16/01/2013
PUBLICADO NO JORNAL DE ANGOLA ONLINE NO DIA 13.01.2013
A Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP) assinou na sexta-feira, com diferentes entidades empresariais, oito contratos de investimento avaliados em 1,536 mil milhões de kwanzas.
A Megativa, uma empresa com capitais mistos angolanos, belgas e dos Emiratos Árabes Unidos, especializada no comércio de bens alimentares e industriais a grosso e a retalho, assinou um contrato de 500 milhões de kwanzas. Por esse valor, a empresa vai construir um centro comercial em Luanda, no distrito do Kilamba Kiaxi, onde empregará 45 trabalhadores angolanos, e outro em Benguela. A Magativa já detém infra-estruturas comerciais na Libéria, Serra Leoa e Gana.
A companhia portuguesa Acto Especial, vocacionada para a reparação e manutenção de veículos e equipamentos, rubricou um contrato de investimento orçado em 120 milhões de kwanzas, num empreendimento que vai empregar 16 trabalhadores.
A sul-coreana Hanil Angola Engereering, especializada no tratamento e montagem de equipamentos de irrigação de solos assinou um contrato de 110 milhões de kwanzas, que vai permitir o início da produção de algodão na província do Kwanza-Sul. O projecto cria cem postos de trabalho. O responsável da empresa sul coreana, Euisoo Kim, explicou que a empresa tem trabalhado com os Ministérios da Agricultura e da Indústria para a produção da cana-de-açúcar na província do Cunene, num projecto que já beneficia de financiamento do Governo japonês.
“O arranque do projecto está previsto para o segundo trimestre”, sublinhou. Outro contrato, no valor de 101 milhões de kwanzas, foi subscrito pela empresa de capitais maurícios Valverde Investimento e compreende o comércio de fruta e legumes nacionais e estrangeiros, a grosso e a retalho. A companhia portuguesa Urano assinou um contrato de 100 milhões de kwanzas para formar um negócio de comércio e montagem de estruturas metálicas para a construção civil e obras públicas, dando emprego a 90 angolanos.
Construção de mais hospitais
Por esse mesmo valor, e no sector da construção civil e obras públicas, a China Machinery Engeneering também subscreveu um contrato que cria 180 postos de trabalho.
A empresa vai dedicar-se à construção de hospitais, escolas e reabilitação de ramais dos caminhos-de-ferro e tratamento da água, disse ao Jornal de Angola o seu director, Bai Ping. A presidente do Conselho de Administração da ANIP, Maria Luísa Abrantes, disse que o Orçamento Geral do Estado (OGE), que favorece em 33,3 por cento os gastos com o sector social, vai atrair mais investimentos para o país e impulsionar maior concorrência entre investidores nacionais e privados.
Maria Luísa Abrantes declarou que, no ano passado, os sectores mais investidos foram a indústria, construção civil e prestação de serviços, pretendendo-se, este ano, a aquisição de mais investimento no sector da agricultura, energia, telecomunicações, indústria e produção hídrica. “Os contratos assinados representam um valor acrescentado para o sector da indústria. Desde 2010, que os investimentos de nacionais nos sectores da indústria e construção civil representam entre 51 e 52 por cento do total”, disse.
A presidente da ANIP lembrou que os sectores da prestação de serviços e comércio não beneficiam de incentivos fiscais, apontando como principais constrangimentos encarados pela agência, a apresentação de projectos de empresas constituídas no mesmo ano, sem historial ou avaliação internacional.
Luísa Abrantes aconselha os investidores interessados em Angola, a munirem-se de uma carta de recomendação, caso não tenham mais de três anos de actividade.
http://jornaldeangola.sapo.ao/15/27/agencia_estatal_negoceia_investimentos
Presidente do Conselho de Administração da ANIP Luísa Abrantes durante o acto de assinatura de um contrato de investimento