17/09/2026
Esperamos que a Reserva Federal aumente as taxas de juro, colocando a taxa dos fed funds no intervalo de 3,75% a 4,00%. Embora a decisão ainda não esteja completamente fechada, os dados conhecidos desde julho e o tom mais restritivo adotado pelos membros do FOMC nas últimas semanas levam-nos a favorecer este cenário.
Também as taxas implícitas do mercado monetário apontam para uma subida, com uma probabilidade próxima de 90% (face aos 70% esperados antes da divulgação do IPC na passada sexta-feira). No entanto, o consenso dos analistas mantinha-se, até à publicação dos dados da inflação de agosto, mais cético quanto a este movimento.
Após a divergência registada na reunião de julho, na qual três membros votaram já a favor de uma subida das taxas de juro, o presidente Warsh adotou um tom hawkish (restritivo) no seu discurso em Jackson Hole. O mercado de trabalho revelou uma resiliência inesperada em agosto, enquanto o IPC mostrou que a tendência dos preços abrandou relativamente à primavera, quando eclodiu a guerra no Irão, embora a persistência da inflação acima da meta continue a ser elevada.
Esperamos uma subida de taxas com um tom hawkish, como resposta a uma inflação que permanece acima do objetivo, mas não antecipamos que a Fed forneça qualquer indicação sobre os seus próximos passos, em linha com a política de Warsh de oferecer menos forward guidance (orientação prospetiva).
A Fed atualizará o seu quadro de projeções macroeconómicas e o dot plot. No entanto, é provável que Warsh não contribua para este último (já se recusou a fazê-lo em junho), pelo que ambos refletirão sobretudo a distribuição de opiniões no comité e a sua percepção dos riscos.
fonte:bpi