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542 devs. 5 palcos. 50 horas de IA. Em Natal.O Build with AI deste ano deixou clara uma coisa que o eixo Rio-São Paulo a...
06/18/2026

542 devs. 5 palcos. 50 horas de IA. Em Natal.

O Build with AI deste ano deixou clara uma coisa que o eixo Rio-São Paulo ainda custa a enxergar: o Nordeste virou polo de tecnologia de verdade.

O GDG Natal, braço local do Google Developer Groups, construiu o evento inteiro com voluntários. 36 palestrantes, 30 voluntários, 5 organizadores. Comunidade no sentido literal da palavra.

A sala estava cheia de gente construindo com as ferramentas mais avançadas de IA do mundo. E foi nesse cenário que a Globalfy levou uma conversa pro palco: quando o produto já está em nível global, o que decide se ele compete lá fora deixa de ser a engenharia e passa a ser a estrutura. Vender SaaS pros EUA, receber de cliente internacional, levantar capital fora. Tudo isso esbarra na mesma parede sem uma entity americana, por melhor que seja o produto.

A gente saiu de Natal com certeza de uma coisa: tem muito founder global nascendo aqui. Founder global não nasce em país melhor. Nasce com estrutura melhor.

Obrigado, GDG Natal. Foi uma honra fazer parte.

Foi essa a queda do capital aportado em startups brasileiras de 2024 para 2025. Menos dinheiro na mesa, e o que sobrou f...
06/17/2026

Foi essa a queda do capital aportado em startups brasileiras de 2024 para 2025. Menos dinheiro na mesa, e o que sobrou ficou mais seletivo sobre quem recebe.
Quando o capital aperta, a diligência muda de natureza. Em 2026, a expectativa é de termos mais duros, cláusulas de pay-to-play que antes eram raras no Brasil.

O investidor que tem menos cheques pra dar olha cada detalhe antes de assinar. E a estrutura da empresa passou a pesar mais na decisão.

O founder que opera só com CNPJ, recebendo como pessoa física, sem entidade que aguente um aporte internacional limpo, não está só desorganizado. Está com um ponto em aberto na conversa com quem ele quer que invista.

Estrutura virou parte da tese, não detalhe resolvido depois do cheque. Quem chega na mesa já estruturado encurta a conversa. Quem chega sem, vira pergunta.

E tem um detalhe que muda o tamanho do jogo. O capital que mais cresce não está no Brasil. Está nos EUA, onde o cheque é maior, o ciclo é mais maduro e o fundo quer um veículo que opere no terreno dele: uma entidade americana, cap table limpo, SAFE que ele já assinou mil vezes. O founder que só tem CNPJ não está competindo por menos dinheiro. Está fora da sala onde o dinheiro grande é decidido.

Capital fácil perdoa estrutura ruim. Capital escasso, não. E capital americano nem entra na conversa sem a estrutura certa.

Virginia Fonseca nasceu em Connecticut. Jon Vlogs tem green card desde 2020. Os dois estão nos EUA gravando tudo durante...
06/16/2026

Virginia Fonseca nasceu em Connecticut. Jon Vlogs tem green card desde 2020. Os dois estão nos EUA gravando tudo durante a Copa, sem preocupação nenhuma.

O governo americano emitiu alerta oficial essa semana: creator estrangeiro que monetiza conteúdo em solo americano com visto de turista está trabalhando ilegalmente. Cancelamento de visto, deportação, restrição para futuras entradas.

E o resto dos influenciadores brasileiros que foram à Copa?

O visto de turista permite a entrada. Ele não autoriza geração de renda em solo americano. Quando um creator posta conteúdo patrocinado, fecha uma live com parceria ou grava um vídeo monetizado no estádio, está gerando receita em território americano. Para a imigração americana, isso é trabalho.

Todo mundo foi atrás do visto certo.
Poucos foram atrás da estrutura certa.

74% dos influenciadores brasileiros na Copa não são jornalistas esportivos. São criadores de lifestyle, gastronomia, negócios, maternidade, finanças. Todos com patrocínios ativos. A maioria sem a estrutura que Virginia e Jon Vlogs têm.

O que protege a Virginia não é a fama. É o status americano.

