Centro de Estudos Rurais de Salselas

Centro de Estudos Rurais de Salselas INSTITUIÇÃO CULTURAL SEM FINS LUCRATIVOS

Ainda hoje recordo o espanto da primeira vez que vi imagens de indígenas da Amazónia a pescar apenas com plantas. Para u...
02/06/2026

Ainda hoje recordo o espanto da primeira vez que vi imagens de indígenas da Amazónia a pescar apenas com plantas. Para uma criança fascinada pelo mundo natural, aquilo parecia impossível.
Homens e mulheres esmagavam raízes e cipós entre pedras, entravam devagar no rio, libertavam na água um sumo vegetal turvo e, pouco depois, os peixes começavam a subir à superfície, desorientados, frágeis, entregues às mãos ou às pequenas redes de quem conhecia aquele gesto há gerações.
Anos mais tarde, fui comprando e devorando uma razoável coleção de obras de etnobotânica, algumas acompanham-me há décadas e continuam a ser consultadas regularmente, como velhos cadernos de campo.
Foi nestas páginas, entre plantas úteis, venenosas, medicinais e esquecidas, que percebi que aquela imagem distante da Amazónia tinha parentes próximos nos rios da Península Ibérica.
O que eu julgava longínquo, quase ritual e pertencente a outros territórios, aparecia afinal registado em poças, charcos, levadas e águas lentas do nosso país.
Mais tarde tive a oportunidade de confirmar estas memórias escritas junto de velhos agricultores, pescadores ocasionais e homens de rio e de terra, nas margens do Cabril, do Sabor e de pequenos afluentes transmontanos.
Falavam destas práticas em voz baixa, com a prudência de quem sabia que eram proibidas e com o respeito de quem nunca confundia uma planta perigosa com uma simples erva.
Neste mundo rural, o rio atravessava a vida das pessoas todos os dias. Nas margens aprendia-se a reconhecer as plantas pelo lugar onde cresciam, pelo aroma das folhas, pela cor da seiva ou pelos efeitos que produziam.
Era um conhecimento construído pela observação, pela experiência e pela memória, onde alimento, cura e veneno cresciam muitas vezes lado a lado.
O embude, arrabaça ou salsa-dos-rios (Oenanthe crocata) ocupava um lugar central neste saber perigoso das margens. Cresce junto às linhas de água, nas valas, nos lameiros e nos lugares onde a terra conserva humidade durante grande parte do ano.
À primeira vista pode confundir-se com plantas alimentares da mesma família, como a salsa, o funcho, a cenoura-brava ou o aipo.
Esta semelhança enganadora esteve na origem de muitos envenenamentos acidentais de pessoas e gado. As suas raízes tuberosas concentram oenantotoxina, substância capaz de provocar intoxicações violentas, convulsões e morte.
Na pesca fluvial, as raízes do embude eram esmagadas até formar uma pasta e espalhadas em poças, açudes e troços de corrente lenta, onde os peixes se tornavam mais vulneráveis.
No Nordeste português, há memória da planta triturada em fresco, por vezes misturada com terra ou barro, e dispersa numa área limitada do rio. Pouco depois, os peixes surgiam a flutuar ainda vivos e podiam ser apanhados à mão.
Alguns relatos indicam que os que não eram apanhados, assim que alcançavam água limpa, recuperavam. Esta observação sugere que o chamado adormecimento nem sempre conduzia à morte imediata. Havia, contudo, um processo de intoxicação em curso.
O trovisco (Daphne gnidium) tinha uma aura ainda mais temida. Arbusto de folhas estreitas, ramos firmes e frutos muito tóxicos, cresce nos matos, taludes, orlas de bosques e encostas da paisagem mediterrânica.
Há registos do uso do trovisco na pesca em poças, açudes e pequenos charcos. Ramos, cascas ou raízes eram introduzidos na água, provocando a desorientação dos peixes e facilitando a captura.
Alguns testemunhos referem raízes de trovisco trituradas dentro de sacos de pano e mergulhadas em pequenas poças ou açudes. A corrente era reduzida com pedras e terra, permitindo que a planta libertasse gradualmente os seus compostos na água.
Primeiro surgiam as trutas, nadando de lado, como se o rio lhes tivesse roubado a direção. Depois podiam aparecer barbos, bogas, enguias, anfíbios e cobras de água. O preparado não escolhia. Atingia toda a comunidade aquática concentrada naquele troço do rio.
O verbasco, também conhecido como barbasco ou cáçamo (Verbascum spp.) seguia outro caminho. Com as suas folhas espessas, aveludadas e as hastes florais amarelas, podia surgir tanto como planta medicinal como instrumento de pesca. Folhas, flores, cápsulas e sementes contêm saponinas, substâncias capazes de perturbar a respiração dos peixes.
Em várias tradições ibéricas e mediterrânicas, os verbascos eram esmagados ou macerados na água para intoxicar a fauna aquática.
Há registos de folhas e frutos triturados entre pedras e lançados em poças, deixando os peixes atordoados e fáceis de recolher à mão. A memória rural recorda estas plantas como capazes de fazer subir o peixe à tona e, muitas vezes, de o matar.
A aroeira ou lentisco (Pistacia lentiscus) também surge associada a práticas de pesca com plantas, embora com documentação menos abundante do que o embude, o trovisco ou o verbasco.
