13/11/2014
Casa do Futuro: Competition winner proposal
Architecture: OODA
3D Images: PIXELFACTORY
Team: Diogo Brito, Rodrigo Vilas-Boas, Francisco Lencastre, Isabel Sousa Soares
Type: Competition
Size: 570 sqm
Status: Winner proposal
Schedule: Project 2012
Images: PixelFactory
Reflectindo sobre a problemática futura do tema da habitação ocorrem-nos de imediato tópicos como a flexibilidade, a versatilidade, a multifuncionalidade, a sustentabilidade e a tecnologia.
Cada vez mais vivemos num mundo acelerado, de constante mudança e cada vez mais estamos sujeitos à rápida adaptação a um mundo novo e a um diferente estilo de vida. Hoje estamos aqui, temos este estilo de vida, e amanha quem sabe onde estaremos.
O tempo não para, a tecnologia parece não querer parar também, e a arquitetura? Qual será a sua relação com este mundo rápido e novo a que cada vez mais estamos sujeitos? Não deverá a arquitetura acompanhar também a velocidade do tempo? Adaptar-se a todas as situações, a todas as culturas, a todas as gerações e ter um caracter tão flexível que tenha mesmo a capacidade de nos acompanhar durante a vida permitindo-nos mudar de sítio, mudar de estilo de vida e até mudar-nos a nós próprios?
Ou devemos por outro lado assumir a estática como a base da arquitetura, aceitarmos as suas limitações e sujeitarmo-nos apenas aos avanços tecnológicos que hoje já temos o prazer de conhecer? Como um frigorifico incrível que tem a capacidade de encomendar mantimentos através de um comando tecnológico, ou mesmo um forno que começa a aquecer sem que ainda tenhamos chegado a casa, ou até um estore que levanta ao mesmo tempo que o despertador toca.
Todas estas “modernidades”, ou “futuridades” como atualmente são chamadas, são sem dúvida resultado de uma grande evolução tecnológica que tem vindo, cada vez mais a facilitar este “stressante” estilo de vida em que vivemos.
Sendo que esses avanços tecnológicos têm vindo a ser explorados nas mais diversas áreas, porque não encarar o seu potencial e pensar na sua aplicação relativamente à arquitetura?
É neste âmbito que surge a “Self-made House”. Uma casa cujo potencial é infinito pelo facto de se tratar de uma casa, em que cada pessoa constrói o seu próprio espaço, adaptando-o às suas necessidades actuais.
O princípio desta casa é muito simples:
1. Cada pessoa compra o numero de plataformas elevatórias correspondentes à área que quer construir.
2. Após ter montado as plataformas no espaço pretendido a pessoa pega no seu telemóvel e começa a levantar plataformas conforme o espaço que pretende criar. (Zonas de 2º piso, separadores entre espaços e até mesmo mobiliários, como uma mesa, uma cadeira, um balcão de cozinha, etc.)
3. Após ter encontrado o espaço que se adeque às suas necessidades, a casa esta pronta a habitar. Até la, pode continuar a brincar com o seu telemóvel!
Sendo que cada vez mais a reabilitação vai ser um tema presente nas nossas vidas, esta casa permite-nos encontrar uma forma estandardizada, prática e acessível de reutilizar espaços. O protótipo da plataforma elevatória esta pensado de modo a que seja possível um infinito número de composições entre plataformas, abrangível a qualquer tipo de espaço.
Para além disso, devido ao seu carácter flexível, esta casa tem ainda a capacidade de ao longo do tempo ir acompanhando as mudanças de vida de cada pessoa, possibilitando que um mesmo espaço, possa em alturas diferentes assumir funcionalidades diferentes. (por ex.: durante o dia ser uma loja, à noite uma casa).
Acreditamos que o futuro da arquitetura passa por entender tópicos sociais deste nível e estamos crentes que num futuro próximo, com os avanços tecnológicos, este processo se possa tornar acessível a todos.
No entanto, tendo consciência dos custos acrescidos que teria construir um grande número de plataformas protótipo com todo este funcionamento tecnológico, é por nós proposto a construção desta casa do futuro, apenas como simulação daquilo que esta poderia ser no futuro.
Desse modo, propomos que para a construção do “Show-room” sejam utilizados os métodos de construção tradicionais e que haja apenas algumas plataformas elevatórias que possam servir de exemplo aos visitantes da Casa do Futuro.
Do it yourself!
ODDA