Creator com empresa americana opera de um jeito parecido. A receita entra na LLC. A LLC é uma entidade registrada nos EUA. O creator deixa de ser um estrangeiro recebendo dinheiro em solo americano e passa a ser uma empresa americana faturando. O enquadramento muda. A exposição ao risco também.

A Copa dura 39 dias. O problema que ficou visível essa semana existe o ano todo, para todo creator que recebe em dólar, fecha patrocínio com marca americana ou monetiza em plataforma americana sem estrutura nenhuma por trás.

Cidadania americana a maioria não tem, já a estrutura americana: dá pra construir.

Link na bio.

💸😳O impacto econômico de longo prazo para quem sedia é efetivamente zero. É o que concluiu um estudo publicado pelo Gold...
06/16/2026

💸😳O impacto econômico de longo prazo para quem sedia é efetivamente zero. É o que concluiu um estudo publicado pelo Goldman Sachs, maior banco de investimento do mundo, em junho de 2026 analisando o PIB dos países-sede em todas as Copas desde 1982.

O estudo aponta que o país campeão experimenta um impulso econômico maior do que o que sediou. O efeito aparece principalmente nas exportações, com produtos e serviços do país campeão ganhando mais apelo no mercado global.

Mesmo em economias tão robustas quanto a americana, sediar tem um custo alto. Cada cidade-sede dos EUA gastou entre US$ 100 e US$ 200 milhões em infraestrutura, segurança e logística. O efeito positivo existe durante o torneio, mas some nos meses seguintes.

Mas o dinheiro maior foi para quem nem entrou em campo.

A Adidas, parceira oficial da FIFA, é alemã. A Aramco é saudita. A Qatar Airways é do Qatar. A Hyundai-Kia é coreana. A Lenovo é chinesa. Nenhuma dessas empresas sediou nada. Nenhuma precisou de visto. Todas têm estrutura para capturar valor de onde estão.

A FIFA vendeu direitos de transmissão para mais de 200 territórios e gerou quase US$ 4 bilhões neste ciclo comercial. O evento acontece nos EUA. A receita circula pelo mundo inteiro.

O apelo do que um founder oferece pode ser genuíno, cultural, até exclusivo. Mas sem estrutura, esse apelo não se converte em receita. Com uma entity americana, ele emite nota em dólar, recebe de clientes americanos com segurança jurídica, acessa a infraestrutura financeira que foi construída para empresas americanas.
Tudo isso de onde estiver.

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💸😳 O impacto econômico de longo prazo para quem sedia é efetivamente zero. É o que concluiu um estudo publicado pelo Gol...
06/16/2026

💸😳 O impacto econômico de longo prazo para quem sedia é efetivamente zero.

É o que concluiu um estudo publicado pelo Goldman Sachs, maior banco de investimento do mundo, em junho de 2026 analisando o PIB dos países-sede em todas as Copas desde 1982.

O efeito positivo existe durante o torneio, mas some nos meses seguintes.

As evidências são de que o país campeão experimenta um impulso econômico maior do que o país que sediou. Mas mesmo ganhar não resolve o problema estrutural de quem depende do evento para lucrar. Neste ano, os EUA viram isso na prática: com restrições de visto, tensões geopolíticas e preços elevados, 80% dos hotéis nas cidades-sede registraram reservas abaixo do esperado.

O maior evento esportivo do mundo aconteceu na porta, e boa parte do dinheiro não entrou.

Se formos falar de jogar globalmente, quem mais está se beneficiando não está no campo nem nas arquibancadas.

A Adidas, parceira oficial da FIFA, é alemã. A Aramco é saudita. A Qatar Airways é do Qatar. A Hyundai-Kia é coreana. A Lenovo é chinesa. Nenhuma dessas empresas sediou nada. Nenhuma precisou de visto. Todas têm estrutura para capturar valor de onde estão.

A FIFA vendeu direitos de transmissão para mais de 200 territórios e gerou quase US$ 4 bilhões neste ciclo comercial. O evento acontece nos EUA. A receita circula pelo mundo inteiro.

Founder com empresa americana opera com a mesma lógica. O mercado está nos EUA. Ele não precisa estar lá para acessá-lo. Com uma entity americana, emite nota em dólar, recebe de clientes americanos com segurança jurídica, acessa a infraestrutura financeira que foi construída para empresas americanas. Tudo isso de onde estiver.

