16/10/2026
Nós, mulheres, participamos da economia de muitas formas. Trabalhamos, empreendemos, administramos empresas, geramos empregos e tomamos decisões financeiras todos os dias.
Mas existe uma diferença importante entre participar da economia e ter poder de decisão sobre o dinheiro e o patrimônio que ajudamos a construir.
Conheço mulheres que administram negócios complexos, negociam contratos importantes e tomam decisões profissionais que envolvem milhões de reais. Mas, quando o assunto é o próprio patrimônio, muitas ainda deixam as decisões nas mãos de outras pessoas.
Às vezes, por falta de tempo. Outras, porque acreditam que não entendem o suficiente ou simplesmente porque essa sempre foi a dinâmica familiar.
E não estou dizendo que precisamos fazer tudo sozinhas.
Contar com especialistas e dividir responsabilidades é fundamental. Mas existe uma diferença entre delegar uma tarefa e abrir mão de participar das decisões.
Isso vale para investimentos, contratação de crédito, compra de imóveis e até para as escolhas de consumo do dia a dia.
Quando entendemos os riscos de um investimento, os custos de um financiamento ou as alternativas disponíveis, conseguimos avaliar se cada decisão faz sentido para os nossos objetivos.
É por isso que acredito tanto na educação financeira como instrumento de autonomia.
Não precisamos dominar todos os produtos financeiros, mas precisamos compreender o suficiente para fazer perguntas, avaliar alternativas e participar das escolhas que afetam nossa vida.
No BD Invest Mulher, queremos incentivar cada vez mais mulheres a ocupar esse espaço, com informação, confiança e acesso a profissionais que ajudem a construir decisões conscientes.
Porque o poder econômico das mulheres não está apenas no dinheiro que ganhamos, administramos ou movimentamos. Está também na capacidade de decidir o que fazer com ele.
E quero terminar com uma pergunta:
Nas decisões financeiras que impactam o seu presente e o seu futuro, você tem participado ou apenas acompanhado o que outras pessoas decidem?