingem preços proibitivos.
É uma oportunidade que o inteligente e pragmático rei D Manuel I não desperdiça: os portugueses dominam a arte da construção naval, as ciências da cartografia e da navegação em alto mar, os seus marinheiros são experientes e corajosos, e o rei chama D. Vasco da Gama a Évora e atribui-lhe a missão de atingir a Índia por mar.
A 8 de Julho de 1497 e contra a voz do Velho do Restelo, duas naus, uma caravela redonda e uma catraca zarpam de Belém para uma viagem temerária rumo ao ambicionado destino.
Foi a primeira de 917 viagens que as grandes naus portuguesas vão fazer através da Rota do Cabo.
Durante mais de cinquenta anos, protegida pela superioridade incontestada dos seus navios, a Carreira da Índia garante aos portugueses o monopólio da importação de especiarias para a Europa.
E como a sorte protege os audazes, na primeira viagem comercial da Carreira da Índia, uma viagem atribulada e perigosa, a armada portuguesa desvia-se um pouco da rota de Vasco da Gama e encontra e explora novas terras.
Terá sido sorte ? Pedro Álvares Cabral tinha chegado ao Brasil.

... em Portugal, evidentemente.

Turismo é... encontrar bem-estar e tranquilidade no ar puro e fresco da Serra da Estrela.Em 1882 e por recomendação do D...
22/11/2020

Turismo é... encontrar bem-estar e tranquilidade no ar puro e fresco da Serra da Estrela.

Em 1882 e por recomendação do Dr Sousa Martins, Alfredo César Henriques constrói a Casa da Fraga, nas Penhas Douradas a 1475 metros de altitude.
Alfredo Henriques está doente, mas o ar puro e fresco e a quietude da Serra da Estrela da serra melhoram visivelmente o seu estado de saúde.
O bom resultado do tratamento da doença e o incansável esforço do Dr Sousa Martins promovem a construção de novas unidades hospitalares na serra.
Durante mais de cinquenta anos os Sanatórios da Guarda e das Penhas da Saúde na Covilhã vão cuidar de doentes com tuberculose pulmonar.
Em meados do século XX e já controlado o flagelo através de novos tratamentos farmacológicos, os sanatórios deixam de ser úteis e são gradualmente abandonados.
Voltam a ser ocupados cinquenta anos mais tarde.
Por novos hóspedes, apaixonados pelo ar da montanha, que se mantém puro e fresco.
E pelo silêncio da montanha só perturbado pelo sopro do vento e pelo murmúrio da água que desliza pelas encontas e tropeça nas cascatas.
E pelos mantos de neve, que são realmente deslumbrantes.

... em Portugal, evidentemente.

Turismo é... recuperar hábitos antigos e saborear tranquilamente o produto de dois mil anos de experiência.Há 2170 anos ...
15/11/2020

Turismo é... recuperar hábitos antigos e saborear tranquilamente o produto de dois mil anos de experiência.

Há 2170 anos o Alentejo é ocupado pelos romanos e passa a fazer parte da Hispania Lusitana, uma província de Roma.
Durante 400 anos vai viver-se um período de paz e prosperidade.
Os romanos fazem estradas e pontes, promovem trocas comerciais, cunham moedas válidas em todo o Império, concedem cidadania romana às populações.
Abastados lavradores romanos instalam-se no Alentejo, em "villas" luxuosas com jardins, piscinas e banhos quentes.
Nas villas plantam-se vinhas e olivais, produzem-se cereais, criam-se animais, produz-se vinho e azeite.
Os romanos gostam de beber vinho, que as classes altas bebem misturado com água.
Produzem o vinho em grandes recipientes de barro, a que chamam "dolia" - as talhas.
Não usam prensas: desengaçam e pisam as uvas, fermentam o mosto com as uvas pisadas em grandes talhas pesgadas e transfegam o vinho para ânforas para o transportar para as grandes cidades.
Vinte e um séculos depois, no Alentejo continuam-se a pisar uvas, a fermentar o vinho em talhas e a abrir as talhas no dia de São Martinho.
Os bons hábitos nunca se perdem... mas água no vinho, talvez não.

... em Portugal, evidentemente.

Turismo é... descobrir os ciclos perpétuos da natureza nas terras de Trás-os-Montes.Surgem as cores do Outono.Chegam os ...
01/11/2020

Turismo é... descobrir os ciclos perpétuos da natureza nas terras de Trás-os-Montes.

