13/10/2020
Basílica Palácio de Mafra
A basílica, inspirada nas grandes igrejas de Roma, é um templo de grandes dimensões, sendo a obra de maior referência no reinado de D. João V, a partir da qual muda o paradigma da artes em Portugal e se difunde o chamado barroco joanino.[3]
O Palácio e a sua Basílica é representativa da necessidade de afirmação política da monarquia portuguesa, inserindo-a no quadro das grandes monarquias europeias, em estreita relação com a Santa Sé, como forma da afirmação de Portugal restaurado, da grandeza imperial ultramarina e do poder absoluto de D. João V, poder este que lhe advinha do seu direito natural e divino.
Detém a dignidade de basílica por aplicação da Bula de Clemente XI, de 7 de Novembro de 1716, originalmente destinada à capela do Paço da Ribeira e que confere às capelas reais de Portugal essa categoria.
O lançamento da primeira pedra da Real Basílica de Mafra ocorreu a 17 de Novembro 1717 e foi sagrada a 22 de outubro de 1730, dia do 41.º aniversário do Rei D. João V, sendo dedicada à Virgem Maria e a Santo António.
É adornada por um dos maiores conjuntos de estatuária italiana fora de Itália, composta por 58 estátuas de vulto , 3 medalhões e um grande crucifixo com anjos em adoração, maioritariamente produzida em Roma e Florença em mármore de Carrara.
Originalmente, para a Basílica, foram executados diversas pinturas para os retábulos e sobre-portas, a maior parte deles retirados e substituídos por altos-relevos.
A partir de meados do século XVIII foram esculpidos os novos retábulos pétreos da Basílica, da autoria de Alessandro Giusti, artista de origem italiana que, em Mafra, iniciou a Escola de Escultura (precursora da Real Academia de Belas Artes, de Lisboa, e da Academia Imperial de Belas Artes, do Rio de Janeiro).