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25/09/2026

Grandes histórias, grandes resultados e muito trabalho por trás de cada conquista. Parabéns às empresas e equipes reconhecidas no EXAME Melhores e Maiores 2026.

CULTURA NÃO SE IMPÕE, SE TRANSMITE. O QUE O SEU TOM DE VOZ E AS SUAS ATITUDES ESTÃO ENSINANDO NO DIA A DIA?Recentemente,...
23/09/2026

CULTURA NÃO SE IMPÕE, SE TRANSMITE. O QUE O SEU TOM DE VOZ E AS SUAS ATITUDES ESTÃO ENSINANDO NO DIA A DIA?

Recentemente, passei por uma daquelas situações simples do cotidiano que nos fazem parar para refletir sobre a forma como impactamos o ambiente ao nosso redor.

Tenho o hábito de praticar saxofone ao final da tarde e, entre as músicas do repertório de estudo, costumo incluir algumas canções dos Beatles. Dias atrás, ao me aproximar da porta para sair do apartamento, ouvi no hall a vizinha com sua filha de cerca de quatro anos aguardando o elevador. Para minha surpresa, a menina cantarolava alegremente a frase “She loves you, yeah, yeah, yeah…”

A cena chamou minha atenção. Nem eu nem aquela criança vivemos o auge do sucesso dos Beatles nas décadas passadas. Ainda assim, uma criação musical de mais de sessenta anos continua atravessando gerações e alcança uma criança de quatro anos simplesmente por ter sido ouvida no ambiente em que ela circula.

Esse episódio ilustra com clareza a mecânica da cultura e do legado nas organizações.
Empresas frequentemente investem tempo e recursos definindo manuais, apresentações formais e quadros de valores para fixar na parede.

Contudo, a verdadeira cultura corporativa não se estabelece por decreto. Ela é assimilada organicamente, a partir das atitudes observadas na rotina diária.

A influência indireta costuma ser substancialmente mais forte do que qualquer instrução explícita. As pessoas aprendem reparando na conduta prática do ambiente, e não apenas escutando orientações. A consistência nos comportamentos é o que garante a continuidade dessas práticas. Assim como a prática frequente de um instrumento faz o som ultrapassar as paredes do estúdio, os valores praticados com coerência pela liderança passam a integrar o DNA de toda a equipe.

O legado de um profissional ou de uma gestão é justamente o impacto que permanece ativo mesmo quando a pessoa não está presente na sala.

No ambiente corporativo, mais do que perguntar o que está escrito nos documentos internos, cabe refletir sobre qual é a atitude real que o time está observando e replicando no cotidiano.

O exemplo contamina a atmosfera do trabalho. A forma como atuamos diariamente define a frequência que a organização vai adotar.

A ACELERAÇÃO DA IA E O RESGATE DO TOQUE HUMANOUma enquete divulgada ontem no evento do Valor Econômico 1000 trouxe uma f...
09/09/2026

A ACELERAÇÃO DA IA E O RESGATE DO TOQUE HUMANO

Uma enquete divulgada ontem no evento do Valor Econômico 1000 trouxe uma fotografia clara do nosso tempo: 93,4% dos executivos das maiores empresas do país confirmam que a inteligência artificial já impacta diretamente os seus negócios.

A velocidade dessa transformação é inegável e impõe um ritmo acelerado nos ecossistemas corporativos.

O curioso é que, ao mesmo tempo em que a tecnologia avança a passos largos, presenciamos nas redes e na literatura um movimento oposto, marcado pelo resgate de fotos dos anos 80, relatos de época e memórias do passado. Quando olhamos de perto para esse mosaico, percebemos que não se trata de mero saudosismo, mas de um sintoma coletivo.

Como bem pontuou o antropólogo Michel Alcoforado ao analisar o desgaste da cultura de influenciadores, cresce o desejo por rotinas mais previsíveis e calmas, distantes da obrigação de transformar a vida em um espetáculo diário.

Em A Sociedade do Cansaço, Byung-Chul Han traduz essa sensação ao mostrar como nos tornamos exaustos ao tentar acompanhar um ritmo digital que atropela nosso tempo biológico.

Há uma busca velada por abrigo e segurança.
Tudo isso me fez olhar para uma pequena petisqueira de cerâmica portuguesa que guardo na mesa e lembrar de um antigo corretor de seguros. A cada renovação de apólice, ele fazia questão de vir pessoalmente trazer um doce ou um artesanato de sua terra, transformando um ato burocrático em um gesto de presença. Lembra a lógica do lendário Joe Girard, maior vendedor de carros do mundo, que construiu um recorde de vendas enviando milhares de cartões de Natal escritos à mão para seus clientes.

É aqui que as pontas se unem. Quanto mais o mercado se automatiza e ganha velocidade, mais a presença humana ganha valor e se torna escassa. Não precisamos escolher entre a eficiência do algoritmo e o acolhimento do gesto humano. O grande diferencial dos negócios no cenário atual é justamente saber usar a alta tecnologia sem perder a capacidade de cultivar vínculos reais.

A inteligência artificial otimiza o processo e ganha tempo. O toque humano constrói a lealdade e garante o futuro.

Como você tem equilibrado essa busca por eficiência tecnológica com o cultivo de conexões verdadeiras no seu dia a dia?



ENTRE A PLATÉIA E O PALCO: O QUE O TEATRO DE SHAKESPEARE REVELA SOBRE CONEXÃO E PERSISTÊNCIAA arte e o mundo corporativo...
02/09/2026

ENTRE A PLATÉIA E O PALCO: O QUE O TEATRO DE SHAKESPEARE REVELA SOBRE CONEXÃO E PERSISTÊNCIA

A arte e o mundo corporativo compartilham uma verdade fundamental: a resiliência raramente é um ato grandioso e barulhento; na maioria das vezes, é um exercício diário de reinterpretação.