Surgem as cores do Outono.
Chegam os primeiros frios, o São Martinho e os magustos.
O pequeno Britango decide iniciar a sua viagem anual de 5000 km que o vai levar ao Mali; este pequeno abutre voltará às Arribas do Douro nos dias mais amenos da primavera.
Chega o inverno.
No dia 26 de Dezembro na festa de Santo Estevâo, os Máscaros de Ousilhão asseguram a passagem de testemunho do Rei e dos Vassalos.
Os Máscaros adormecem até ao Entrudo, quando acordam para celebrar em loucura a fecundidade de um novo ano; o mesmo fazem os Caretos de Podence e (para aquém do Marão) os Diabos de Lazarim.
Por vezes neva em Miranda do Douro e para se proteger do frio os mirandeses mais abastados há mais de dez séculos que usam as Capas de Honras Mirandesas, pesadas capas de burel feitas por artesãos habilidosos.
Desponta a Primavera.
Surge tímida, que os mais velhos bem sabem que em "Trás-os-Montes há nove meses de Inverno".
O Douro ainda vem acastanhado e desliza em turbilhões nas profundas arribas que escavou ao longo dos séculos.
A Páscoa traz notícias de alegria e esperança e é a altura de mudar as vestes roxas do Menino Jesus da Cartolinha, padroeiro de Miranda do Douro, pelas vestes brancas sinal de luz e alegria segundo as cores litúrgicas.
Chega finalmente o Verão a Trás-os-Montes, tempo de festas e romarias.
As danças guerreiras dos Pauliteiros, danças pagãs cuja origem se perde nos tempos, marcam os pontos altos das festas aos santos populares, numa simbiose entre o religioso e pagão tão natural nas gentes transmontanas.
E chega novamente o tempo de acomodar o corpo aos tempos frios que se aproximam, num ciclo sem fim.

Hinos aos deuses, não; os homens é que merecem que se lhes cante a virtude.
... em Portugal, evidentemente.

Turismo é... visitar quatrocentos anos de história na tranquila vila de Santar.Estamos a 15 de Dezembro de 1640. Dom Joã...
24/10/2020

Turismo é... visitar quatrocentos anos de história na tranquila vila de Santar.

Estamos a 15 de Dezembro de 1640.
Dom João, 8º Duque de Bragança, que duas semanas antes encabeçara uma revolta contra o domínio espanhol, é eleito Rei de Portugal.
Entre os nobres que defendem a ligação a Espanha está Dom Lopo da Cunha, Senhor de Santar, que planeia o derrube do novo rei.
O golpe falha e Dom Lopo da Cunha procura abrigo em Espanha.
As suas propriedades são confiscadas e o Paço dos Cunhas em Santar é demolido; os Cunhas só voltarão em 1725 com o perdão de Dom João V.
Santar é então uma pequena e tranquila povoação nas encostas do Dão, onde se produz vinho e milho que é exportado para o Brasil, de onde chega o ouro.
As casas agrícolas, de nobres e burgueses abastados, são convertidas com delicadeza e bom gosto em solares barrocos ao gosto da época: a Casa dos Condes de Santar e Magalhães, a Casa das Fidalgas, a Casa de Linhares...
A República é proclamada pelas armas a 5 de Outubro de 1910 e o rei Dom Manuel II parte para o exílio.
Fiel ao seu juramento o Capitão Ibérico Nogueira acompanha o major Paiva Couceiro na resistência à República e é preso.
Na Casa de Linhares permanece a esposa Maria Celeste dos Santos com os dois filhos Francisco e Maria Alice até ao seu regresso do exílio em Moçambique seis anos depois.
Passam os anos e tranquilamente tal como o vinho que se produz em Santar, a vila evolui com requinte e tranquilidade.

... em Portugal, evidentemente.

Turismo é ... descobrir a vida e obra de dois grandes escultores portugueses: José Joaquim e António Teixeira Lopes... J...
17/10/2020

