23/06/2026
Ver Portugal jogar é estar habituado a sofrer.
É passar noventa minutos entre a esperança e o desespero.
É zangarmo-nos quando as coisas não saem bem. Criticar. Reclamarmos. Dizer que podíamos ter feito melhor.
Como fazemos com aquelas pessoas que amamos profundamente e que, precisamente por isso, nos conseguem irritar mais do que ninguém.
No último jogo houve frustração.
Houve críticas.
Houve aquela sensação de que podíamos ter dado mais.
E depois chega uma noite destas.
Uma mão cheia de golos.
Uma exibição cheia de personalidade.
E, de repente, esquecemos a zanga.
Esquecemos a frustração.
Voltamos a encher o peito de orgulho.
Podem dizer que somos injustos.
Que só aparecemos nos bons momentos.
Que passamos demasiado depressa da crítica ao entusiasmo.
Talvez.
Mas o amor nunca foi racional.
E quem ama uma seleção não a vive com a cabeça.
Vive-a com o coração.
Hoje voltámos a sorrir.
Hoje voltámos a acreditar.
Porque há amores que, por mais que nos façam sofrer, nunca deixamos de carregar connosco.
❤️💚🇵🇹⚽