Rica em resinas aromáticas, taninos e essências intensas, fazia parte da paisagem mediterrânica e era bem conhecida das comunidades rurais do Sul da Europa.
As eufórbias (Euphorbia spp.) traziam no próprio corpo vegetal a evidência do perigo. O látex branco, irritante e tóxico, inflamava a pele e os olhos, e algumas espécies foram usadas para atordoar ou matar peixe.
A sua presença neste universo de plantas piscicidas ajuda a compreender a atenção com que as comunidades rurais observavam os efeitos das plantas sobre os animais e sobre o próprio corpo humano.
Dos rios vinha o peixe e, das suas margens, a matéria para o procurar, guardar e transportar. Ali cresciam salgueiros, juncos, caniços, freixos, amieiros e outras plantas de caules flexíveis, madeiras leves ou fibras resistentes, escolhidas para cestos, nassas, armadilhas, cabos, redes, cercas, flutuadores e pequenas ferramentas de pesca. A vegetação ribeirinha era uma oficina viva.
Cada uma oferecia uma qualidade própria. A flexibilidade dos vimes, a leveza da cortiça, a resistência dos juncos, a dureza de certas madeiras, os taninos de algumas cascas usados para tingir e conservar redes.
Este lado da etnobotânica da pesca é tão importante como o uso das plantas tóxicas. Mostra que o rio era um sistema inteiro de sobrevivência. Nele pescava-se, mas também se cortava, entrançava, tingia, reparava, transportava e conservava.
A mesma margem que escondia raízes perigosas e seivas capazes de atordoar peixes oferecia também as fibras com que se faziam os utensílios da pesca quotidiana. Antes do plástico, do nylon e do metal barato, grande parte da inteligência técnica das comunidades ribeirinhas passava pelas mãos e pelas plantas.
Estas práticas nasceram num contexto de sobrevivência. A pesca complementar podia fazer uma diferença importante na mesa de uma família rural. Uma poça cheia de peixe podia representar alimento imediato, sobretudo durante os meses mais secos, quando a vida aquática se concentrava em remansos e açudes.
A eficácia destas práticas tinha, porém, um custo ecológico elevado. Peixes, anfíbios, larvas, insetos aquáticos, crustáceos, macroinvertebrados e muitos outros organismos ficavam expostos aos mesmos compostos tóxicos.
Em poças, açudes e troços de água pouco renovada, bastava uma pequena quantidade de planta para alterar profundamente o equilíbrio daquele ecossistema.
A tradição popular dizia que os peixes ficavam adormecidos. A realidade era mais complexa. Alguns recuperavam quando alcançavam água limpa e a exposição tinha sido breve. Outros morriam. O resultado dependia da espécie utilizada, da quantidade de planta, do caudal, da temperatura da água e do tempo de contacto.
Como podiam os pescadores e as suas famílias consumir estes peixes sem sofrerem eles próprios os efeitos da intoxicação?
A questão permanece difícil de responder. As fontes disponíveis referem o consumo regular do pescado capturado por estes métodos, sem relatos evidentes de intoxicação humana, embora o risco nunca possa ser excluído.
A explicação mais prudente encontra-se na experiência acumulada. As capturas realizavam-se geralmente em poças, remansos, açudes e zonas de água lenta onde o caudal era reduzido.
Depois da pesca, restabelecia-se a circulação da água, e o peixe era eviscerado e lavado. Tratava-se de um conhecimento empírico, afinado ao longo de gerações, mas não de uma garantia toxicológica.
Hoje, em Portugal, estas práticas encontram proibição clara no regime jurídico da pesca em águas interiores. A Lei da Pesca nas Águas Interiores estabelece as bases da gestão sustentável dos recursos aquícolas, e o Decreto-Lei n.º 112/2017, de 6 de setembro, concretiza esta proteção.
No artigo 31.º, proíbe o uso, a detenção nas margens e o lançamento à água de substâncias capazes de causar morte, atordoamento ou alterações persistentes no comportamento ou na fisiologia dos peixes e de outros organismos aquícolas.
A ancestral memória rural evoca peixes adormecidos. A lei contemporânea refere morte, atordoamento e alterações da fisiologia. No fundo, ambas reconhecem a mesma realidade.
Um rio é uma comunidade viva, formada por peixes, anfíbios, insetos, plantas e inúmeros organismos que dependem uns dos outros. Este equilíbrio pode ser alterado em apenas alguns minutos, mas a sua recuperação pode demorar muitos anos.
Hoje, estas práticas sobrevivem sobretudo como memória etnográfica e testemunho da relação profunda entre comunidades rurais, rios e plantas tóxicas do nosso território.
Recordam um tempo em que a observação da natureza fazia parte da vida quotidiana e em que o conhecimento das plantas podia significar alimento, remédio ou perigo. Revelam uma sabedoria construída ao longo de gerações, moldada pela necessidade, pela experiência e pela proximidade constante com os recursos disponíveis.
Cada rio era conhecido nas correntes, nas poças e nos ciclos que marcavam o seu ritmo. Cada planta tinha uma história, uma utilidade e um lugar na memória coletiva das populações. Entre o veneno e o alimento existia apenas a espessura frágil da água corrente sobre as pedras de um ribeiro

