20/01/2018
A ACUMULAÇÃO E PERMANÊNCIA DE ELECTRICIDADE ESTÁTICA NO CORPO HUMANO PODERÁ ESTAR NA ORIGEM DO APARECIMENTO DE INFLAMAÇÕES E NA PERSISTÊNCIA DAS MESMAS.
Quem já não sentiu um pequeno choque eléctrico ao tocar numa superfície metálica, numa maçaneta ou fechadura de porta, num corrimão, num automóvel etc. Isto só acontece quando calçamos sapatos em material isolante ou então quando caminhamos sobre uma superfície isolante, tapete em borracha, alcatifa, vidro etc.
O fenómeno de acumulação de carga eléctrica no corpo resulta da fricção entre a meia e o sapato e entre este e o chão. Também pode resultar da fricção e contacto com uma peça de roupa, uma camisola de lã por exemplo, ou ainda por indução do campo eléctrico do ar gerado por nuvens carregadas em tempo nublado ou por uma outra qualquer fonte de campo eléctrico polarizado não alternado.
O homem primitivo caminhava descalço e dessa forma tinha sempre o seu corpo em contacto com o solo o que impedia que o seu corpo adquirisse carga eléctrica, isto porque o corpo é potencialmente condutor e uma vez em contacto com a massa do planeta Terra adquire o seu potencial de neutralidade, descarregando os electrões em excesso ou recolhendo os electrões em falta.
Em alternativa a andarmos descalços, existem há venda sapatos anti-estáticos que garantem a dissipação da carga eléctrica acumulada no corpo à terra. Ligação à terra ou aterramento (“Grounding”).
Nos anos 60 do Século passado, apareceu numa revista técnica italiana um artigo que dizia que campos eléctricos elevados em tempo nublado, provocavam dores de cabeça. A solução contra a influencia de campos eléctricos relativamente elevados, passa por não permanecer no exterior e nos recolhermos em edifícios de betão armado pois estes funcionaram como uma Gaiola de Faraday.
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