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Luana Lopes Lara saiu de Belo Horizonte aos 18 anos para estudar no MIT. Nos verões da graduação, estagiou na Bridgewate...
06/10/2026

Luana Lopes Lara saiu de Belo Horizonte aos 18 anos para estudar no MIT. Nos verões da graduação, estagiou na Bridgewater Associates, na Citadel Securities e na Five Rings Capital. Três das maiores operações de capital do mundo.

Foi num caminho de volta do estágio em Nova York, em 2018, que ela e o sócio Tarek Mansour perceberam: traders movimentavam bilhões apostando implicitamente no resultado de eventos, mas não existia nenhum instrumento financeiro direto para negociar esses contratos. Em nenhum lugar do mundo.

O produto que eles queriam construir exigia uma licença de exchange regulada pelo governo americano. Passaram dois anos trabalhando com o CFTC para provar que contratos de eventos eram instrumentos financeiros legítimos. Em 2020, conseguiram. A Kalshi se tornou o primeiro exchange regulado para contratos de eventos na história dos EUA.

Em dezembro de 2025, a empresa foi avaliada em US$ 11 bilhões após uma rodada de US$ 1 bilhão com Paradigm, Sequoia e Andreessen Horowitz. Luana, com cerca de 12% da empresa, tornou-se a mulher mais jovem do mundo a construir uma fortuna bilionária sem herança, segundo a Forbes.

Ela nunca perguntou se valia a pena estruturar nos EUA porque a experiência respondeu antes da pergunta.

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600 investidores, 1.500 startups, 34 mil pessoas reunidas no Rio. O maior evento de tech da América Latina está acontece...
06/09/2026

600 investidores, 1.500 startups, 34 mil pessoas reunidas no Rio. O maior evento de tech da América Latina está acontecendo agora, no inverno carioca.

Tem founder aqui com produto que compete de igual com qualquer solução americana. Só que a empresa ainda tem CNPJ, recebe em real e trava no momento de fechar contrato com cliente fora do Brasil.

Estrutura não é detalhe. É o que separa quem apresenta pitch de quem fecha deal.

A Globalfy está no Pavilhão 2. Se você está no Web Summit Rio e quer entender como estruturar a operação para jogar fora, te esperamos.

Uma startup latino-americana de IA jurídica: Enter.Fundada em 2023. Em dois anos, o faturamento cresceu 13 vezes e Found...
06/08/2026

Uma startup latino-americana de IA jurídica: Enter.

Fundada em 2023. Em dois anos, o faturamento cresceu 13 vezes e Founders Fund, Sequoia e Ribbit Capital colocaram US$ 100 milhões na mesa.

Outros founders na região também têm produto, tração e crescimento. E nunca chegaram perto dessa conversa.

A diferença estava na estrutura. Founders Fund, Sequoia e Ribbit verificam estrutura jurídica, cap table e governança internacional antes de qualquer conversa sobre tração. Se a empresa não está organizada onde o capital opera, o interesse não vira investimento. O produto nem chega a ser avaliado.

A Enter tinha empresa americana registrada. Estava dentro do perímetro onde o capital circula.

O produto abre a conversa. A empresa nos EUA abre a porta.

Segue o perfil pra mais conteúdos como esse.

Em julho de 2025, os EUA aprovaram o One Big Beautiful Bill. Uma das mudanças virou debate: o imposto sobre remessas. O ...
06/02/2026

Em julho de 2025, os EUA aprovaram o One Big Beautiful Bill.

Uma das mudanças virou debate: o imposto sobre remessas. O que menos apareceu na cobertura foi o que realmente mudou para quem opera de fora: FTIN, Form 5472 automatizado, cruzamento de dados com o FinCEN.

O imposto de 1% sobre dinheiro físico existe. Mas quem opera via LLC com compliance em dia já estava fora do escopo antes da lei entrar em vigor.

Salva esse post, você vai querer reler quando a próxima mudança chegar.

O South Summit começa amanhã em Madrid. Na sexta, o Papa Leão XIV chega à mesma cidade. Dois eventos, o mesmo assunto, p...
06/01/2026

O South Summit começa amanhã em Madrid. Na sexta, o Papa Leão XIV chega à mesma cidade. Dois eventos, o mesmo assunto, perguntas completamente diferentes.

A Globalfy tem uma leitura sobre isso.

Salva para ler depois.

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