09/05/2026

⚠️ No âmbito da 𝐀𝐆𝐑𝐈𝐍𝐎𝐑𝐃𝐄𝐒𝐓𝐄 e do 𝐝𝐞𝐬𝐟𝐢𝐥𝐞 𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐭𝐨𝐫𝐞𝐬, que se realiza no próximo domingo, dia 10 de maio, apelamos a todos os participantes para uma 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐮𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚́𝐯𝐞𝐥 e 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐥𝐨𝐜𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬, atendendo às condições meteorológicas adversas previstas.

A segurança de todos é uma prioridade. 𝐂𝐨𝐧𝐝𝐮𝐳𝐚𝐦 𝐜𝐨𝐦 𝐩𝐫𝐮𝐝𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚.

09/05/2026

🦇🏠 Morcegos no Telhado: O Que Saber 🏠🦇

1️⃣ Morcegos ajudam no controle de insetos e no equilíbrio ambiental
2️⃣ Algumas espécies são protegidas por lei e exigem manejo adequado
3️⃣ O acúmulo de guano pode favorecer fungos e causar alergias respiratórias
4️⃣ A remoção deve ser feita de forma segura e humanizada
5️⃣ Contato direto com morcegos deve ser evitado para reduzir riscos de doenças

A presença de morcegos em telhados exige cuidados corretos para proteger tanto a saúde das pessoas quanto os animais. 🌙

09/05/2026
🐞 INSETOS ÚTEIS VS PRAGAS DO JARDIM 🐞🌿 Insetos benéficos1️⃣ JoaninhaControla pulgões naturalmente2️⃣ CrisopídeoPredador ...
09/05/2026

