Quinta da Alameda

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A Alameda é o cenário de uma paisagem com um genius loci e identidade muito próprias que se centra na valorização da biodiversidade e no uso de práticas sustentáveis que salvaguardem a preservação e a natureza dos ecossistemas.

14/08/2026

🍇🔍 A "bagoinha verde" é definida como a ocorrência de bagos imaturos, muito pequenos e sem grainhas que se formam nos cachos de uma dada videira.

⚠️🌸 Tal acidente fisiológico está ligado a falhas na polinização e fecundação da planta.

🗓️ Ao contrário do que sucede na "bagoinha doce" (a qual será abordada nas próximas semanas), estes bagos nunca chegam a amadurecer.

🇵🇹🍇 Castas portuguesas mais propensas a este fenómeno incluem a Borraçal, a Castelão, a Malvasia Fina e a Touriga Nacional (principalmente em vinhas velhas não clonadas).

🌿✨ Já a Baga, Alvarinho, Viosinho e Touriga Franca apresentam excelente taxa de vingamento e menor propensão para sofrer com a bagoinha verde.

📉🍷 A ocorrência de bagoinha verde gera impactos negativos diretos na atividade do vitivinicultor e afeta tanto o rendimento económico como a gestão da adega.

🌦️✂️ Quando as condições meteorológicas são desfavoráveis, o viticultor recorre a práticas culturais para equilibrar o vigor da planta e para garantir o vingamento efetivo dos cachos.

31/07/2026

⛰️✨ Os humildes lameiros são ecossistemas fundamentais para a sustentabilidade ecológica, económica e social das regiões de montanha (como o Dão, onde se situa a Quinta da Alameda).

Um “lameiro” é um terreno húmido ou alagado, alimentado por água corrente, onde se desenvolvem prados seminaturais. 🌾💧

Os lameiros cumprem papéis fundamentais, tais como:

🌱 Ambiente e Biodiversidade: abrigam uma grande variedade de plantas, aves, anfíbios e insetos. 🦜🐸

🔥 Prevenção dos Fogos: criam descontinuidades na paisagem rural que ajudam a travar a progressão de incêndios rurais e florestais. 🛡️

🐄 Produção Animal e Economia: fornecem erva verde e feno de alta qualidade para alimentar animais, em especial as raças autóctones. 🌾

🧀 Apoio às Comunidades: sustentam a economia local através da produção de carne, leite e queijo; ajudam, assim, à fixação das populações nas zonas do interior. 🏡

⛰️ Aproveitamento do Solo: permitem a utilização de terrenos húmidos, inclinados ou frios que não servem para outro tipo de cultivo.

💧 Controlo da Água: ajudam a reter e filtrar a água da chuva, regulam o ciclo hídrico e mitigam as cheias ou a erosão dos solos. 🌧️

Infelizmente, os lameiros têm vindo a sofrer com o abandono dos campos e com a destruição de habitats ou de linhas de água. 🥀

Por isso, na Quinta da Alameda, vemos o nosso lameiro como algo vital a preservar e a potenciar. 🌿💚

24/07/2026

O “vingamento” é o momento exato no qual as flores da videira se transformam em pequenos frutos. Esta fase sucede à floração e define a quantidade de uvas que o cacho vai apresentar.

Na videira, as flores polinizadas fecundam e começam a crescer como bagos de uva. Porém, apenas 15% a 60% das flores se transformam efetivamente em uva; as restantes secam e caem com o vento.

As condições meteorológicas determinam, em grande medida, o vingamento. De facto, o frio excessivo ou a chuva forte podem degradar significativamente este processo.

Dois dos problemas são o “desavinho” (quando a taxa de vingamento é muito baixa e os cachos ficam com poucas uvas) e a “bagoinha” (quando os bagos crescem sem fecundação, pelo que ficam destituídos de grainhas).

10/07/2026

A pruína é uma camada de cera natural e translúcida produzida pela própria planta. Esta camada dá um aspeto esbranquiçado ou empoeirado às películas das uvas.

Atua como um escudo protetor para o fruto, ao evitar que a uva perca água e seque rapidamente. Também protege contra os fungos e evita potenciais danos desencadeados pela irradiação solar.

Tem igualmente um papel fundamental na produção de vinho, dado que a pruína contém leveduras específicas (fermentos naturais) essenciais à transformação do açúcar da uva em álcool no decorrer da fermentação.

Sinal de qualidade, a pruína intacta é uma das características das uvas que foram geridas com cuidado desde a colheita.

Daí que, no caso das uvas de mesa, não se deva lavar o cacho antes de o guardar (dado que assim se preserva a sua proteção natural).

A pruína é inteiramente comestível e salutar. Pode também encontrá-la noutros frutos como, por exemplo, nas ameixas e nos mirtilos.

26/06/2026

No bosque da Quinta da Alameda, o estrato arbustivo guarda uma singularidade ecológica rara: uma densa população de medronheiros em diferentes fases de desenvolvimento.

Esta presença é o reflexo de um ecossistema em pleno estado de sucessão e porventura muito próximo do que seria o coberto vegetal original da região do Dão antes da intervenção humana intensiva.