Na prospecção B2B ou na liderança de projetos complexos, a resiliência é o combustível invisível. Ela surge na espera silenciosa por um contrato que demora a assinar, na renegociação difícil de um escopo interno com colegas de equipe, ou na capacidade de refazer uma abordagem comercial após sucessivos "não".
Na vida e nos negócios, resiliência não significa ignorar a frustração, mas transformar a dor da pausa no próximo movimento.

A arte expõe essa dinâmica humana de maneira impecável. No cinema recente e agora no streaming, Hamnet ilustra com maestria o peso avassalador do luto e do desespero maternal, uma dor que parece paralisar todo o resto. No entanto, sua narrativa caminha para uma demonstração sutil e profunda de resiliência: a forma como cada indivíduo encontra um meio particular de continuar existindo e reconstruir o significado de sua própria história diante do inevitável.

Foi exatamente essa capacidade de reinterpretação que William Shakespeare imortalizou nos palcos. Ao transformar a perda devastadora de seu próprio filho na criação de uma de suas obras mais icônicas, o dramaturgo fez da arte uma ponte entre a dor e a imortalidade. Ele reatribuiu papéis, deu nova vida à ausência e provou que a dor pode ser ressignificada quando encontramos um novo propósito para ela.

Essa mesma mecânica opera diariamente no ambiente profissional e pessoal:

* Na Prospecção e nos Negócios: A resiliência é a disciplina de reinterpretar o silêncio do mercado não como um ponto final, mas como um ajuste de rota necessário para a próxima oportunidade.
* No Alinhamento Interno: É a maturidade de desarmar o ego diante dos conflitos de projeto, buscando convergência onde antes só havia atrito.
* Na Vida Pessoal: É a capacidade humana de acolher as perdas, aceitar o tempo de cada processo e reescrever o próprio papel diante das mudanças inevitáveis.

A arte nos lembra que a resiliência não é sobre não sentir o impacto, mas sobre o que decidimos construir com os pedaços que ficam. Cada um de nós encontra sua própria forma de voltar ao palco, seja reescrevendo uma peça, adaptando uma estratégia comercial ou simplesmente persistindo no próximo passo.

Sobre a resiliência e sobre o que acontece quando a corda rompeA matéria do Valor Econômico, cujo link está no meu prime...
25/08/2026

Sobre a resiliência e sobre o que acontece quando a corda rompe

A matéria do Valor Econômico, cujo link está no meu primeiro comentário, traz um tema que continua urgente: a resiliência de líderes de alto escalão diante de feedbacks negativos. A imagem da corda rompendo não é apenas estética. Ela representa o instante em que a pressão chega ao limite e o líder precisa decidir se desaba ou se reinventa.

É impressionante como esse assunto permanece atual. O professor Paulo Yazigi Sabbag que lecionou por muitos anos na FGV EAESP , referência nacional em resiliência, já discutia há mais de uma década que resiliência não é resistir, mas transformar-se. Sua visão antecipou o que hoje se tornou uma competência estratégica para qualquer executivo exposto a decisões complexas, ambientes de alta velocidade e críticas inevitáveis.

Essa perspectiva esteve no centro de um projeto que conduzimos pela Cheers Business Development & Associates, levando conceitos de resiliência a CEOs e CHROs de diversas empresas há mais de 10 anos. Naquele momento, muitos ainda tratavam resiliência como um tema “soft”. Hoje, o mercado reconhece que ela é tão mensurável quanto performance e tão decisiva quanto cultura.

O colunista Sérgio Chaia reforça essa visão ao destacar que a capacidade de se reconstruir diante de críticas e erros é o verdadeiro divisor entre líderes que apenas ocupam posições e líderes que realmente influenciam. A resiliência não é um atributo emocional isolado. É uma competência de sobrevivência, de adaptação e de liderança consciente.

Por isso, o tema abordado pelo artigo não apenas nos coloca novamente na vanguarda, como confirma algo essencial: a resiliência continua sendo uma das competências mais críticas para líderes e organizações. Quando a corda rompe, não é o fim. É o início de uma nova forma de liderar, mais madura, mais consciente e mais preparada para o próximo desafio.

Seguimos trazendo essa reflexão adiante, porque ela continua atual, necessária e profundamente transformadora.

O que Escher e o Surrealismo nos ensinam sobre a Era da IA?Recentemente visitei a exposição sobre Surrealismo no novo es...
03/08/2026

O que Escher e o Surrealismo nos ensinam sobre a Era da IA?

Recentemente visitei a exposição sobre Surrealismo no novo espaço da Pinakotheke em São Paulo e me deparei com Metamorfose II, de M. C. Escher que está no vídeo do artigo.

A obra é um fluxo contínuo onde formas geométricas viram vilas, pássaros e abelhas. Mas o mais curioso: ele fez tudo isso entalhando madeira, numa técnica artesanal e minuciosa.

Isso me fez pensar: a metamorfose sempre habitou a realidade do trabalho. O que muda de tempos em tempos são apenas as nossas ferramentas. Ontem, a xilogravura. Hoje, os algoritmos e a inteligência artificial.

No meu artigo completo, exploro o que a flexibilidade cognitiva de Magritte, os relógios de Dalí e a antropofagia de Tarsila do Amaral podem ensinar sobre liderança, inovação e adaptação B2B neste novo cenário.

Leia a reflexão completa no artigo:

https://lnkd.in/d4MK6WWn

Como você tem lidado com as transições de ferramentas no seu setor?

04/07/2026

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