🐞 INSETOS ÚTEIS VS PRAGAS DO JARDIM 🐞

🌿 Insetos benéficos

1️⃣ Joaninha
Controla pulgões naturalmente

2️⃣ Crisopídeo
Predador eficiente de pequenos insetos

3️⃣ Sirfídeo
Ajuda na polinização e combate pragas

4️⃣ Vespa parasitoide
Controla lagartas e ovos de insetos

5️⃣ Louva-a-deus
Caçador natural do jardim

6️⃣ Libélula
Grande predadora de mosquitos

🍂 Insetos nocivos

1️⃣ Pulgões
Sugam a seiva das plantas

2️⃣ Moscas-brancas
Enfraquecem folhas e transmitem doenças

3️⃣ Lagarta-do-tomate
Destrói rapidamente folhas e frutos

4️⃣ Ácaros-aranha
Secam folhas e deixam manchas

5️⃣ Lagarta-rosca
Corta mudas jovens durante a noite

6️⃣ Besouros japoneses
Devastam flores e folhas rapidamente

🌱 Antes de eliminar um inseto, identifique sua função no ecossistema do jardim

09/05/2026

🔥An maio queima la bielha l talho.

Depois dos invernos rigorosos do planalto mirandês e de já se terem esgotado todas as reservas de lenha, chega o mês de maio que pode trazer dias muito instáveis e frios. Segundo este provérbio popular mirandês, pode haver a necessidade de queimar pequenos objetos de madeira para as pessoas se aquecerem. É o caso do "talho", pequeno banco de madeira com três pernas, que era usado junto às lareiras.

Aguardente regional no Vinho do Porto: risco, controlo e o dilema entre qualidade e escoamentoO debate sobre a utilizaçã...
09/05/2026

Aguardente regional no Vinho do Porto: risco, controlo e o dilema entre qualidade e escoamento

O debate sobre a utilização de aguardente regional na produção de Vinho do Porto não é novo, mas continua atual. Uma das principais objeções prende-se com a alegada falta de garantia de qualidade da aguardente produzida localmente, o que poderia comprometer o perfil do vinho e, em última instância, afetar as vendas.

Mas a questão central é: quem perde, afinal, com uma eventual quebra de qualidade? O comércio? A produção? Ou toda a cadeia de valor?

O papel crítico da aguardente

Na elaboração do Vinho do Porto, a adição de aguardente vínica interrompe a fermentação, preservando açúcares naturais e definindo o estilo do produto. A qualidade desta aguardente é, por isso, determinante: impurezas, desvios aromáticos ou inconsistências podem refletir-se diretamente no vinho final.
Historicamente, Portugal recorreu a aguardentes certificadas — muitas vezes provenientes de circuitos controlados e até de importação — para assegurar homogeneidade. A proposta de utilizar aguardente regional levanta o receio de variabilidade, sobretudo se os padrões de controlo não forem uniformes.

Quem arrisca perder?

1. O comércio (exportadores e marcas)

As casas exportadoras vivem da confiança e da consistência. Um lote com desvios pode comprometer anos de reputação num mercado internacional exigente. Aqui, o risco é imediato: perda de quota, devoluções, desvalorização de marca.

2. A produção (viticultores e adegas)

Para os produtores de uva, a equação é diferente. A utilização de aguardente regional pode representar maior integração local, redução de custos logísticos e — potencialmente — maior capacidade de escoamento da uva. Contudo, se a qualidade do vinho cair e as vendas abrandarem, o efeito regressa à origem: menor procura por uvas e pressão sobre preços.

3. A região como um todo

O Douro funciona como um ecossistema. Uma falha sistémica de qualidade não afeta apenas um agente, mas a denominação inteira. Num produto com forte identidade territorial, o risco reputacional é coletivo.

Escoar tudo ou preservar o valor?

Coloca-se então o dilema: é preferível escoar toda a produção de uvas, mesmo com algum risco, ou aceitar limites para proteger o valor do produto final?

