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05/06/2026

Observatório Bancos Centrais: BCE

BCE: melhor prevenir do que curar

5 de junho 2026

Com alta probabilidade, o BCE irá aumentar as taxas em 25 p.b. (depo a 2,25%; isto é sugerido por praticamente todas as declarações recentes do BCE e os mercados estão a descontá-lo com uma probabilidade superior a 95%). Este será o primeiro passo desde que a depo foi reduzida para 2,00% em junho de 2025 e concluiu o ciclo monetário em torno da crise inflacionista da Ucrânia.

O aumento das taxas é uma medida preventiva desencadeada pelo conflito no Médio Oriente. O BCE não pode contrariar o efeito direto que os preços mais elevados da energia têm na inflação, mas quer evitar que o impacto se espalhe para os restantes preços do cabaz do consumidor (efeitos indiretos e de segunda ordem).

No nosso cenário base, com efeitos diretos de inflação relevantes (mas não severos) e uma propagação limitada (esperamos que a inflação na Zona Euro seja ligeiramente superior a 3% em 2026 e que diminua gradualmente em 2027), e com um impacto moderado na atividade económica, o BCE deverá ser capaz de enfrentar a situação com um aperto controlado da política monetária.
fonte:bpi

02/06/2026

EP | O detalhe relativo ao PIB no 1T 2026 confirmou que a atividade estagnou em cadeia, crescendo 2,3% em termos homólogos

O aumento das tensões geopolíticas e uma eventual correção abrupta do preço dos ativos nos mercados financeiros agravaram os riscos para a estabilidade financeira.

O indicador de clima económico aumentou em maio.

EI | Os indicadores de sentimento apontam para um 2T quase estagnado, com pressões inflacionistas em alta na Zona Euro

O choque energético coloca o foco do crescimento dos EUA no consumo privado.

MF | Os progressos nas negociações de tréguas entre o Irão e os EUA marcam o ritmo do mercado

O BCE está a avançar para uma subida de taxas.
fonte:bpi

02/06/2026

No 1T 2026, o PIB estabilizou em cadeia (0,9% no 4T25).

Em termos homólogos, o PIB aumentou 2,3% (1,9% no 4T).

O emprego, medido pelo número de pessoas ajustado de sazonalidade aumentou 1,8% no 1T em termos homólogos; em termos de horas trabalhadas o aumento foi de 0,9%. Em cadeia, as variações foram de -0,4% e -1,4%, respetivamente no emprego total e nas horas trabalhadas.

A produtividade, medida pelo emprego e pelas horas trabalhadas aumentou, em termos homólogos, 0,5% e 1,4%, respetivamente.
fonte:bpi

29/05/2026

Portugal | Inflação

Inflação em maio estabiliza acima dos 3%

29 de maio 2026

A taxa de variação homóloga do IPC estimada pelo INE para maio é de 3,3% (igual a abril de 2026).

A variação mensal foi 0,3% (1,4% em abril de 2026; 0,3% em maio de 2025).

A taxa de inflação média anual fixou-se em 2,5% em maio (2,4% em abril).
fonte:bpi

29/05/2026

Portugal | Mercado de Trabalho

Abril marca um novo máximo histórico do emprego em Portugal

29 de maio 2026

População empregada continua a crescer acima dos 2% e atinge um novo máximo histórico em abril.

A taxa de desemprego passou de 5.8% em março para 5.7% em abril.

O desemprego registado nos centros de emprego continua a cair de forma bastante expressiva na comparação homóloga.

As ofertas de emprego voltaram a cair em termos homólogos (2.2%), embora tenham aumentado em cadeia pelo 4º mês consecutivo.
fonte:bpi

29/05/2026

Flash Divisas EUR/USD

28 de maio 2026

O EUR/USD tem sido negociado à volta dos 1,17, após um ano de elevada volatilidade. A escalada do conflito no Irão provocou uma valorização do dólar de quase 3%, modesta por comparação aos movimentos de outras classes de ativos.

Um conflito prolongado manteria os preços da energia elevados e aumentaria os riscos de estagflação na Zona Euro, defendendo um euro mais fraco e um retorno em direção a 1,10.

No entanto, e de acordo com o nosso pressuposto central de que se evitam os piores resultados geopolíticos, espera-se que o EUR/USD suba em direção aos 1,20 nos próximos trimestres, embora com riscos descendentes mais acentuados do que no início do ano.
fonte:bpi

29/05/2026

Portugal | Preços das Propriedades Comerciais

Em 2025, os preços das propriedades comerciais renovaram máximos históricos em índice e na respetiva variação anual

27 de maio 2026

O Índice de Preços das Propriedades Comerciais (IPPCom) divulgado pelo INE, aumentou 10,1% em 2025, uma aceleração significativa face à variação de 4,7% no ano anterior.

