02/10/2020
A Império – Arqueologia efectuou trabalhos arqueológicos (Acompanhamento e sondagens arqueológicas) na Rua de Camões, Guimarães e os resultados obtidos, durante a intervenção, relevaram que estamos perante um espaço profundamente alterado por ação antrópica, relacionado por um lado, com a ocupação desta área da cidade ao longo da Época Moderna, e por outro lado, com a construção e utilização do edifício intervencionado. As características dos vestígios e estruturas arqueológicas identificadas, bem como o estudo tipológico dos materiais exumados permite-nos balizar cronologicamente os contextos, tendo-se definido genericamente três fases de ocupação, para o espaço alvo de intervenção:
Fase I: cronologicamente atribuído ao período contemporâneo está relacionado com a atual ocupação do espaço e com as remodelações efetuadas recentemente;
Fase II: cronologicamente atribuída à Época Moderna relaciona-se com a fase inicial de construção do edifício, e as sucessivas alterações das características arquitetónicas do edificado durante este período;
Fase III: cronologicamente atribuída à Época Moderna está relacionado com a ocupação do espaço anterior à construção do edifício.
Foram exumados cerca de 239 fragmentos de espólio arqueológico no decurso dos trabalhos de escavação e acompanhamento. Encontram-se mais representados no acervo estudado a Cerâmica Comum Vermelha com cerca de 32% do total exumado seguida da Cerâmica de Construção com 21% e da Cerâmica Vidrada com cerca de 17%. Com percentagens mais reduzidas encontram-se a Cerâmica Comum Preta, a Faiança, o Vidro e o Ferro.