A resposta, em termos económicos, tende a privilegiar o valor sobre o volume. O Vinho do Porto compete globalmente pela sua singularidade e qualidade; uma estratégia de curto prazo focada apenas no escoamento pode destruir valor a médio prazo. Ainda assim, ignorar a necessidade de escoamento também é problemático, sobretudo em anos de grande produção.

Uma via de equilíbrio

Em vez de uma escolha binária, há soluções intermédias:
Certificação rigorosa da aguardente regional: criação de padrões técnicos exigentes (análises químicas, painéis sensoriais, rastreabilidade) que permitam integrar produção local sem sacrificar qualidade.

Fases piloto e quotas: introdução gradual da aguardente regional, com limites percentuais e monitorização de impacto no vinho final.

Segmentação de produto: utilização diferenciada conforme o estilo (por exemplo, categorias menos sensíveis a microvariações vs. vinhos de topo).

Investimento em tecnologia e formação: modernização das destilarias locais e capacitação técnica para garantir consistência.

Conclusão

A preocupação com a qualidade da aguardente não é um detalhe técnico; é central para a integridade do Vinho do Porto. No entanto, descartar à partida a aguardente regional pode significar perder oportunidades de desenvolvimento local e melhor gestão de excedentes. O caminho mais sólido não está em escolher entre escoar tudo ou proteger tudo, mas em criar condições para fazer ambos: integrar a produção regional com controlo rigoroso, assegurando que cada decisão reforça — e não fragiliza — o valor da denominação a longo prazo.

( artigo gerado com auxilio IA

🐑📊 Tipos de Raças de Ovelhas 📊🐑1️⃣ Raças para lãIncluem variedades como Merino, Rambouillet e Shetland, conhecidas pela ...
26/04/2026

🐑📊 Tipos de Raças de Ovelhas 📊🐑

1️⃣ Raças para lã
Incluem variedades como Merino, Rambouillet e Shetland, conhecidas pela produção de lã de alta qualidade.

2️⃣ Raças para carne
Destaque para Dorper, Suffolk e Texel, valorizadas pelo bom rendimento e crescimento eficiente.

3️⃣ Raças para lã e carne
Opções como Cheviot, Lincoln e Hampshire oferecem equilíbrio entre produção de lã e carne.

4️⃣ Raças para leite
Awassi, Assaf e Lacaune são utilizadas pela boa produção de leite.

5️⃣ Escolha conforme o objetivo
Selecionar a raça adequada melhora a produtividade e facilita o manejo do rebanho

🏔️DIA INTERNACIONAL DAS MONTANHAS 📅 11 de dezembroO Dia Internacional das Montanhas celebra-se todos os anos a 11 de dez...
13/12/2025

🏔️DIA INTERNACIONAL DAS MONTANHAS
📅 11 de dezembro

O Dia Internacional das Montanhas celebra-se todos os anos a 11 de dezembro e lembra-nos a importância vital destes verdadeiros pilares da Terra. As montanhas ocupam cerca de 27% da superfície terrestre, são casa de milhões de pessoas e fornecem recursos essenciais para todos nós desde a água doce que abastece rios e cidades, até ecossistemas únicos, biodiversidade extraordinária e paisagens que inspiram culturas e tradições em todo o mundo.

Este dia é também um alerta: as montanhas estão entre os ambientes mais vulneráveis às alterações climáticas. O degelo acelerado, a perda de biodiversidade, os incêndios e a pressão humana colocam estas áreas em risco. Proteger as montanhas significa proteger o futuro da vida selvagem, das comunidades que nelas vivem e do equilíbrio ambiental do planeta.

Hoje celebramos a sua beleza, força e importância.
Que este dia inspire consciência, respeito e ação para garantir que as montanhas continuem a erguer-se firmes e vivas para as gerações futuras. ⛰️💚

O mapa dos dialectos e falares de Portugal Continental (1958), de Maria Helena Santos Silva, feito sob a orientação e co...
03/12/2025

O mapa dos dialectos e falares de Portugal Continental (1958), de Maria Helena Santos Silva, feito sob a orientação e com a colaboração de Manuel de Paiva Boléo, publicado na obra Estudos de Linguística Portuguesa e Românica (1974).

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Salselas
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