O medronheiro é caracterizado pela sua resiliência e perfil de espécie pirófita passiva. Diante de um incêndio florestal, mesmo com a destruição da parte aérea, as suas raízes sobrevivem e o espécime afetado volta a brotar com vigor.

Adicionalmente, a densidade da planta funciona como uma barreira eficaz contra a progressão de fogos rasteiros.

O seu ciclo biológico, inverso ao da maioria das plantas no hemisfério norte, assume um papel vital no outono e no inverno. Ao oferecer flores e frutos maduros em simultâneo numa época de escassez, o medronheiro assegura o sustento da fauna local. Das abelhas e abelhões aos mamíferos como o texugo ou o javali, todos beneficiam.

Em paralelo, a decomposição natural das suas folhas enriquece o perfil nutricional do solo, algo que favorece as herbáceas nativas e alimenta os nossos preciosos carvalhos.

O uso nobre da terra exige o conhecimento profundo e a proteção da sua integridade original.

19/06/2026

A maceração pelicular é uma técnica de vinificação que consiste em deixar o mosto (o sumo da uva) em contacto com as películas e com as grainhas por um período determinado. Isto ajuda a extrair cor, aromas e taninos para os vinhos, os quais adquirem assim corpo, complexidade e expressividade.

15/05/2026

Os Vignerons de Portugal formam uma associação e movimento que reúne um restrito grupo de 10 produtores advindos de várias regiões vitivinícolas do nosso país.

Premiada recentemente pela revista Grandes Escolhas, esta iniciativa de exceção está centrada num conceito absolutamente rigoroso:

"As nossas uvas, os nossos vinhos"

Porém, a definição do conceito de ‘Vigneron’ tem implicações ainda mais profundas do que a feitura do vinho com uvas exclusivamente próprias.

Patrícia Santos explica porquê nesta primeira edição da série “Um Minuto com a Enóloga”.

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Casas Altas () • Casa da Passarella () • Quinta da Alameda () • Quinta da Atela () • Quinta das Bágeiras () • Quinta de Chocapalha () • Quinta do Perdigão () • Rui Reguinga (.reguinga.winemaker) • Tapada de Coelheiros (.coelheiros) • Vale dos Ares ()

08/05/2026

O Tempo como Artesão: Os Vinhos de Guarda

Um vinho de guarda traz promessa de longevidade.

Definido pela sua estrutura superior com taninos agradáveis, acidez vibrante e elevada concentração, estes vinhos não são feitos para consumo imediato, mas para a evolução paciente em cave.

O tempo, longe de ser causar desgaste, atua como um artesão:

• Maturação: As arestas vivas da juventude dão lugar a uma textura sedosa. Os taninos polimerizam e transformam força em elegância táctil.

• Bouquet: A exuberância da fruta cede o palco à complexidade. Surgem os aromas terciários (como o couro, o tabaco e as especiarias finas) numa assinatura que só a maturação lenta consegue escrever.

• Equilíbrio: Acidez, álcool e madeira fundem-se num todo harmónico. A profundidade acentua-se para revelar um vinho onde cada nota é tocada no lugar exato.

Num grande vinho de guarda, o tempo não quebra: antes constrói uma obra que justifica cada ano de espera.

Tal como nos grandes vinhos de guarda da Quinta da Alameda.

01/05/2026

🦋✨ Os insetos polinizadores são um dos sustentáculos da vida terrestre.

Saber isto basta para que se tomem decisões no sentido de os proteger contra o declínio que os acomete.

Neste Dia do Trabalhador não podemos esquecer aqueles que nos ajudam a trabalhar. Sim, porque os polinizadores fazem o trabalho de milhões: de graça, com graça e inexcedível graciosidade.

Faremos a nossa parte, mas com a ajuda de quem sabe: a ciência do – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

Este será um voo longo e cheio de aventuras, mas necessário e necessariamente exigente. Sim, porque não é demais dizê-lo: proteger os polinizadores é proteger o amanhã das nossas paisagens, de tudo o que nelas habita e dos frutos da nossa terra.

Acompanhe connosco esta jornada de ciência e natureza. 🍷🌿

Fontes e Inspirações:



24/04/2026

O Torreão da Alameda: Identidade e Tradição

Estandarte da nossa Quinta, o Torreão da Alameda é uma síntese pétrea de estética e utilidade.

Erguido em tempos distantes como marco territorial em Santar, o seu cariz quadrangular e as suas seteiras serviram, outrora, o olhar aquilino que vigiava a dureza do labor rural e o vigor das vinhas.

Materializava, portanto, o poder sobre a terra.

Felizmente, com o tempo, o Torreão despiu a sua severidade funcional.
No lugar da vigilância do feitor, oferece agora ao visitante a contemplação do ondulado panorama beirão e da bela tapeçaria das vinhas com os bosques.

Contudo, a sua essência permanece inalterada: continua a ser o símbolo máximo da nossa reverência às tradições do Dão e aos atributos únicos deste território.

Endereço

R. Do Picoto Apartado 38/Vilar Seco
Nelas
3520-225

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