Turismo é ... descobrir a vida e obra de dois grandes escultores portugueses: José Joaquim e António Teixeira Lopes.
.. José Joaquim Teixeira Lopes nasce em 1837 em São Mamede de Ribatua, no Alto Douro, numa família de pequenos proprietários rurais... Desde criança revela uma grande sensibilidade e habilidade artística; com 13 anos vai aprender a esculpir com um mestre em Viana do Castelo trabalhando figuras de proa dos grandes navios veleiros... Com 23 anos vai viver para Vila Nova de Gaia e estudar na Academia Portuense de Belas Artes; estuda de dia e faz pequenas imagens de cerâmica à noite que a mulher Rachel vende nas feiras de Gaia e Matosinhos... O reconhecimento do mérito vem com a escultura de D Pedro V, na Praça da Batalha no Porto... Faz numerosos trabalhos em bronze e em mármore, mas após uma estada em Paris dedica-se à produção cerâmica e cria uma escola de desenho e modelação em Gaia... O filho António Teixeira Lopes, trabalha com o pai na fábrica de cerâmica. .. Com 15 anos deslumbra-se com a obra "Flor Agreste" de Soares dos Reis; continua a trabalhar enquanto estuda nas Belas Artes no Porto e uns anos depois em Paris... Autor de diversas obras notáveis (a Flora, no Jardim da Cordoaria no Porto, o Monumento a Eça de Queiroz em Lisboa,...) é convidado para professor na Academia Portuense de Belas Artes... A seu pedido, o irmão José, arquiteto, desenha a Casa-Atelier onde vive e trabalha, que abre ao público em 1933 como Casa-Museu, e que é atualmente um importante espaço de cultura em Vila Nova de Gaia... A família agora na 6ª geração nunca perdeu a ligação às suas origens e mantém a casa em São Mamede de Ribatua construída pelos patronos e delicadamente batizada de "Vila Rachel".

... em Portugal, evidentemente.

Turismo é... recuar no tempo para assistir à ascenção e queda dos Cavaleiros Templários... Os Cruzados retomam Jerusalém...
11/10/2020

Turismo é... recuar no tempo para assistir à ascenção e queda dos Cavaleiros Templários.
.. Os Cruzados retomam Jerusalém aos muçulmanos; a cidade alberga o Santo Sepulcro construído sobre o local onde foi crucificado e depositado o corpo de Jesus Cristo, local de peregrinação para os católicos... Mas os caminhos até Jerusalém continuam perigosos, os peregrinos são frequentemente atacados e nove cavaleiros agrupam-se numa irmandade que assume a proteção dos peregrinos... Escolhem o nome "Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", os Cavaleiros do Templo, os Templários... Os Templários têm deveres de pobreza e castidade, são disciplinados e seguem uma vida ascética, são prudentes e sem medo; guerreiros temíveis, são crentes caridosos e humildes.
D. Gualdim Pais, regressa das Cruzadas e como Mestre dos Templários, recebe de D Afonso Henriques a incumbência de defender a linha do Tejo dos ataques muçulmanos. .. Constrói pequenos castelos e torres ao longo do rio e instala a sede da Ordem em Tomar, onde constrói o castelo, a capela e o panteão da Ordem... Em 1187 Jerusalém é conquistada pelo sultão Saladino e começa a decadência dos pequenos reinos cristãos na Palestina... Em 1291, reina em Portugal D. Dinis, desaparece o último reino cristão na Palestina; poucos anos depois os Templários são acusados de ritos secretos, os chefes são condenados à morte em França e a Ordem do Templo é dissolvida... Tolerantes os portugueses e hábil o Rei D. Dinis, surge em Portugal a Ordem de Cristo que herda as propriedades e os previlégios da Ordem dos Templários.

... em Portugal, evidentemente.

Turismo é... ter tempo para questionar a estranha relação que temos com a Natureza,.. que nos torna melancólicos com os ...
04/10/2020

Turismo é... ter tempo para questionar a estranha relação que temos com a Natureza,
.. que nos torna melancólicos com os primeiros sinais do outono,.. que nos traz a nostalgia da vida nas aldeias serranas,.. que nos hipnotiza com o escoar dos rios nas cascatas e veredas,.. que nos conforta com as carícias do vento fresco no rosto,.. que nos alegra com a visão da vida dos animais em liberdade.

... em Portugal, evidentemente.

Turismo é... saborear a nostalgia de uma relação mais real com a natureza.Num ciclo sem fim, o rigor do inverno na Serra...
26/09/2020

Turismo é... saborear a nostalgia de uma relação mais real com a natureza.

Num ciclo sem fim, o rigor do inverno na Serra da Peneda obriga a descer para o abrigo das "inverneiras" (as aldeias de inverno), mas os prados verdejantes da primavera convidam ao regresso às terras altas da montanha.

Nos cortelhos singelos ou nas "brandas" (as aldeias de verão), as primaveras são frias, e animais, pastores e famílias partilham abrigos.

Os lobos rondam e cães e pastores lutam para defender os rebanhos, entre rochas esculpidas pela natureza onde por vezes surgem elegantes cabras montesas.

A paisagem idílica e selvagem, o silêncio da montanha e a austeridade da natureza apelam à introspeção e promovem o misticismo.

... em Portugal, evidentemente.

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