13/02/2018
O Digital e a Comunicação
A humanidade enfrenta situações dramáticas associadas ao subdesenvolvimento, a fenómenos naturais severos, à escassez de água, a conflitos armados ou ao crescimento demográfico, de que resulta uma pobreza extrema. Tais situações ajudam a explicar os focos de tensão regional, a segregação de populações, as vagas migratórias.
A estas preocupações acrescem novas megatendências, tremendas ameaças e/ou grandes oportunidades, como a descarbonização e a digitalização.
Os dois DD da modernidade surgem, por um lado, como resposta à mudança climática e, por outro, como evolução inerente a um novo modelo económico, e serão disruptivos dos mercados de produção e de trabalho, e dos hábitos de consumo.
O combate às alterações climáticas já está integrado na estratégia das empresas responsáveis, aquelas que se comprometem com o Acordo de Paris e as metas fixadas em Bona, na COP23.
A descarbonização das indústrias, conseguida através da eficiência energética, do recurso a energias renováveis e da captura ou compensação das emissões, apresenta-se, cada vez mais, como uma realidade objectiva dos nossos dias. E se a neutralidade carbónica se afigura como desafio, a oportunidade “verde” traduzida na economia circular, na mobilidade sustentável e no redesenho das cidades, deve ser vista com entusiasmo.
A 4.ª revolução industrial está aí e começamos a experienciar a transformação digital: são as comunicações móveis, os sensores, os drones, a banca electrónica, a IoT, as apps de serviços, as redes sociais, o marketing digital na política e no consumo, as soluções inovadoras da economia de partilha, a mobilidade autónoma, as novas formas de difusão cultural, …
A comunicação, crescentemente global, imediata, viral, é ao mesmo tempo impactante e impactada pela digitalização, ganhando novos canais e novas expressões. Nunca os ecrãs, a imagem e o vídeo estiveram tão presentes, jamais se partilhou em rede tamanho volume de informação.
Mas, mesmo desejando ser notória, seguida e influente, uma empresa não pode perder o norte: valores como a verdade, a transparência, o primado das pessoas, a conformidade legal, e princípios como a sustentabilidade e a ética nos negócios têm de presidir a um diálogo aberto com as partes interessadas e a sociedade em geral. Estes continuam a ser, hoje e no futuro, eixos essenciais de uma boa política de comunicação.