No mesmo período, o número médio trimestral de fogos em oferta para venda, segundo a CI, aumentou para 7.826 em 2025 (+28,4% em relação a 2024) e o valor médio ponderado das transações atingiu os 1.783 euros/m2 (+4,7%).

O Índice de Preços Corporate (IPCorp) da CI aumentou 4,8%, 2,8% e 6,3% nos segmentos de escritórios, armazéns e comércio, respetivamente (+2,1 p.p., -1,0 p.p. e +0,0 p.p. face a 2024), considerando as médias anuais dos valores trimestrais.
fonte:bpi

25/05/2026

Portugal | Mercado Imobiliário

Desenvolvimentos no imobiliário residencial

25 de maio 2026

Vários indicadores sugerem uma valorização excecional das casas em Portugal, como o índice de preços da OCDE. O mesmo subiu 106,4% entre 2015 e 2025 (32,9% no caso da média do grupo). No caso dos dados do Eurostat, Portugal também se encontra entre os principais países europeus onde a habitação mais valorizou, principalmente desde 2021 (32% vs. -2,3% na média da UE). Além disso, o IPH continua a registar máximos históricos, tendo aumentado 17,6% em 2025, a maior subida anual da série.

Mediante uma valorização do mercado imobiliário residencial mais forte que os aumentos dos rendimentos das famílias, o rácio de acessibilidade tem aumentado, sendo necessários mais anos para os particulares adquirirem uma habitação “standard”. Já a taxa de esforço teórica beneficiou dos cortes de taxas pelo BCE em 2024 e 2025, encontrando-se abaixo de 35% (máximo de 39,6% no 4T 2023).

A avaliação bancária da habitação continua a aumentar, atingindo 2.151 eur/m2 em março de 2026, mas existem sinais de abrandamento. Especificamente, a avaliação mediana perdeu algum fôlego em termos homólogos ao subir 16,5% em março (média mensal de 17,4% em 2025) e o índice de preços da Confidencial Imobiliário também desacelerou nos primeiros meses de 2026 (21,1% em termos homólogos em março vs. 23,4% em dezembro de 2025).
fonte:bpi

25/05/2026

Exposição a choques energéticos | Economia portuguesa e europeia

A heterogeneidade do impacto dos choques nos preços do petróleo através do mercado de crédito às famílias: Portugal vs. Zona Euro

25 de maio 2026

Esta nota visa analisar o impacto médio de choques nos preços do petróleo nas taxas de juro enfrentadas pelas famílias nos empréstimos ao consumo e habitação, comparando Portugal com a Zona Euro e as suas quatro maiores economias.

Portugal é mais sensível a choques petrolíferos via crédito: aumentos do Brent tendem a elevar rapidamente as taxas de juro, sobretudo no crédito à habitação, com impacto superior ao da Zona Euro e mais imediato.

Um crescimento dependente do consumo privado, juntamente com uma maior proporção de crédito à habitação a taxa variável, rendimentos mais baixos e valorização excessiva nos preços das casas tornam Portugal mais exposto ao canal indireto da política monetária após choques energéticos.
fonte:bpi

25/05/2026

EP | Após uma estabilização em março os preços na produção industrial voltaram a aumentar

Nos primeiros três meses do ano, a balança corrente registou um défice de 616 milhões de euros.

A taxa de juro do crédito à habitação surpreendeu em abril.

A Moody’s manteve o rating da dívida de longo prazo de Portugal em A3.

Comissão europeia (CE) revê em baixa o crescimento português.

EI | O choque energético traduzir-se-á num menor crescimento e numa inflação mais elevada na Europa

A Zona Euro enfrenta um 2T bastante fraco, com uma subida dos preços.

A economia dos EUA perde dinamismo no 2T em resultado da guerra no Médio Oriente.

A economia japonesa está a começar bem o ano, com o aumento das pressões inflacionistas.

Após um bom 1T, a economia chinesa dá sinais de arrefecimento.

MF | O mercado interpreta de forma positiva o ligeiro aumento do tráfego através de Ormuz

Os progressos registados nas conversações entre os EUA e o Irão (embora subsistam mensagens contraditórias) e a melhoria muito gradual do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz conduziram a uma queda dos preços do crude, bem como das expetativas de inflação (sobretudo no curto prazo) na Europa e nos EUA.
fonte:bpi

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Largo Do Comércio Nº 3/Parceiros De Igreja
Lisbon
2350-213

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